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1804 Words
Lorena narrando Faz muito tempo que eu estou aqui me vendo afundar em um barco, eu sempre tive medo de água e nunca soube nadar, o barco ia se afundando aos poucos em um lugar todo escuro e no final, no final tinha uma luz mas para chegar até lá eu precisaria nadar, eu era atormentada por vozes, gritos e choros. Eu já não sabia o que era real e o que não era, e eu nem sei se onde eu estou é real. Toda vez que eu olho para o mar eu vejo muitas coisas, muitos corpos de mulheres, a água já está sobre a minha cintura e nem sentar eu consigo mais. O choro de uma criança era constante , parecia que ela chorava ao meu lado , até que o choro foi sendo substituído por uma voz cantando e sempre era a mesma música. — Tum, tum, tum, tum Meu coração está batendo Tum, tum, tum, tum Ele bate até mais forte Tum, tum, tum, tum Hoje é um dia especial Mamãe você é mesmo genial Era sempre a mesma música e a mesma voz, eu sentia toques pelo meu corpo, mas olhava para todos os lados e só via os corpos mortos no chão, aos poucos aquela luz ia aumentando na minha frente e mesmo assim eu não tinha coragem de me jogar no rio. O nome Maju e Maria Julia era citado diversas vezes por várias vozes e era o tempo todo também. Era muita gritaria, muito chingamentos, a minha vida toda passava sobre os meus olhos, toda ela. Flash black onn — porta do apartamento. — Você está em casa já. — Usou meu escritório? Quantas vezes eu já disse que não gosto que você entre lá. — Eu moro aqui também, você pode arrumar um escritório para mim e eu não uso mais o seu. — Porque você precisa de um escritório? Você não faz nada! – ele afirma e eu abro um sorriso para ele. — 6 anos de casamento e você não conhece a esposa que tem. — Eu não quero que você saia! – ele fala firme — Você não manda em mim, você pode fingir que manda para os outros, mas você sabe que não passa de um banana dentro dessa casa – eu abro um sorriso. — Lorena, eu não vou admitir – eu o interrompo. — Boa noite marido – eu saio de dentro do apartamento deixando ele falando sozinho. Flash black off Flash black onn E eu não poderia deixar que isso me machucasse. — Lorena? – A voz de Marcos soa bem na hora que eu estou levantando e limpando as minhas lagrimas. – está tudo bem? — Sim, eu acho que eu bebi de mais e acabei ficando tonta. A noite está agradável como eu gosto, eu tenho pavor de calor. — O que foi aquilo lá dentro? — Eu não queria ameaçar ninguém, mas a insolência daquela criança que se acha adulta me tira do sério. Eu acho que eu preciso de um bom banho e cama. — Eu vou te acompanhar. — Eu acho que eu consigo chegar na sua casa sozinha, volta para lá, pro baile é do seu morro, vai se divertir – eu olho para ele – realmente esses lugares não é para mim. — Você parecia está se divertindo. — Não, eu? – eu n**o quando a gente sai do beco – eu não me divirto – ele me encara. – na verdade a minha única diversão é matar eles e pegar o comando, ai sim, eu dou até um baile – ele abre um sorriso de canto. — Vamos, você está bêbada. — Eu estou bem. — Você está bêbada – ele fala – você estava chorando? — Eu? Chorando? Nunca na minha vida – eu falo – o dia que você me ver chorando , eu danço funk até o chão – ele começa a rir Flash black ofF Toda ela passava, do melhor ao pior momento da minha vida. Flash black onn~ — Marcos, não – eu falo vendo aqueles pais vindo para cima de mim, eu tentava agarrar a corda que me amarrava para tentar me soltar. — Vagabunda. — Sua ordinária, você vai morrer. — Você matou a minha filha. — Minha filha morreu por sua causa. — Vamos mata ela. — Não, por favor não, eu estou grávida. — Grande merda se você está grávida – eu escuto – você tirou nossas filhas de nós. Eles vem para cima de mim , uma me agarra pelo cabelo enquanto um começa a me chutar, eles começam arrancar as minhas roupas e um prende a minha mão, eu tentava defender meu rosto, minha barriga mas era quase impossível. Flash black off AS lagrimas desce sobre o meu rosto, até que eu olho para o mar e vou reconhecendo aquelas mulheres, cada uma delas fui eu que matei, eu olho para frente e parece um cronometro e era o tempo que eu tinha para ir até aquela luz. — O seu tempo está se acabando – uma daqueles corpos se senta no rio e me olha – se você não se mexer, não enfrentar o seu passado , você não volta mais – ela aponta e começa ase abrir algo pegando fogo – você vai queimar no inferno. Eu ando para