Não era tão incomum que Liam fosse visitar Louis sem avisar antes. Apesar de não ser o costume britânico no geral, ambos já tinham i********e o suficiente pra fazer aquilo sempre que quisessem. Payne sentia seu apartamento o sufocando, precisava sair, precisava desabafar com Louis. Teve a chance no clube, mas não teve coragem. Talvez até tivesse sido melhor mesmo, afinal, era a vez de Louis precisar dele e não vice-versa.
Liam tocou a campainha e não demorou muito para um Louis de pijama atender a porta um tanto surpreso.
— O que está fazendo aqui? — Louis perguntou rindo, abrindo mais a porta e dando espaço para que Liam entrasse.
— Desculpe não ligar, eu preciso conversar com você. — Payne começou adentrando o apartamento. Era acostumado com aquele lugar, então não difícil sentir-se em casa. ele se atirou no sofá suspirando logo em seguida.
— Olha, se isso for sobre o que eu disse… — Louis começou mas seu amigo apenas ajeitou-se no sofá negando com a cabeça.
— Tem a ver indiretamente também. — Payne esclareceu. — Mas isso é sobre mim.
— O que houve? — Louis preocupou-se por um momento e sentou-se de frente para Liam, no sofá do lado oposto, tendo apenas a mesa de centro separando-os.
Enquanto Liam dirigia para o apartamento do amigo, ensaiou o que dizer em sua cabeça durante o percurso todo e, ainda assim, não era mais fácil finalmente olhar para Louis para abrir seu coração. Ele pigarreou e, quanto mais demorava para falar, mais preocupado Louis ficava.
— Essas últimas semanas, tenho me aproximado muito do Zayn no trabalho. — Ele começou e, pela insegurança na voz, Louis sentiu que aquilo era realmente sério. Apenas assentiu com a cabeça como se tivesse entendido e esperou Liam continuar. — E sexta a noite eu pensei que pudéssemos sair, ir para um bar, eu não tinha nada pra fazer… Você está com Harry e eu não queria ficar em casa. — Payne esclareceu, dando mais detalhes apenas para enrolar mais a conversa.
— Liam, fala logo. — Louis incentivou franzindo o cenho, nem imaginando onde aquilo daria.
— Aí eu não sei bem o que aconteceu, eu só sei que quando me dei conta, estava numa boate gay dançando com ele. — Liam finalizou escondendo o rosto e não viu Louis arregalar os olhos e esconder o riso logo em seguida. Ele realmente mordeu os lábios para não rir, achou que aquilo era alguma história engraçada de Liam, já que essas não faltavam em sua vida de solteiro e bebedeiras.
— Liam, isso está parecendo roteiro de comédia barata. — Louis sorriu mostrando os dentes bonitos, vendo que aquilo não parecia ser tão sério quanto parecia. Ele encostou-se no sofá mais relaxado. — Tá, e aí?
— E aí que ele está me enlouquecendo! — Liam disse com um ar sofrido apesar de Louis não parecer estar levando-o tão a sério. — Não consigo parar de pensar nele…
— O que houve com vocês na festa? — Louis perguntou ainda não levando aquilo tudo muito a sério. — Você o beijou? Vocês… transaram?
— Não, Louis, que é isso! — Payne sentiu um leve desespero ao pensar sobre aquilo. — A gente só dançou e eu gostei… Foi diferente, foi…
— Sexy. — Louis completou a frase entendendo bem o que Liam queria dizer. Seu amigo apenas suspirou confuso e Louis achou que era mesmo sua vez de fazer o papel de melhor amigo. — Lee, relaxa com isso… Você só ficou curioso, é normal em algum ponto da vida…
— Eu nunca me interessei por homens. — Liam deu de ombros.
— E nem eu… Mas… — Não que Tomlinson tivesse uma boa explicação pra aquilo, mas ao contrário da maioria das pessoas, não queria transformar isso numa grande coisa.
— Então você acha que podemos ser gays? Ou bissexuais? Ou qualquer outra coisa que as pessoas chamem hoje em dia? — Liam estava quase fazendo uma análise terapêutica naquele sofá.
