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Caleb - O Brilho das cinzas.

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Caleb - O Brilho das Cinzas

Ela é a herdeira do império. Ele é o erro que o império tentou enterrar.

Aos 18 anos, Maya Blackwood é uma joia lapidada pelo privilégio. Criada entre sedas e silêncios, ela é a personificação da inocência que o sobrenome Blackwood ostenta para o mundo. Mas o castelo de vidro de Maya começa a rachar quando Caleb, seu meio-irmão bastardo, ressurge das sombras para reivindicar o que o sangue lhe negou.

Aos 32 anos, Caleb não é o irmão que ela imaginou. Ele é um colosso de magnitude monumental, um homem agigantado cujas tatuagens e cicatrizes contam a história de um sobrevivente forjado no ódio. Ele não quer uma parte da fortuna; ele quer a destruição sistemática do legado que o rejeitou. E para Caleb, não há forma mais eficaz de ferir o pai morto do que corromper sua criação mais preciosa.

Sob o pretexto de uma gestão administrativa, Caleb arrasta Maya para o isolamento absoluto da fazenda da família. Lá, onde os gritos se perdem nas matas e as leis dos homens não chegam, a diferença de quatorze anos entre eles se torna um abismo de dominação. Maya é jovem, inexperiente e vulnerável; Caleb é uma força da natureza de quase dois metros, implacável e dotado de uma brutalidade selvagem que não conhece limites.

Nesta dança macabra de submissão e vingança, Caleb decide que Maya não será apenas uma prisioneira, mas o seu altar de sacrifício. Entre ordens rudes, vocabulário chulo e uma i********e que quebra todas as regras do que é sagrado, ele a ensina que, naquelas terras, o seu único propósito é servir ao monstro que ela aprendeu a temer... e a desejar.

Até onde vai a resistência de uma jovem que nunca conheceu o toque da maldade? E o que acontece quando o bastardo descobre que a sua maior vingança pode ser a sua única perdição?

