Capítulo 55 BOLADOR NARRANDO Minha cabeça tava um turbilhão, uma guerra civil onde o juízo gritava de um lado e o meu päu mandava do outro. Eu sentia cada batida do grave do funk lá embaixo pulsando no meu peito, mas nada se comparava à pulsação descontrolada entre as minhas pernas. Eu tava com o päu quase explodindo, latejando contra o tecido grosso da calça, e a culpa disso tinha nome, sobrenome e um cheiro que tava me deixando louco. Melissa. A irmã do meu irmão. A caçula do cara que eu daria minha vida sem pensar duas vezes. Eu sabia, no fundo da minha alma, que isso era pedir pra morrer. O Coiote é meu irmão de caminhada, meu parceiro de guerra, mas eu conheço o bicho. Ele não perdoa pilantragem, ainda mais com o sangue dele. Se ele sonha que eu tô aqui, prensando a Melissa contra
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