— Pouco importa, Liam! — Louis voltou a rir atirando-se no sofá. — Eu não estou preocupado com rótulos e nem você deveria estar. Meu único problema é estar casado e não gostaria de magoar ninguém… Mas você… — Louis sorriu de canto, tranquilizando o amigo. — Você é solteiro, pode fazer o que bem entender…
Payne não tinha analisado as coisas por aquele ângulo. Estava tão focado em rotular sua própria sexualidade que esqueceu-se de simplesmente “aproveitar o momento”. Ele era solteiro, ela livre e desempedido, não tinha amarras e, nunca teve problemas em agir daquela forma com mulheres. Mas aparentemente, quando se tratava de Zayn, as coisas mudavam. Era como se não fosse tão fácil, era como se ele fosse o vulnerável da história, era como se tudo que ele tivesse aprendido na arte de conquista, não o servisse mais de nada.
— Eu queria vê-lo ontem, ele disse não. — Liam continuou depois de um longo silêncio entre eles. Louis baixou os olhos e sentia que ia ser uma estrada longa para Liam, já que quem recusava encontros era sempre ele mesmo, ele raramente era dispensado.
— Dê um tempo a ele, talvez ele também esteja confuso. — Louis simpatizou com a leve decepção do outro.
— Não, eu meio que estraguei tudo, Lou. — Liam repassou em sua mente o que tinha acontecido na boate e lembrou-se de seu ciúmes misturado com sua insegurança e mais ainda com aquele estado de negação. Pelo olhar de Zayn, soube que o magoou e, agora, ele provavelmente iria querer manter a distância. — Eu disse a ele na boate que ele estava confundindo as coisas, que eu não gostava de homens… — Ele dizia e Louis sorriu de canto, provavelmente seria mesmo algo que ele adivinharia que Liam faria.
— Tudo bem, tenho certeza que ele vai te entender. — Tomlinson era otimista. — Converse com ele no trabalho, abre seu coração, quem sabe você se surpreenda com o que ele tem a dizer… — Louis aconselhou. — Posso pedir ao Harry que leve umas flores pra ele, dizendo que são presente seu…
— E assim você tem uma desculpa pra ver o Harry. — Liam raciocinou rápido e viu Louis sorrir aberto, como se fosse uma criança tendo prazer em aprontar. — O que você está fazendo com Eleanor é errado…
— Eu sei, eu sei… — Louis baixou os olhos e seu sorriso desapareceu. — Eu vou conversar com ela quando voltar de voagem, preciso ser honesto, ela merece saber…
Liam não disse nada, de repente percebeu que tinha mesmo mais sorte que seu amigo, ao menos ele poderia experimentar a vida amorosa sem culpas. Não que a tragédia alheia servisse como justificativa pra ele sentir-se melhor consigo mesmo, mas sem dúvida, conversar com Louis o tinha feito tirar um peso enorme de seu peito. Até sentia que respirava melhor e pensou na sorte que tinha por tê-lo por perto.
— Vamos sair pra comer alguma coisa. — Liam sugeriu e Louis arqueou as sobrancelhas, até gostou da ideia. — Tomar um café de preferência. — Ele brincou ao lembrar da ressaca do amigo, Louis apenas gargalhou.
— Definitivamente. — Tomlinson disse rindo e já indo ao quarto para trocar de roupa para sairem.
x.x.x
Já passava das sete horas da noite quando Harry estacionou o carro na frente de casa e pegou Grace em seus braços, adormecida. A menina tinha as mãos grudentas de algodão doce, os sapatos sujos de tanto correr pelo parque e suas roupas também não poderiam ser usadas novamente. As filas eram gigantes para os brinquedos e aquilo fez Harry pensar que ela cansou mais de esperar do que de brincar. Ele subia as escadas de casa com a menina dormindo, mesmo que fosse cedo demais pra aquilo, ele não quis acordá-la, ela parecia muito cansada.
Assim que abriu a porta de casa, Gemma veio ao seu encontro tirando a menina de seu colo e a acordando de qualquer maneira.
— Gemma, deixe-a dormir. — Harry comentou com um certo pesar na voz ao ver que a menina esfregava os olhos para acordar melhor.
