Gabriel O tempo parecia ter desacelerado depois daquilo. Ficamos deitados por alguns minutos que pareceram muito mais longos do que realmente foram, apenas sentindo o corpo um do outro voltar ao ritmo normal. As respirações, antes descompassadas, começaram a se alinhar. Os batimentos, ainda acelerados, foram encontrando um compasso mais tranquilo. Havia uma calma ali, mas não era uma calma qualquer. Era densa. Quase perigosa. Como se estivéssemos, de forma consciente, ignorando tudo o que existia fora daquele quarto. Como se o mundo tivesse sido colocado em pausa… e nós aceitássemos isso sem questionar. Mais tarde, já sentados à pequena mesa da varanda interna, o café da manhã chegou como um contraste quase irônico com o que tínhamos acabado de viver. Frutas frescas. Café quente. Pã

