That's enough, Louis!

4216 Palavras
That’s enough, Louis! As luzes e a constante música eletrônica daquele lugar, fizeram Liam realmente sentir-se energizado e com vontade de dançar. Estava bebendo algum drinque de frutas que Zayn entregou a ele e sentia-se realmente bem naquele ambiente. De certa forma, não sentia-se incomodado com os olhares de outros homens e até algumas cantadas mais atrevidas, aquilo na verdade estava fazendo um bem absurdo para seu ego. — Olá! — Alguém gritou no ouvido de Liam, já que era a única forma de conversar lá dentro. — Oi. — Payne respondeu ainda um pouco tímido, mas depois de cerca de uma hora lá dentro, não se sentia mais tão desconfortável. — Você é muito bonito, sabia? — O homem disse a ele, se aproximando cada vez mais e tentando ficar de frente, para dançar com ele. — Como você se chama? — Liam. — Ele respondeu sorrindo tentando encarar a situação com naturalidade. — Olha, eu só estou aqui com um amigo, eu não sou gay. — Ele esclareceu, como vinha fazendo a noite toda, todas as vezes que alguém aparecia falar com ele. — É, eu já ouvi esse papo muitas vezes. — O homem disse rindo, chegando ainda mais perto de Payne. — Mas depois eu faço eles esquecerem isso rapidinho na minha cama. — Ele concluiu falando perto do ouvido de Liam, que apenas arregalou os olhos surpreso. De uma maneira um tanto bruta, Liam percebeu que alguém puxou o homem pelo braço o afastando dele. Quando ele percebeu, conforme as luzes piscavam atrapalhando sua visão, ele viu Zayn falar alguma coisa com o homem enquanto o empurrava para longe. Payne estava confuso com o que acontecia, mas resolveu não se meter. Em menos de cinco segundos, o homem voltou a desaparecer no meio da multidão e Zayn voltou a tomar seu lugar de frente para Payne. — Desculpa, alguns caras não entendem um "não" com facilidade. — Zayn disse falando perto do ouvido do outro. — O que você disse a ele? — Liam perguntou ficando mais perto, quase colando seus corpos, para poder conversar. — Que você estava comigo. — Zayn disse rindo, fazendo Liam sorrir sem saber exatamente porque sentiu-se bem ouvindo aquilo. — E que era pra ele procurar outro. — Ah certo. — Payne respondeu rindo, tomando um gole de sua bebida. — Mas olha, se eu estiver atrapalhando e você quiser ir ficar com alguém, fique a vontade. — Ele concluiu vendo o sorriso de Zayn se abrir no meio daquelas luzes piscando. — Não. — Malik respondeu e, sem cerimônias, voltou a segurar a mão do outro voltando a se aproximar dele. — Como eu disse, você está comigo. Liam riu ao ouvir aquele tom um tanto sedutor na voz do outro e percebendo pela primeira vez aquela noite, a forma como seu corpo se movimentava conforme Malik dançava. Liam até desconfiou que estava se sentindo bem ali porque realmente tinha perdido a conta de quanto tinha bebido, apesar de não estar bêbado ainda — o que era raro, já que geralmente para Payne, uma coisa era sinônimo de outra. O público comemorou quando o DJ trocou a música. Rihanna e sua "Rude Boy" preenchiam os ouvidos de Liam, enquanto Zayn preenchia seus olhos. Payne passou a língua pelos lábios ao que Malik se afastou alguns centímetros dele para dançar, claramente exibindo-se pra ele. Liam era um péssimo dançarino, mas percebeu que toda sensualidade que ele não tinha, certamente existia em Zayn. O moreno bonito não fez nenhuma questão de esconder que dançava pra ele, olhando em seus olhos e, por vezes, o segurando pela cintura, fazendo-o sincronizar seus movimentos com seus quadris colados e suas bocas perigosamente próximas. O que antes parecia ser apenas uma brincadeira e algo que faria Liam até achar graça, dando uma certa leveza ao desconforto de estar tão próximo a outro homem, passou a se transformar em algo quente e extremamente excitante. Zayn abriu devagar alguns botões da camisa preta que vestia e pôs uma das mãos de Liam em seu peito, fazendo-o acariciar parte de sua barriga marcada, sentindo o suor escorrendo de seu pescoço. Após