— Não, ela está toda suja, não vai pra cama desse jeito. — Gemma explicou sentindo muito de acordar a filha também, mas sabia que era necessário. — Obrigada por levá-la. — Ela sorriu abraçando Harry mesmo que estivesse carregando Grace no colo.
— Não há de que. — Harry respondeu sorrindo enquanto a irmã levava a pequena para o banheiro.
Ele respirou fundo e sentou-se no sofá, jogando a cabeça para trás e tirando os sapatos de qualquer jeito. Levou um pequeno susto ao sentir seu celular vibrar em seu bolso. Sorriu porque já sabia quem era, apenas comprovou ao ver o nome de Louis na tela. Abriu a mensagem e sorriu ainda mais ao ver uma foto que Louis havia mandado dele com Liam tomando café e ele dizendo que estava indo pra casa, convidando-o para ir até lá, pois sentia muita falta e queria vê-lo.
Anne entrou na sala e sentou-se ao lado do filho, apenas olhando ele de canto. Harry ainda encarava o celular, olhando para a foto que Louis enviou, apenas deu zoom na imagem aumentando para onde seu rosto estava e foi então que Anne percebeu o que ele estava fazendo. Seu coração de mãe tinha muito medo de que seu filho acabasse se decepcionando com o futuro daquela pseudo-relação que estava tendo com Louis.
— Filho, precisa cobrar um posicionamento desse homem. — Ela disse tranquila, demonstrando que não queria se intrometer mas, ao mesmo tempo, se preocupava muito com ele.
— Eu sei, só não quero pressioná-lo. — Harry respondeu ainda olhando para a foto. — Quero que ele tome essa decisão sozinho, eu ainda tenho medo que ele realmente decida ficar comigo e depois se arrepende de tê-la deixado. — Pela primeira vez, Harry estava dizendo em voz alta seu maior medo em relação a Louis. — E se eu não for o que ele espera, mãe?
— Bem, se isso acontecer, é porque era pra ser, Harry. — Ela respondeu com um sorriso conformado. Acariciou os cachos desgrenhados dos cabelos longos dele e apenas sentiu-se novamente como há anos não se sentia: mãe de um garotinho assustado ou até de um adolescente confuso e com medo de quem tinha se descoberto ser. — Só o fato de você tê-lo colocado em dúvida, já significa que ele aprendeu alguma coisa.
— Mãe, eu não vou aguentar se isso não der certo… — Harry disse respirando fundo e aceitando finalmente os pensamentos que tentou evitar. — Eu estou completamente apaixonado por ele, isso não se parece com nada com meu relacionamento com Nick… — Harry comentou referindo-se ao seu primeiro e único namorado sério.
— E nem tem que parecer. — Anne disse tentando passar calma para o filho. — Todos os relacionamentos são diferentes e, se quer saber, Louis tem sorte de ter o amor de um homem como você, Harry.
— Você é suspeita falar, mãe… — Harry riu abraçando a mãe pelo ombro. — Mas ainda assim, ter a sua aprovação, significa muito. — Ele beijou a testa dela que sorriu orgulhosa dele.
— Vai vê-lo? — Ela perguntou ao ler de canto o resto da mensagem no celular.
— Estou com vontade. — Harry respondeu sem segurar o sorriso. — Mas não sei se devo… Quer dizer, se eu for pra casa dele agora, sei muito bem o que vai acontecer. — Ele completou um pouco preocupado e Anne apenas sorriu aberto.
— Bem, talvez seja a certeza que você precisa dar a ele. — Ela disse dando apoio ao filho, acariciando seu rosto. — Sei que existe algo especial entre vocês e, mesmo que não dê certo, Harry… Você já marcou a vida dele o suficiente. — Ela beijou os cabelos do filho levantando-se do sofá. — Mas vou deixar a decisão em suas mãos. — ela concluiu e Harry igualmente levantou-se do sofá.
O moreno alto abraçou a mãe e sentiu-se um dos homens mais sortudos do mundo por ter uma mulher tão incrível em sua vida, que sempre o educou da melhor forma que conseguiu e o fez uma pessoa honrada, trabalhadora e, acima de tudo, honesta. Aprendeu a seguir seu coração mesmo que as vezes soubesse que o caminho não seria fácil ou nem sempre o mais sábio.
