Gabriel — Gabriel? — A voz de Mel me arrancou dos pensamentos. — Estou falando com você. Onde estava? — Em lugar nenhum. — Sorri. — Só pensando que você tem um jeito absurdo com essa história de cozinhar. Não quer fazer meu jantar todo dia? — Espertinho. Estou te entendendo muito bem. Larguei tudo e me aproximei dela. Havia algo diferente desde nossa noite juntos — o corpo de Mel me atraía como uma força física, constante, impossível de ignorar. Cada vez que ela se movia pela cozinha, meus olhos a seguiam sem pedir permissão. Cada vez que ela ria, algo no meu peito apertava de um jeito que eu ainda não sabia nomear. — Sejamos francos: não estou escondendo o que quero. Você não adivinhou nada. — Peguei-a pela cintura e prendi seu corpo junto ao meu. — Vamos. Se entregue. — Gabriel… —