alguns segundos, Zayn deixou de guiar o outro, achando que ele tiraria a mão de seu corpo, até mesmo se afastaria, mas não foi o que Liam fez. Payne, na verdade, não só percorreu ainda mais sua mão livre pelo tórax do outro, como passou a abrir a própria camisa também. Zayn sorriu ao ver a cena, ao menos a música estava fazendo os dois se divertirem e deixar de se importar com o que de fato aquilo significava. Aos poucos, eles se aproximavam cada vez mais e Liam tomou o resto de sua bebida em apenas um gole, deixando o copo na mesa próxima a eles, onde estavam seu sobretudo e outro casaco de Malik. As pessoas ao redor pareciam, por um segundo, não existir mais e Liam só conseguia olhar para a boca de Zayn, que estava molhada pela bebida que ele estava tomando de uma vez, deixando uma gota escorrendo pelo queixo. Liam passou o polegar pelo queixo do outro, tirando o excesso de bebida, levando o dedo à boca logo em seguida. Zayn começou a rir, m*l acreditando no que estava acontecendo. Apesar de estar percebendo que claramente Liam estava se deixando levar e que ele poderia tirar vantagem da situação de alguma forma, ele preferiu não comentar o que gostaria de dizer: que em sua boca, o gosto da bebida estava muito melhor. O corpo de Liam estava tão quente que ele não entendia se era pela situação de ter seu corpo quase invadido por Zayn ou se o próprio ambiente, por estar lotado, estava começando a fazê-lo suar. Se há uma semana atrás, alguém dissesse a ele que ele se encontraria em uma boate gay se divertindo como se não houvesse amanhã, talvez ele não acreditasse. Mas estar ali, estranhamente, o fazia pensar que realmente ele deveria começar a considerar voltar a frequentar boates e não apenas bares. Zayn queria simplesmente atacá-lo ali mesmo, ele sempre viu Liam como um homem muito bonito e que talvez povoasse suas fantasias em algum momento, mas ele jamais imaginou que de fato sentiria suas mãos em cima dele, sua boca tão perto, enquanto dançavam uma música extremamente sensual e que parecia estar deixando Liam bastante e******o. Malik simplesmente entregou-se aos braços do outro enquanto dançavam, já nem guiava direito os próprios movimentos, apenas deixando que Liam tomasse conta de seu corpo, de sua mente, queria ter seus pulmões invadidos pelo cheiro do perfume dele, queria ter coragem para simplesmente beijá-lo ali, arrastá-lo para o banheiro e ficar de joelhos pra ele. Os pensamentos de Zayn corriam com uma velocidade fora do normal quando se tratava de estar com t***o. Suas mãos nas costas de Payne deslizaram para sua b***a assim que ele teve a chance de agarrar aquela parte específica do corpo do outro. Apesar de ter seus olhos fechados, ele apenas abriu para estudar a reação do outro quando apertou sua b***a, achou que talvez tivesse passado do limite, mas tudo que Liam fez foi sorrir de canto e olhar de volta pra ele de um jeito que Zayn não conseguiu exatamente decifrar o que ele queria ou estava pensando. E aquilo era perigoso. Quando a música acabou e alguma outra menos conhecida começou a tocar, Liam respirou fundo como se acordasse daquele transe. Zayn afastou-se como se tivesse medo de fazer alguma loucura ali mesmo, por mais que não sentisse resistência da parte do outro, ele também não achava que tinha o direito de confundir a cabeça de Liam daquela forma. — Preciso de um drinque. — Liam disse fechando de volta a camisa, mas deixando os primeiros botões ainda abertos. — Tudo bem, também estou com sede. — Zayn disse fazendo o mesmo e os dois encaminharam-se para o bar depois de pegar seus casacos na mesa. — Tme lugar pra sentar? — Payne disse rindo, pensando que realmente não tinha lá tanta disposição para ficar dançando em pé a noite toda. — Ter, tem. — Zayn disse sorrindo de canto. — Mas o pessoal usa os sofás pra ficar se pegando... — Ele disse inseguro e viu Liam fazer uma careta engraçada como se estivesse surpreso de ouvir aquilo. — Mas podemos ir no segundo andar, tem alguns