trás e vejo que a bola de fogo se aproximava de mim e a luz ia se fechando conforme o cronometro ia diminuindo. — Volta para mim mamãe Lorena , sou sua filha e quero você. – eu escuto uma voz e consigo ver um rostinho. – Mamãe, eu fiz esse desenho para você. — Anda, se joga no mar – aquela mulher fala – ou queima no inferno. Alexandre narrando — Sua pipoca Maju – eu falo entrando e ela está com o ouvido no coração da mamãe, até que eu me aproximo – Maju a pipoca vem – eu falo e quando vou tirar a Maju, o corpo de Lorena se agita. — Mamãe – ela fala e eu pego Maju no colo — Patricia, chama os médicos agora – eu falo gritando — Minha mamãe – Maju fala chorando – me deixa com a minha mamãe. — O que ouve? Eeles estão vindo – Patricia fala. A gente olha para a cama e Lorena estava tendo um ataque parecia ser de epilepsia seu corpo pulava na cama e os batimentos acelerado de mais. — O que ouve? – Pedro fala e os médicos chega – tirem ela dauqi — Eu vou tirar – eu falo — Não, minha mãe. Eu quero a minha mãe – ela gritava – mãe, eu quero você. — Ela não está estável – um dos médicos fala. Maju se abraça em mim e começa a chorar. Lorena narrando — Volta para mim mamãe Lorena , sou sua filha e quero você. – eu escuto uma voz e consigo ver um rostinho. – Mamãe, eu fiz esse desenho para você. Eu olho aquela bola de fogo se aproximando e no desespero, eu pulo no mar, eu começo a me afogar porque eu não sabia nadar, eu tentava pedir socorro, mas aqueles corpos se levantam no mar e começam a rir de mim. — Mamãe – eu olho para frente vendo o rosto de uma criança chorando e chamando por mim. Eu não sei como mas eu consigo arrumar força para nadar, eu vou nadando , nadando quando ia chegar na borda da areia, alguém me puxa. — Você vai para o inferno com a gente – era Carlos me puxando — Me solta. — Você vai para o inferno com a gente. — Me solta – ele me puxa e me tenta afogar. — Vamos juntos para o inferno, eu e você – ele fala – eu estou aqui por sua causa. — Me solta. – eu tento empurrar ele. — Você não vai ficar viva – ele fala — Não, minha mãe. Eu quero a minha mãe – eu escuto – mãe, eu quero você. — Me soltaaaaaa – eu grito e ele consegue me afogar. Eu começo a me afogar com a água e tento subir mas a força dele era maior que a minha, eu conseguia ver os números do cronometro e faltava apenas 10 segundos para ele se fechar. Patricia narrando Os batimentos começam a parar e os médicos tentam fazer de tudo, eu me encolho em um canto e Pedro me abraça. — Ela não pode morrer – eu falo chorando — Não – Pedro fala nervoso — Mamãe – Maju fala — Tira ela daqui – Pedro fala — Deixa ela – eu falo me aproximando de Alexandre – deixa ela aqui comigo – e pego Maju – vai ficar tudo bem. — Minha mamãe – ela fala chorando Até que os batimentos param, a Maju se encolhe chorando e eu tento passar força, eu olho para Alexandre que deixa as lagrimas saírem dos seus olhos e Pedro que chora que nem criança, os médicos olham para nós. — A gente sente muito – os médicos falam Maju se solta do meu colo. — Mamãe por favor preciso ter você na minha apresentação do balé, mamãe eu quero você, eu preciso de você – ela dizia desesperada. Ela tentava abrir os olhos de Lorena. — Filha – Alexandre fala se aproximando – vem. — Não -= ela fala chorando Tão pequena e tendo que passar por isso. Lorena narrando — Mamãe por favor preciso ter você na minha apresentação do balé, mamãe eu quero você, eu preciso de você – Eu escuto As mãos dele me pressionava , e eu vejo que faltava 5 seguncdos, então eu mordo o seu p***o já que a minha cabeça estava e ele me solta, eu subo para a superfície e o derrubo com uma força que não sei de onde tiro, e saio do mar, todos aqueles corpos começam a vir em minha direção, a bola de fogo estava já atrás de mim, faltava dois segundos e eu corro, corro tanto e eu atravesso quando faltava 1 segundo. Patricia narrando O corpo de Lorena dá um salto e todos param encarando, até mesmo os médicos, os batimentos dela volta e Maju olha. — Mamãe – Maju fala gritando e colocando a sua mão sobre a mão dela e Lorena mexe as mãos – ela está se mexendo, ela está se mexendo – Maju grita. Eu me aproximo e Lorena abre os olhos e mexe os dedos. — Minha mãe acordou – Maju gritava – minha mãe voltou – ela dizia pulando ao lado de Lorena. Lorena continuava com os olhos abertos e mexendo os dedos , ela começa a mexer a outra mão e tentava mexer os lábios.
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