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​Capítulo 1: O Intruso no Meu Luto
​O silêncio da mansão dos Blackwood nunca foi pacífico; ele sempre pareceu um animal à espreita. Meu pai estava morto há três dias, e o cheiro de lírios do velório ainda parecia impregnado na minha pele. ​Eu estava no escritório dele, sentada na poltrona de couro, quando a porta se abriu. Não foi a minha madrasta, Elena. Foi ele. Caleb. ​Ele não era sangue do meu sangue, mas legalmente, éramos irmãos perante o papel que unia nossos pais. Ele me olhou como se eu fosse uma mancha no tapete caro. Seus olhos eram cinzas, da cor de uma tempestade que nunca desaba. ​— Saia da cadeira dele, Maya — ele disse, a voz baixa, vibrando no meu peito. — É a casa do meu pai, Caleb. Eu fico onde eu quiser. ​Ele deu um passo à frente, invadindo meu espaço pessoal. O perfume dele — sândalo e algo metálico — nublou meus sentidos. Ele se inclinou, as mãos apoiadas nos braços da poltrona, me prendendo. ​— Seu pai está morto. E nesta casa, agora, as regras são minhas. ​Caleb não se moveu, permanecendo como uma estátua de gelo que ameaçava desabar sobre mim a qualquer momento. Seus olhos percorreram meu rosto com uma lentidão insultuosa, parando nos meus lábios antes de voltarem a encontrar os meus olhos. O peso da sua presença era sufocante, uma mistura de autoridade e uma agressividade latente que ele m*l se dava ao trabalho de esconder sob o terno sob medida. Ele deu um passo lento, o som do seu sapato caro contra o assoalho de madeira soando como uma sentença. ​— Você sempre teve essa mania de grandeza, Maya, achando que o sobrenome do seu pai era um escudo contra o mundo real — ele disparou, sua voz era um barulho grave que reverberava no silêncio do escritório. ​Eu senti o sangue subir ao meu rosto, uma mistura de indignação e algo mais sombrio que eu me recusava a nomear, uma centelha que ele sempre conseguia acender com apenas algumas palavras. ​— Pelo menos eu pertenço a este lugar por direito, Caleb. Você é apenas o filho da mulher que meu pai escolheu para preencher o vazio da cama dele. Não tente agir como se fosse o herdeiro do trono — respondi, levantando-me para enfrentá-lo, mesmo que minha estatura parecesse insignificante diante da sua presença esmagadora. ​Ele soltou uma risada curta, sem nenhum vestígio de humor, e avançou, forçando-me a recuar até que minhas costas batessem contra a madeira fria da estante de livros. O impacto enviou um estremecimento pelos meus ombros, mas eu mantive o queixo erguido. ​— Direito? O mundo não gira em torno de certidões de nascimento, pequena protegida. Enquanto você brincava de ser a princesa desta mansão, eu estava aprendendo a gerir cada centavo que mantém essas luzes acesas — ele sibilou, inclinando-se até que seu hálito, quente e com cheiro de hortelã, tocasse minha pele. — Sua mãe pode ter sido a rainha consorte, mas quem detém a coroa agora sou eu. E se eu decidir que você é um fardo desnecessário, sabe o que acontece com você? ​Eu tentei empurrá-lo pelo peito, mas foi como tentar mover uma parede de mármore sólido. Meus dedos sentiram o calor do seu corpo através do tecido fino da camisa, e por um segundo, meu coração falhou uma batida. ​— Você não ousaria. Elena nunca permitiria que você me jogasse na rua — rebati, embora minha voz tenha falhado levemente no final da frase, denunciando a insegurança que eu tentava esconder a todo custo. ​A mão de Caleb subiu rapidamente, prendendo meus dois pulsos acima da minha cabeça contra a estante com uma facilidade assustadora. O contato físico foi como um choque elétrico que percorreu minha espinha, tirando o ar dos meus pulmões e substituindo-o pelo perfume inebriante dele. ​— Minha mãe vê o que eu quero que ela veja. Ela está ocupada demais chorando lágrimas de crocodilo pelo seu pai para notar que a "irmãzinha" querida está tremendo nas minhas mãos — ele disse, seus olhos brilhando com uma satisfação c***l enquanto observava minha respiração ficar errática. ​Eu lutei contra o aperto, mas ele apenas apertou mais, seus dedos longos envolvendo meus pulsos com uma firmeza que beirava a possessão. ​— Me solta, Caleb! Isso é loucura, nós somos... tecnicamente família! — gritei, a palavra "família" soando como uma mentira amarga e distorcida entre nós dois. ​— Família? — Ele repetiu a palavra como se fosse um insulto, aproximando o rosto do meu até que nossas testas quase se tocassem, seus olhos cinzas agora escuros como chumbo derretido. — Não use essa palavra comigo. Não há nada de familiar no modo como você me olha quando acha que eu não estou vendo, e certamente não há nada de fraternal no modo como meu sangue ferve toda vez que você entra em uma sala. ​O pânico começou a se misturar com um desejo proibido que eu tentava sufocar há anos, uma chama que ele acabara de expor sem piedade. ​— Você está louco — sussurrei, tentando desviar o olhar, mas ele usou a outra mão para segurar meu queixo, forçando-me a encará-lo, obrigando-me a ver a escuridão que refletia a minha própria. ​— Talvez eu esteja. Mas a loucura é contagiosa, Maya. E eu pretendo deixar você tão insana quanto eu antes que o testamento do seu pai termine de ser lido. ​O silêncio que se seguiu foi carregado de uma eletricidade estática que parecia prestes a incendiar os livros ao nosso redor. Eu podia sentir o batimento acelerado do coração dele contra o meu peito, ou talvez fosse o meu próprio coração tentando escapar da minha caixa torácica. ​— O que você quer de mim, afinal? — perguntei, minha resistência começando a desmoronar sob o peso do seu olhar possessivo e da promessa implícita em seu toque. ​Caleb deu um sorriso de lado, um gesto predatório que me fez perceber que o luto era o menor dos meus problemas. ​— Eu quero o que sempre foi meu por direito de conquista, não de sangue. Eu quero ver até onde essa sua pose de inocente vai antes de você implorar para que eu te destrua — ele declarou, soltando meus pulsos tão subitamente que eu quase caí, saindo do escritório sem olhar para trás e deixando o rastro da sua autoridade esmagadora impregnado no ar. ​Eu ainda tentava recuperar o fôlego quando Caleb parou no batente da porta, girando sobre os calcanhares com uma elegância letal, como se tivesse acabado de se lembrar de um detalhe insignificante. Ele ajeitou os punhos da camisa, os olhos varrendo o escritório com um desdém que parecia diminuir as memórias do meu pai a meros entulhos de um passado que ele estava ansioso para enterrar. ​— Não pense que o silêncio desta casa nos próximos dias será um sinal de trégua, Maya; é apenas o intervalo necessário para que você entenda que os corredores que você percorria com tanta segurança agora pertencem a um novo dono — ele afirmou, a voz ecoando pelas paredes repletas de troféus e livros antigos. ​Eu senti uma pontada de fúria e apertei as bordas da mesa, as juntas dos dedos ficando brancas enquanto eu tentava sustentar o meu olhar contra o dele. ​— Você fala como se estivesse em uma guerra, mas eu não sou sua inimiga, Caleb, eu sou apenas alguém que você não consegue controlar com o seu dinheiro ou com esse seu tom de voz autoritário — rebati, tentando desesperadamente ignorar o tremor nas minhas pernas. ​Caleb deu uma risada seca, um som que não carregava calor, apenas uma frieza que parecia drenar a temperatura do quarto. Ele caminhou lentamente de volta para o centro da sala, parando apenas para endireitar um retrato meu que estava ligeiramente torto na estante, seu toque sendo quase uma profanação da minha imagem de infância. ​— Controle é uma ilusão que eu deixo para os fracos; o que eu sinto por você é algo muito mais visceral e, francamente, muito mais perigoso para a sua integridade — ele disse, voltando os olhos para mim com uma intensidade que parecia despir cada uma das minhas defesas. ​— Você realmente acredita que eu me importo com a sua rebeldia de fachada? Eu vejo através dela, Maya. Vejo a garota que morre de medo de descobrir que o "irmão" que ela deveria odiar é a única pessoa que realmente a conhece. ​Eu dei um passo à frente, impulsionada por uma mistura de pânico e uma curiosidade mórbida que eu sabia ser meu fim. ​— Você não me conhece, você só conhece a versão de mim que você criou na sua cabeça para justificar essa sua obsessão doentia — acusei, minha voz subindo um tom enquanto eu tentava colocar espaço entre a verdade dele e a minha negação. ​Ele apenas sorriu, um gesto lento e predatório que não alcançou seus olhos, que permaneciam fixos nos meus, devorando cada expressão de dúvida que cruzava meu rosto. ​— Veremos o quanto você me conhece quando as luzes se apagarem e o luto deixar de ser uma desculpa para o seu isolamento — ele declarou, sua voz caindo para um sussurro que prometia tanto prazer quanto destruição. ​— Prepare-se, Maya, porque a partir de hoje, cada suspiro que você der nesta casa será monitorado por mim, e eu não sou um homem conhecido pela minha paciência. ​Sem esperar por uma resposta, ele saiu definitivamente, o clique seco da porta se fechando soando como o início de uma contagem regressiva para um desastre que eu, no fundo, desejava desesperadamente presenciar.​

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