— Nos vemos amanhã então. — Ele disse baixinho, sua mãe apenas riu olhando-o andar até a porta. Ao mesmo tempo que queria seu filho feliz, tinha medo de ele acabar com o coração partido mais cedo ou mais tarde.
— Cuide-se. — Ela disse baixinho, não tendo certeza se seu filho ouviu ao descer as escadas e andar até o carro decidido a finalmente tomar Louis em seus braços e fazê-lo pertencer a ele de uma vez por todas.
x.x.x
Louis estava em casa um tanto ansioso e preocupado quando Harry mandou a mensagem dizendo que sim, estava indo pra lá. Tomlinson sabia muito bem o que poderia acontecer e, de certa forma, achou que bêbado no dia anterior tinha muito mais coragem do que agora. Um homem, já perto de seus trinta anos, com um medo adolescente absurdo. No momento em que a campainha tocou, ele sentiu seu estômago embrulhar e seu coração acelerar como se fosse sair do peito.
Ele abriu a porta e a primeira coisa que viu foram os olhos de Styles, tão verdes como eram e apenas um sorriso com o canto da boca. Fazia pouco tempo que o tinha visto, mas era como se fizesse muito tempo. Os dois não disseram nada, Louis apenas abriu mais a porta para que Styles entrasse sem pressa nenhuma e sem parecer ameaçador — provavelmente de propósito. Assim que Tomlinson bateu a porta, Harry notou a penumbra da sala, apenas com a televisão iluminando o cômodo, era grande e estava num volume muito baixo, praticamente inaudível.
Louis apenas abraçou Harry e ambos trocaram um selinho demorado, entre sorrisos e toques, Louis parecia sentir-se seguro naqueles braços. Era a primeira vez que ele percebeu que não tinha o papel de proteger, mas sim, podia sentir aqueles braços e mãos o segurando como se nada mais pudesse atingí-lo.
— Senti sua falta. — Ele sussurrou no ouvido de Harry enquanto sentia as mãos enormes dele em suas costas, quase o tirando do chão.
— Também senti a sua. — Harry respondeu, respirando perto dos cabelos molhados de Louis, sentindo o cheiro suave típico de quem tinha acabado de tomar banho.
Os dois apenas se olharam por alguns segundos e Harry segurou Louis mais perto, sentia o outro um pouco ansioso e claramente nervoso, já sabia o que aquilo significava. Queria apenas fazer com que ele entendesse que precisa desesperadamente amá-lo naquele momento, sabia que o que estava acontecendo entre eles era especial e, por mais que no fundo Harry soubesse que fazer aquilo daquele jeito estava errado, ele não conseguia se conter.
— Harry, eu… — Louis tentou falar, sentia-se quase violado pela intensidade do olhar do outro, era como se Harry pudesse ver além do que o próprio Louis queria mostrar.
— Não se preocupe. — Harry disse quase num sussurro, sabia muito bem o que Louis diria. — Está tudo bem… — Ele continuou e pôs as duas mãos por baixo da camisa simples branca que Louis vestia e, devagar, como se quisesse que Louis o impedisse a qualquer momento, passou a tirar a peça de roupa jogando-a num canto da sala.
Ele percebeu o peito de Louis arfar, ele estava ofegante e sua pele estava febril. Harry sorriu passando as mãos por cada centímetro de seu torso desnudo, sorrindo aberto, como se quisesse tranquilizar o outro, mesmo sabendo que não adiantaria muito.
Ele voltou a colar seus lábios no de Louis e o beijou cheio de paixão, como se aquela boca fosse seu ar para viver. Ouvia Tomlinson gemer baixinho e imediatamente o pegou no colo, fazendo as pernas dele circularem sua cintura enquanto ele agarrava-se ao pescoço do moreno alto sem desgrudar de seus lábios.
Harry o levou até o sofá e deitou-se por cima dele, descendo seus lábios pelo beijo e pescoço de Louis, mordendo vez ou outra, até chegar em seus m*****s e sugá-los com vontade por longos segundos. Louis estava começando a ficar tão fora de si que achou que realmente tinha perdido muito da vida por não ter se deitado com um homem antes. Ele segurava nos cabelos de Harry, deixando que ele tomasse conta de toda a situação e não se importou quando o outro passou a tirar sua calça e sua boxer com uma calma quase torturante.