lugares mais civilizados lá em cima. — Tudo bem, podemos ir onde você achar melhor. — Liam disse encostando-se no bar e esperando a vez pra pedir. Ele olhava para Zayn ao seu lado e tentava afastar seu pensamento que constantemente teimava em obrigá-lo a perguntar-se o que estava acontecendo. Ele não queria pensar naquilo agora, estava se divertindo e não queria filosofar sobre sexualidade naquela noite. Era bom atrair olhares masculinos? Com certeza ele percebeu que era menos constrangedor do que ele pensava. — E aí, delícia! — Um homem se aproximou de Zayn chamando a atenção de Liam, que apenas olhou de canto curioso para a situação. — E aí, Jimmy. — Zayn respondeu um pouco surpreso ao ver o amigo ali. Ele passou o braço pela cintura de Zayn, o puxando mais pra perto. — Está de volta? — Estou. — O homem disse sorrindo. — Mas talvez eu precise voltar a Miami em alguns meses... Por isso estou tentando aproveitar ao máximo. — Ele disse chegando perto do rosto de Zayn, quase beijando-o. Liam assistiu a cena franzindo o cenho e deixando sua vez passar quando o bartender perguntou o que ele queria beber. Ele respirou fundo e apenas viu Zayn sorrir para alguma coisa que o tal Jimmy disse em seu ouvido. Payne virou-se novamente para o bar e pediu duas doses de uísque sem gelo, pagou e, assim que pegou seu copo, tocou no ombro de Zayn, que continuava conversando com o tal amigo. — Eu vou subir. — Payne disse apontando para o segundo andar. Ele deixou os dois para trás e não ouviu o que Zayn tinha a dizer. Malik se desfez dos braços do outro quase que imediatamente, mas já era tarde demais. Liam Payne já estava com ciúmes. — Liam, espera! — Ele tentou gritar, mas Payne não lhe deu muita atenção. Tudo bem que ele poderia mesmo usar a desculpa de que não estava ouvindo por causa da música alta, mas Payne sabia perfeitamente que Zyan o estava seguindo. — Liam! — Ele repetiu mais alto, mas tudo que o outro fazia, era atravesar-se nos quase inexistentes espaços entre as pessoas dançando, tentando escapar da multidão que parecia querer arrastá-lo para dentro de pista. Payne chegou nas escadas, bebeu com pressa o que tinha em mãos e continuava a fingir que não ouvia Zayn chamando por ele. O lugar era realmente mais calmo que o andar debaixo, a maioria das pessoas simplesmente assistia o que acontecia na pista de dança e bebiam sem pressa o que tinham em mãos. Alguns casais mais civilizados trocavam beijos e abraços, mas Payne não estava prestando atenção naquilo. Quando chegou perto da grade que protegia o andar, ele percebeu que não teria mais como fugir de Zayn, que já o havia alcançado, o segurando pelo braço. — Liam! — Zayn disse quando seus olhos encontraram os de Payne novamente. — Por que você não me esperou? — Você estava com o cara lá, não queria atrapalhar. — Liam disse naturalmente, tentando da rum tom casual ao assunto, mas sem conseguir esconder que estava um tanto irritado com aquilo. Ele bebeu mais um gole de seu uísque e Zayn arqueou as sobrancelhas ao ver aquilo. — Você está bravo comigo por algum motivo? — Malik perguntou engolindo a seco, preocupado com a resposta. — O que te faz pensar uma coisa dessas? — Liam perguntou forçando um sorriso. — Você está bebendo uísque. — Zayn respondeu como se fosse óbvio. — E está respondendo minha pergunta com outra pergunta. — Nem uma coisa e nem outra tem nada a ver com isso. — Liam disse sem ter exatamente uma boa resposta. — Não estou bravo, está tudo bem. — Ele respondeu sem olhar o outro, apoiando-se na grade e apenas olhando as pessoas dançarem. — Não precisa ficar aqui, Zayn, eu estou me divertindo. Não quero que deixe de ficar ou sair com alguém só porque estou aqui. — Ele esclareceu e Zayn mordeu a parte interna da bochecha, ligeiramente ansioso. — Eu não venho pra esses lugares com a intenção de pegar alguém, Liam. — Malik foi quem deixou claro dessa vez. — As vezes acontece de eu estar com alguém, mas não venho em busca disso. Estou me divertindo, prefiro