Gustavo O silêncio do terraço foi quebrado pelo som da respiração descompassada de Mel. Ela encarava as próprias mãos, que tremiam sobre o colo, antes de finalmente encontrar meus olhos com uma determinação desesperada. — Eu me apaixonei por ele, Gustavo. Eu era apenas uma menina e guardei aquilo como se fosse um segredo sagrado, sem saber que era o rastro de um veneno. — Ela engoliu em seco, a voz ganhando um tom sombrio. — Em uma noite, estávamos só nós dois. Ele entrou no meu quarto, deitou ao meu lado e sussurrou: "Mel, está acordada? Eu sei que não é certo eu estar aqui, mas eu penso demais em você". Ela fez uma pausa, os olhos perdidos na memória daquele quarto escuro. — Eu fingi que dormia, rezando para que ele não percebesse que meu coração quase saía pelo peito. Mas ele com