Louis não conseguia dizer nada que não fosse gemer o nome do outro. Styles vislumbrou sua visão com o m****o duro do outro e apenas olhou pra aquilo por algum tempo. Não o tocou e não disse nada, apenas olhou para aquele mastro que não tinha nada além do tamanho perfeito pra ele. Apesar de e******o, Louis não deixou de sentir-se ligeiramente sem graça com aquela cena, vendo que Harry parecia reparar em todos os pontos de seu corpo, como se quisesse gravá-los com riqueza de detalhes em sua mente. Styles passou a tirar a própria camisa preta desabotoando sem pressa cada botão, sem tirar os olhos de Louis.
— Por que está olhando tanto pra mim? — Louis perguntou um tanto desconcertado.
— Porque nesse momento pra mim, só existe você. — Harry respondeu jogando a camisa no chão e sorrindo voltando a beijar o outro, o segurou pela cintura e o colocou sentado no sofá, ajoelhando-se em frente a ele em seguida.
Era quase um ritual a forma como Harry segurou firme no m****o de Louis, passou a língua pelos lábios e e foi a vez e Louis observar todos os movimentos do outro. Harry queria aproveitar cada segundo daquilo e apenas fechou os olhos quando engoliu a glande, ouvindo Louis abafar um gemido e segurar novamente sem seus cabelos, mas sem nem precisar guiá-lo., Harry testava como chupá-lo de todas as formas, descobrindo o jeito que Louis mais gostava, sentindo-o ficar cada vez mais duro dentro de sua boca.
Para Tomlinson, não tinha preço ver aquela cena de onde estava e nunca antes havia sentido aquilo, era completamente diferente de tudo. Harry o masturbava e afastava seus joelhos quando desceu a língua por suas bolas e mordeu sua virilha de leve, provocando-o.
Harry abriu as próprias calças e foi a vez de Louis assistir a cena pela primeira vez tão de perto. Era inegável que Styles tinha um belo corpo e que Tomlinson sentia-se absurdamente atraído fisicamente por aquele homem e todo seu tamanho descomunal. Louis ficou ligeiramente inseguro ao ver o tamanho do m****o de Harry e pensou se deveria fazer algum comentário a respeito ou se seu olhar fixo naquilo já dizia o suficiente.
Harry mordeu os lábios para não rir e apenas fez um gesto com a mão, girando o indicador no ar, pedindo em silêncio para que Louis virasse de costas. Tomlinson gostava de receber ordens na cama, especialmente vindas de um homem um tanto imponente como Harry Styles e Louis achou aquela cena absurdamente sexy.
— Harry… — Louis disse inseguro virando-se de costas para o outro, apoiando as mãos no encosto no sofá e colocando-se de joelhos sobre o móvel.
— Vai. — Harry respondeu sincero, segurando na b***a de Louis, olhando pra aquela parte do corpo dele que parecia ter sido esculpida pelos deuses. Ele sabia muito bem o que Tomlinson iria perguntar e ele não queria mentira. — Vai doer sim.
— Mas… — Louis engoliu a seco.
— Mas vai ficar bom. — Harry o interrompeu, acalmando-o. — Eu prometo que você vai gostar muito. — Ele concluiu sorrindo de canto e Louis apenas respirou fundo tentando relaxar, pois sabia que seria a melhor maneira de melhorar as coisas.
Talvez fosse mesmo muito sexy falar a respeito, bolar teorias ou ideias de como seria sentir Harry dentro dele, como pensou que enlouqueceria, mas talvez ali, na hora H mesmo, ele percebesse que nem tudo seria tão simples e fácil. Ele sentia-se vulnerável e exposto, ao mesmo tempo que tinha plena certeza de estar fazendo aquilo com alguém que confiava e tinha aprendido a amar.
