Vários meses se passaram e tudo foi de m*l a pior tão rápido. A falência é quase inevitável.
Más o pior e mamãe tentando me arranjar um marido rico.
__ Arrume um fazendeiro, um homem rico e de boa família, precisamos de você mais que nunca minha filha, estamos na ruína. — m*l me sento para o café e ela já começa.
_ Prefiro meu cowboy a qualquer mauricinho que me apresente. Desiste, não vou me vender mamãe. — Repondo firmemente e me retiro da mesa.
Ela não suporta o fato da pobreza, mas que se acostume, eu nunca me casaria por interesse.
Já tive que desistir da faculdade pois não teria mais como pagar, não vou desistir do amor da minha vida também. Ainda tenho esperanças, hoje tenho uma entervista na clínica veterinária o salário é bom, conseguiria pagar a faculdade e ainda sobraria uma boa quantia para ajudar em casa.
Estou quase chegando a cidade, a caminhada havia me causado bolhas nós pés, más não seria elas o meu problema e sim uma caminhonete que passa em toda velocidade fazendo com que a lama de uma poça me suje inteira.
__ Inferno. Seu maldito i*****l! — Olho meu estado e para meu azar, além das roupas sujas a mesma para abruptamente.
Merda!
__ Mil desculpas senhorita. — Um homem desse.
__ Desculpa, você não me viu aqui b****a? Olha para mim.
__ Estou olhando! — Ele me analisa de cima a baixo.
A calça jeans que visto se tornou ainda mais colada e a leve camisa branca está completamente transparente. Por sorte a lama acertou bem no meu busco não revelando nada que não deveria.
_ d***a! — Começo a chorar. Como farei a entrevista assim?
_ Ei linda não chore. — O abusado ousa me abraçar. Quem ele pensa que é para tal i********e?
_ Ficou louco? — Digo o empurrando longe.
_ Desculpe, não quis faltar-lhe com o respeito, se vier comigo poderia te ajudar com isso.
Aceito a ajuda pois não vejo outra alternativa.
Adentro sua caminhonete e passada a raiva posso vê-lo melhor.
Ele deve ter não mais que trinta anos talvez até menos, é moreno e seu corpo parece ser bem definido mesmo que a leve camisa xadrez não revele muito.
Depois de um tempo chegamos na cidade, más precisamente em um hotel.
__ Como você pretende me ajudar aqui? — Pergunto incrédula já imaginando suas intenções.
Será mesmo que ela acha que eu sou uma caipira burra e ingênua?
Ele sorri para mim.
__ Não pense bobagens senhorita, estou hospedado aqui, junto a mim está minha irmã que tem mais ou menos seu corpo então suas roupas podem lhe servir.
Fico vermelha e quente, como que se tivesse provado pela primeira vez a mais forte das pimentas.
Ele nem tenta disfarçar, em nenhum momento me olha nos olhos pois eles estavam mais ocupados em meu corpo.
Revirei meus olhos pasma com o ocorrido. Seu interesse era visível, más não tenho escolhas, preciso dele então sou obrigada a acompanha-lo.
Depois de me deixar em um dos quartos do hotel ele sai e logo volta com roupas limpas.
__ O banheiro é ali ele. — Diz apontando para uma das portas presente no quarto. __ Você pode tomar um banho se quiser.
_ Acho que as roupas são suficientes.
Ele sorri.
__ Duvido muito! — Diz apontando pro espelho.
Ao ver minha imagem reluzir por ele vejo como estou errada. Até meu rosto está sujo de lama.
Ele sorri novamente, me manda ficar a vontade depois sai me deixando a sozinha.
Entro no banheiro, tiro minhas roupas rapidamente, ligo e chuveiro e deixo que a água leve embora todo o barro.
__ As toalhas. — Ele entra no banheiro do nada.
Fico nervosa e com raiva.
Ele poderia ter deixando a toalha na porta, mais não. Tenho cobrir meu corpo com as mãos mas e quase que impossível ele já avia visto o suficiente dele.
Sem outro meio, caminho até ele pego a toalha de sua mão ferozmente.
__ i****a! — Enrolo a mesma em meu corpo.
__ Obrigado. — Ele morde os lábios me olhando fixamente, seu olhar é tão penetrante que chega me dar arrepios.
__ Não foi um elogio seu p********o. — Tento passar por ele, más ele está parado e escorado na porta com os braços cruzados cobrindo a saída.
__ Você é bem audaciosa.
__ E você é um escroto. — Ele sorri sem se importar com o insulto.
__ Esse escroto aqui é cheio de qualidade. Uma delas é beijar como ninguém.
__ Duvido muito. — Sorri __ Além de escroto é convencido. — Debocho.
Ele me encara com ar desafiador, nesse momento vejo que falei de mais.
Seus braços fortes me seguram contra ele. Seu corpo troca de posição com o meu me colocando contra parede. Antes que eu possa reagir ela me dá um beijo.
Eu não sei onde estava com a cabeça, não sei como, nem porque aconteceu, más aquilo era tão forte, tão intenso que acabei me deixando levar.
Eu retribuí, eu retribuí mesmo. E com vontade.
Foi um beijo tão longo, tão grande, tão bom. Foi a coisa mais louca que eu já fiz na vida. E admito que só me afastei dele quando me faltou o ar.
__ m***a, isso não poderia ter acontecido. — Saio do banheiro.
__ Porque não? — Ele questiona me seguindo.
__ Da pra se virar por favor, eu preciso me vestir.
Ele sorri e faz o que foi pedido.
Me visto o mais rápido possível e tento sair do quarto.
Ele está encostado bem na entrada e permanece parado na minha frente atrapalhando minha passagem.
__ Como se chama. Se não dizer não sai daqui. — Ele se põe a andar de um lado para o outro e não me deixa passar.
__ Vanessa. — Minto.
__ Foi ótimo te conhecer Vanessa. — Ele me dá passagem.
Saio de lá rindo por dentro, Vanessa ( risos ) de onde tirei este nome.