Rael No momento em que a Maitê se sentou no meu colo, o mundo lá fora — o carro preto, o Cabeça, a guerra por território — simplesmente virou fumaça. O que restou foi o calor da pele dela queimando através do meu moletom e aquele olhar castanho que me desafiava a perder o controle. Ela queria esquecer, e eu era o único homem na face da terra capaz de apagar o resto do mundo da mente dela. Podem me achar presunçoso, mas era a verdade. Eu era o porto seguro dela e Maitê precisava se elmbrar disso. Segurei o rosto dela com as duas mãos, enterrando meus dedos no cabelo dela, e a puxei para um beijo que não tinha nada de carinho. Era pura necessidade. Nossas línguas se encontraram com uma fome bruta, um gosto de urgência que fazia meus pulmões arderem. Senti as mãos dela descendo pelo meu