Conhecia seu corpo, conhecia seus pontos preferidos para ser tocado, mas só então descobriu que a língua de Harry era capaz de fazer mágica quando lambia sua entrada e lubrificava o que sabia que iria ser uma passagem difícil de abrir com seu próprio m****o logo de primeira. Louis realmente sentiu um prazer absurdo naquilo, era o proibido, o errado acontecendo e era impossível não se excitar ainda mais com aquilo. Ele sentiu Harry o masturbar enquanto enfiava a língua dentro dele cuidadosamente, fazendo-o fechar os olhos pensando que deveria mesmo ter tido a coragem de fazer aquilo antes.
Com cuidado, Harry colocou um de seus dedos dentro do outro que sentiu um certo incômodo, mas não pediu pra parar. Styles sabia muito bem qual intensidade usar e até onde poderia ir, sabia quais pontos deveria tocar e Louis apenas sentiu que poderia aproveitar aquilo e tentar apenas não se concentrar muito em seu dilema sobre doer ou não. Atrevido, Styles colocou outro dedo dentro dele e fez Louis gemer alto, se contorcer de início, até criar uma certa segurança para se soltar e deixar que aquilo acontecesse com naturalidade.
Harry não tinha pressa, queria aproveitar aquele momento especial para levar Louis a níveis de prazer que sabia que ele jamais havia experimentado. Quando percebeu que o outro já estava acostumado e relaxado com a a******a criada por seus dedos, Harry sentiu-se seguro para colocar finalmente seu m****o dentro dele, sentí-lo finalmente por inteiro sendo seu e unicamente pertencendo a ele. Louis afundou o rosto nas almofadas do sofá para não gritar e gemeu de dor assim que Harry colocou-se de uma vez dentro dele. Styles não se moveu, apenas o abraçou pelas costas e beijou seus ombros, pedindo que se acalmasse e dizendo que tudo estava bem, que Louis estava no controle.
Louis acalmou-se em alguns segundos e só então deixou-se levar por aquela sensação absurdamente diferente que estava preenchendo seu âmago. Harry passou a movimentar-se dentro dele devagar, com calma e cuidado, sabendo que aquilo não seria fácil no começo, mas que valeria a pena depois. Styles deixou que Louis comandasse os movimentos e apenas observou aquele vai-e-vem lento que ele fazia, vindo de encontro com seu quadril e fazendo Harry entrar num estado de alfa de tanto prazer que sentia em f***r aquele homem pela primeira vez, adorava o fato de que ele era extremamente apertado e que não fazia aquilo há muito tempo.
Após alguns minutos, Louis percebeu que realmente poderia facilmente se acostumar a gostar aquilo. Sentia Harry surrando sua próstata e seu nível de satisfação parecia alcançar pontos até então desconhecidos por ele. Os dois tinham movimentos sincronizados e Harry o segurava pela cintura percebendo que a forma como Louis gemia seu nome e pedindo por mais era de longe uma das coisas mais excitantes que ele já tinha presenciado em sua vida.
Harry quase não se conteve quando ouviu Louis pedir que não parasse pois iria gozar. Era inexplicável para ele o quanto ele sentia prazer em saber que iria conseguir fazer o outro atingir o ápice de seu prazer apenas por estar dentro dele. Uma das coisas mais incríveis capazes de fazer Harry Styles gozar como se realmente fosse sua primeira vez também, foi Louis gemendo e se tocando enquanto gozava em cima do sofá e em suas mãos, ao mesmo tempo que percebia Styles m*l conseguindo ficar em pé após derramar-se dentro dele.
Harry sentiu seu corpo estremecer e precisou sentar-se, recebendo Louis em seu colo igualmente desfalecido. Ambos estavam com os rostos e as costas úmidas de suor e não disseram uma palavra. Apenas ouviram a respiração um do outro aos poucos se normalizando e aquela vontade de rir de absolutamente nada que tomava conta de Styles todas as vezes que ele gozava com aquela intensidade.
— O que foi? — Louis perguntou rendendo-se ao sorriso aberto.
— Nada. — Harry respondeu honesto, acariciando os cabelos de Louis, deitado em seu colo. — Acho que vai precisar de outro banho.
— Vem comigo então. — Louis respondeu levantando-se lentamente.
Assim que Louis levantou-se estendendo a mão para que Harry o acompanhasse até o banheiro, Styles não deixou de sorrir ao ver o líquido branco de Louis sobre o sofá da mesma cor, deixando-o de certa forma até orgulhoso daquilo.
