Eu simplesmente não sabia se voltava para casa ou se ia para o escritório. Meus dedos tremiam dentro do carro no caminho, e pela primeira vez eu desejei não ter descoberto nada. A ignorância era, de fato, uma bênção. Edgar desliza o polegar sobre os nós dos meus dedos, num gesto automático, familiar. O toque me acalma… e ao mesmo tempo me irrita. — Por que você não me contou que estava investigando tudo isso? — solto de forma abrupta. Ele não se afasta. Nunca se afasta. — Considerando a sua reação… — ele começa, com calma — achei melhor manter isso em sigilo até ter algo concreto. Eu viro o rosto, ainda sentindo o peso das palavras dele. — Eu me preocupo com a sua segurança — ele continua, mais baixo. — Desde que aconteceu… — ele hesita, o olhar carregado — você sabe. Eu só quero