ficar com você... — Ele disse tocando o ombro do outro de leve, como se testasse se podia mesmo tocar nele. — Eu acho que eu deveria ir embora... — Liam disse virando-se de frente para o outro e desfazendo-se do toque. — Não vá, por favor. — Zayn pediu aproximando-se mesmo sabendo que talvez não devesse. — Zayn, ouça... — Liam disse tomando o uísque todo num gole só. Sentiu seu peito esquentar e sua respiração aumentar. — Me desculpe se fiz pensar que estava acontecendo alguma coisa aqui... — Liam estava claramente referindo-se aos dois. — Mas eu não quero te levar a acreditar em algo que não vai acontecer entre nós. Zayn sentiu as pernas petrificadas quando ouviu aquilo. No fundo, ele sabia que já deveria esperar por aquilo, afinal, estava mesmo bom demais para ser verdade. O silêncio entre eles falou alto demais para que Zayn tivesse qualquer capacidade de responder alguma coisa. Liam passou por ele, trombando de leve em seu ombro, e descendo as escadas de volta, rumo a saída da boate. Aquilo aconteceu em questão de poucas horas, mas serviu para dar uma intensidade muito maior aos problemas de relacionamento que Liam vinha enfrentando. Enquanto saía daquela boate, percebia o quanto estava fodido por ter aparecido ali aquela noite. Era tudo uma grande bagunça na sua cabeça, tinha vontade de voltar lá e beijar o moreno bonito, voltar a sentir suas mãos em seu corpo, queria experimentar tudo que ele tinha a oferecer. Sua boca era extremamente convidativa, tinha a impressão que o beijo daquele homem deveria ser de longe a coisa mais deliciosa que ele iria experimentar. Seu cheiro, seus cabelos, sua barba m*l feita e, Deus! Aquele homem dançando pra ele... A respiração de Payne aumentava enquanto ele andava até o carro, naquele misto de luxúria, desejo e um ciúmes enlouquecedor ao lembrar de tudo aquilo misturado com os braços de outro homem ao redor de Malik. Liam esmurrou o volante do carro algumas vezes assim que entrou, pensando que aquele uísque o tinha deixado mais agressivo ao invés de acalmá-lo. Ele não tinha certeza se deveria dirigir depois de ter bebido tanto, mas aparentemente não tinha muita escolha. x.x.x — Eu era muito antissocial, se não fosse por ele, eu acho que seria até hoje. — Louis ria enquanto contava mais uma história de quando conheceu Liam, e já estava na quarta taça de vinho. — Eu sinto falta de ter feito algumas loucuras quando era adolescente, sempre fui certinho demais. — Harry sorria só de ver o outro rindo, praticamente não tinha bebido nada. Não tinha sequer terminado a primeira taça da noite. — Continuo sendo, mesmo depois de adulto. — Tem certeza, senhor Styles? — Louis disse chegando perto do ouvido de Harry, pousando uma de suas mãos sobre a dele em cima da mesa do restaurante em que estavam. — Porque, ao que me consta, o senhor anda beijando homens casados pelos cantos! — Tomlinson riu ao dizer aquilo, realmente estava com álcool demais no sangue pra perceber a gravidade do que estava dizendo. Harry tentou não rir, mas se rendeu à situação. — Não diga essas coisas, Louis. Isso não é tão sensual quanto as pessoas pensam! — Styles ria, mas sabia que aquilo era sério. — E acho que chega de beber por hoje, não é? Louis ouviu sem dar muita atenção e viu que Louis tomou o último gole de seu vinho com os olhos azuis um pouco avermelhados e semi-cerrados, como se ele estivesse mesmo com muito sono e extremamente relaxado. Harry estava bem, estava feliz e querendo que aquela noite durasse para sempre, mas sabia que precisava ditas as regras ali, já que Louis não parecia muito apto para dar-se conta de certo e errado naquele momento. — Acho que deveríamos ir. — Styles disse e, sutilmente, chamou o garçom para pedir a conta. — E acho melhor eu dirigir. — Tudo bem. — Louis continuava sorrindo e, apesar de estar claramente sem condições de guiar um carro. — Eu pago. — Ele disse quando o garçom chegou e Harry parecia se oferecer para pagar a conta. — Tudo bem, eu posso