Obediência do Dom

1217 Words

Maurice finalmente soltou a calça que apertava com força em suas mãos — como se aquele tecido fosse a última âncora entre ele e a loucura. O som do tecido escorregando pelos dedos pareceu selar sua rendição. Um movimento silencioso, mas definitivo. Ele deu um passo. Depois outro. Violeta, entregue sobre os lençóis, com os olhos fechados e os lábios entreabertos, gemiä baixinho. O som era suave, mas devastador. Ela se tocava como ele mesmo havia ensinado — cada gesto carregado de lembrança, provocação e domínio. O reflexo perfeito de sua própria perdição. Maurice se aproximava devagar, passos lentos como se cada um fosse um pedido mudo de que ela fugisse, de que alguém o impedisse, de que o mundo explodisse antes que ele a tocasse. Mas não havia mais volta. Ele tinha consciência plena:

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