Gabriel Quando cruzei a porta daquele consultório e meus olhos caíram sobre a cena, senti como se o ar tivesse sido sugado de meus pulmões. Lá estava Gustavo, sentado exatamente onde eu projetei estar durante todos esses meses. Suas mãos envoltas nas de Larissa, passando a segurança que eu, por dever e desejo, queria ter dado. Tínhamos decidido que descobriríamos o sexo do bebê juntos, como uma família improvisada, mas sólida. Larissa estava longe de Minas, longe do pai da criança, mas uma promessa havia sido selada no silêncio de nossas primeiras conversas: sozinha ela jamais estaria. Infelizmente, a vida em Curitiba e as exigências da minha residência me mantiveram fisicamente distante, enquanto Gustavo e Mel se tornavam o cotidiano dela. Eu era o rosto no skype, a voz nas mensagens de