pagar, Louis. — Harry insistiu, mas Louis não deixaria de qualquer maneira. — Eu te convidei, eu pago. — Ele respondeu dando seu cartão de crédito ao garçom, que em poucos segundos, processou o pagamento normalmente. Harry levantou-se e ajeitou o terno que havia tirado. Ele pôs de volta em seu corpo e viu que Louis claramente precisava de ajuda para levantar-se e andar. Tomlinson apenas riu da situação, estava constrangido, mas ao mesmo tempo sentia-se até aliviado de poder soltar-se um pouco sabendo que poderia culpar a bebida caso algo desse errado. Styles sorriu se aproximando dele, o segurando pela cintura e praticamente o arrastando para fora do restaurante. — Me desculpe por isso. — Louis dizia entre risos, fazendo Harry igualmente achar que ele estava adorável daquele jeito. — Não se preocupe com isso, está tudo bem. — Ele respondeu guiando os dois até o carro de Tomlinson. — Eu entendo muito bem esse sentimento... — Entende? — Louis perguntou surpreendido. Os dois andavam devagar e Louis escorou-se no ombro de Harry, sentindo o leve cheiro de perfume de seus cabelos. — É claro, sei que está com muitas coisas na cabeça que não envolvem apenas seu casamento, mas também sua sexualidade. — Styles disse como se realmente soubesse pelo menos aquela parte do conflito, afinal, também já havia passado por aquilo. — Sei que quis beber para relaxar estando comigo... Mas não precisa se sentir pressionado. Os dois chegaram até o carro, mas antes de entrar, Louis escorou-se no veículo preto, ficando de frente para Harry do lado da porta do motorista. Harry olhou pra ele por um segundo apenas observando seus traços e a suavidade com que ele piscava demoradamente os olhos. — Você não me pressiona, todas essas escolhas são minhas. — Louis respondeu falando calmamente, sorrindo de canto e sentindo um sono quase incontrolável. — Estou muito feliz com suas escolhas. — Harry disse acariciando o rosto do outro. — Você é um homem muito inteligente e muito maduro... Bonito... m*l posso acreditar na sorte que tenho. — Styles falava tão devagar, se aproximando do rosto dele e beijando-o calmamente, sentindo aquele gosto de vinho na boca dele e o quanto seus músculos estavam relaxados e Louis estava tão vulnerável a ele naquele momento. — Hazza... — Louis sussurrou praticamente gemendo o apelido do outro quando Harry passou a beijá-lo no pescoço. — Vem pra casa comigo? — Eu vou te deixar em casa sim. — Harry respondeu abraçando o outro mais apertado. — Eu pego um táxi pra voltar... — Não, foi isso que eu quis dizer... — Louis disse olhando nos olhos bonitos do outro. Um breve silêncio se fez entre eles e Harry finalmente entendeu o que ele quis dizer. Era como se uma corrente elétrica percorresse seu corpo ao imaginar que realmente eles tinham que falar sobre aquilo e Styles tinha um certo medo. Harry ficou em silêncio ao ouvir aquilo, sentia-se absurdamente inseguro. E ele nem deveria! Louis era quem deveria pensar em como aquela situação mudaria sua vida, talvez fosse apenas seu físico falando, talvez ele simplesmente estivesse bêbado demais para se dar conta do que aquilo realmente significava. — Você não quer? — Louis insistiu diante do silêncio do outro. — É claro que eu quero! — Harry apressou-se em responder, segurando as duas mãos do outro. — Não existe dúvidas quanto a isso, acredite... Só que isso não é uma festa de faculdade, Louis, onde você está mente aberta a conhecer coisas novas ou apenas curioso sobre como seria ir para a cama com um homem... — Styles explicava e Louis não tirava os olhos dele. — Eu estou apaixonado por você e eu não sei se eu saberia lidar com sua rejeição no dia seguinte se isso realmente acontecesse. Harry nunca foi um cara de contar mentiras, mas ser brutalmente honesto daquele jeito era até assustador pra ele. Aquela sensação de despir a alma e falar dos sentimentos para alguém, daquela forma, era certamente sentir-se mais exposto do que se estivesse apenas transando. Louis sorriu ao ouvir