— Eu acho que Eleanor não vai gostar do que você fez no sofá dela. — Harry dizia tentando não rir, mas era quase inevitável, mesmo que o assunto em si não tivesse graça.
— Esse é o menor dos problemas dela nesse momento. — Louis disse no mesmo tom, fazendo Harry rir ainda mais mesmo que se sentisse culpado por aquilo.
x.x.x
Curtir a ressaca não era exatamente como Louis queria passar seu sábado no clube, porém, ao menos estava com Liam e as horas passaram um pouco mais rápido. Apesar de achar Payne um pouco distante demais nas conversas, Tomlinson não levou para o lado pessoal, imaginou que o amigo apenas estivesse ainda tentando deglutir a notícia que ele tinha acabado de dar sobre Harry. A verdade é que Liam estava mesmo impressionado em saber daquilo, mas sua preocupação maior era seu coração doendo por causa de Zayn.
Os dois ficaram no clube durante a tarde e foram pra casa. Eleanor ligou cerca de três vezes, mas Louis atendeu apenas uma. Sentiu-se um tanto culpado quando ela o cobrou de alguma ligação ou e-mail. Ele sequer tinha perguntado como a viagem dela havia sido ou coisa parecida. Ela anunciou que estaria de volta na segunda-feira e Louis sentiu um certo receio sobre o que fazer com aquela notícia.
Payne ainda ficou pensando em Zayn durante o dia inteiro. Apesar de ser incomum que ele passasse o sábado a noite em casa e desacompanhado, ele achou que foi a melhor ideia. Apenas refletir, tirar um tempo para si mesmo, achava que estava mais do que na hora de fazer aquilo, não poderia mais fugir de suas próprias cobranças. Quis ligar para Zayn muitas vezes, mas não conseguiu pensar em nenhum motivo pra aquilo.
Harry, por outro lado, passou o sábado inteiro ajudando sua mãe com a floricultura. Teve algumas entregas e uma festa no sábado a noite para fazer a decoração. Falou com Louis por mensagens de celular algumas vezes, explicando que estava ocupado, mas era único seu sorriso a cada vez que lia uma mensagem de Tomlinson, dizendo que sentia sua falta e estava pensando nele.
Grace era quem estava ansiosa para o domingo, já que seu padrinho havia prometido que a levaria no parque de diversões para seu aniversário. E foi assim que Styles teve que acordar um tanto cedo, pois a menina estava agitada a manhã inteira. Sua mãe havia feito panquecas para o café da manhã e, as de Grace, eram em forma de ursinhos, o que a deixava ainda mais animada, já que dizia que era a melhor parte de seu aniversário. Passou a manhã com Harry e todos foram almoçar num restaurante diferente aquele dia, Styles insistiu que fossem comer fora, já que sua irmã mesmo quase não tinha tempo de ir a Londres.
— Tem certeza que pode cuidar dela sozinho? — Gemma perguntou ao irmão enquanto ele a pegava no colo para seguir rumo ao parque de diversões.
— Mas é claro que sim. — Styles riu do jeito preocupado dela. — Já fiz isso antes, você sabe muito bem. — Ele reforçou, entendendo em parte a preocupação de mãe.
— Tudo bem, Harry, mas se precisar, ligue. — Ela disse dando um beijo demorado na bochecha da filha, que apenas riu em resposta.
— É claro que vou ligar. — Harry tranquilizou-a. — Até mais tarde.
— Tchau, mamãe! — Grace gritou entrando no carro com Harry enquanto todos acenavam.
— Comporte-se, Grace! — Gemma dizia para a filha. — Obedeça seu tio. — Ela concluiu e a menina apenas confirmou com a cabeça sorrindo marota. — Harry, nada de muitos doces! — Ela advertiu o irmão.
— Gemma, dá um tempo, certo? — Harry respondeu rindo assim que acomodou Grace no banco de trás de seu carro, indo em seguida para o banco do motorista. Gemma apenas revirou os olhos de um jeito divertido. — Tchau!
— Tchau, meu filho. — Anne respondeu carinhosa e Harry apenas sorriu dando partida no veículo e seguindo para o Winter Wonderland, um dos parques de diversões mais famosos de Londres.