Rael O silêncio na sala era denso, quebrado apenas pelo som da respiração descompassada da Maitê. Eu a mantinha presa contra o meu peito, sentindo cada tremor que ainda percorria o corpo dela. O rádio no sofá parecia uma fera adormecida, mas eu não tinha olhos para mais nada que não fosse a mulher nos meus braços. As ordens foram dadas, meu irmão estava cuidando dos problemas, então... o resto podia esperar. — Não entendo como você aguenta viver assim. Sempre em alerta.... — ela sussurrou, a voz abafada contra o meu pescoço. — Deve ser cansativo. Nunca fechar os olhos, nunca vacilar. — Esse é meu mundo — sussurro — É a vida que eu tenho e com a qual eu aprendi a lidar. Mas vai passar porque eu vou garantir isso — respondi, apertando-a um pouco mais, sentindo o cheiro de baunilha do ca