aquilo, m*l podia acreditar no que estava sentindo naquele momento quando Harry de fato abriu seu coração daquela forma. A felicidade que sentiu e a segurança que tinha ao ver aquele homem pertencendo tanto a ele naquele momento, era exatamente o que ele precisava para perceber o que estava nascendo ali. — Também estou apaixonado por você e é por isso que quero fazer isso. — Louis respondeu consciente apesar de não estar sóbrio. — E também porque quero te sentir, Harry... Quero te tocar, quero saber o que te deixa excitado... Quero me descobrir com você... — Louis ia se aproximando cada vez mais novamente do outro, e Harry começava a sentir a respiração pesar. — Quero saber as coisas que você gosta na cama ou como é ser tocado por você... O que deixa seu coração acelerado e o que te faz gozar... — Louis. — Harry advertiu sobre o tom da conversa. Ele pigarreou um pouco nervoso e respirou fundo, sentindo que a voz embriagada do outro e o fato de seu corpo estar totalmente relaxado era um convite para f***r ele dentro do carro. — Você não está bem. — Eu estou ótimo. — Louis riu um pouco ao perceber o outro nervoso. — Me conta o que você gosta... — Louis, estamos em pleno estacionamento... — Harry tentou novamente. — Como você gosta de ser chupado? — Louis, pelo amor de Deus... — Harry fechou os olhos e apenas ouviu a risada de Louis. Se não estivesse tão escuro, certamente ele perceberia que fez Harry corar. — É sério! — Louis insistiu no assunto. — Como você gosta? Bem rápido ou devagar? — Já chega, Louis... — Pelo seu jeito, já sei que você gosta de f***r com força. — Louis dizia ainda rindo, prestando atenção em cada detalhe da expressão absolutamente chocada de Harry. — De quatro... — Chega, Louis! — Harry pediu novamente. — Ou talvez você goste quando eu for cavalgar no seu colo... — E agora oficialmente Louis resolveu falar diretamente deles dois e não mais de sexo de maneira randômica. — Assim você pode me masturbar enquanto eu sento no seu colo, e você pode ver minhas expressões... Eu posso puxar seu cabelo... Descer a mão pelo seu peito e barriga... Te beijar até você não conseguir respirar. — Louis. — Harry quase gritou dessa vez. Sentiu um leve desconforto dentro das calças, como se estivesse apertadas na região do quadril. — Vem pra minha casa, me ensina essas coisas... — Louis falou dessa vez perto do ouvido dele, voltando a abraça-lo. — Eu quero te sentir dentro de mim... — Louis, olha pra mim. — Harry segurou o rosto do outro com calma, sabendo que aquilo era de fato os desejos obscuros do outro, que provavelmente ele só teria aquela audácia toda porque tinha bebido muito. — Acredite, eu quero muito isso... Mais do que você pensa. — Styles insistiu, apenas sentindo em suas mãos o quanto o rosto do outro estava quente. — Mas eu não vou fazer isso na sua casa, na cama em que você dorme com a sua mulher. Louis respirou fundo e pensou que era mesmo um homem de sorte por ter alguém que não se aproveitaria dele quando de fato tinha todas as oportunidades e vontades de fazer. Ele recebeu um selinho de Harry e em seguida um abraço apertado por longos segundos. — Agora, eu vou te levar pra casa e, quando você estiver sóbrio, prometo que vamos falar sobre isso. — Harry disse enquanto guiava Louis até o lado oposto do carro, onde ficava o banco do carona. Abriu a porta e com cuidado ajudou Louis a se sentar. Ele circulou o carro para voltar ao lado do motorista e, mesmo que tenham conversado durante alguns minutos no caminho, ele teve certeza que fez a coisa certa, pois Louis adormeceu antes que estivesse na metade do caminho. A cada momento que passava com ele, Harry se preocupava menos com Eleanor. A verdade é que ele realmente tinha se dado conta do quanto Louis estava apaixonado por ele, pois estava escrito em seus olhos. Aquela foi uma noite em que Styles teve certeza, pelo menos por algumas horas, que tudo ficaria bem e daria certo entre eles.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR