O porta-joias

1370 Words
Alex foi até a porta e chamou o filho, Peter entrou e viu Dapheny deitada, ela estava sonolenta dos remédios, ele não disse nada, saiu em seguida. — Senhorita, eu tenho que ir, mas vou deixar meu número, se algo acontecer ou quadro dela mudar me ligue. — Ele disse e entregou um cartão a enfermeira. — Senhor o pai dela está lá fora, não será necessário. — Digamos que Dapheny precisa de alguém que se importe com ela e não é o pai. Alex foi embora acompanhado de Peter. Aquela foi a primeira vez que ele viu Dapheny, não teve nenhuma impressão dela, ainda não pensava em nada além da escola e do baseball. Dapheny ficou ainda uma semana no hospital, assim que teve alta o próprio chefe Luke Wilson foi buscá-la, ele propositalmente encarregou Drake de alguns negócios naquele dia, assim saberia da menina por ela mesma sem a interferência do pai, mas Drake era esperto, já havia alertado a filha para não dizer nada ru.im sobre ele. Assim que chegou Dapheny já havia sido trocada e arrumada pela enfermeira, estava sentada na cama, usava uma calça de moletom que com certeza não era para alguém de sua idade e uma camiseta, tinha um ar masculino a peça, ele a olhou dos pés a cabeça, estranhou suas roupas, mas também pensou que na correria ela vestiu a primeira coisa que encontrou. — Bom dia Daphe, acho que está pronta pra ir para casa... — Estou sim tio Luke, estou esperando meu pai. — Drake não vem, eu mesmo vou levá-la. Luke a colocou na cadeira de rodas, ainda pensava sobre as roupas dela, checaria isso quando a deixasse em casa. O caminho foi silencioso, assim que entrou com ela, a deixou no sofá. — Onde é seu quarto? — Lá em cima, a segunda porta, é meu e do Scott. — E Dave? — A porta seguinte é o quarto dele. Luke subiu as escadas e entrou no quarto de Dapheny, ali havia uma pequena cama infantil e um colchão encostado na parede, provavelmente ou ela ou Scott dormia no chão, ele abriu o guarda-roupa e encontrou roupas masculinas ali, eram grandes, dificilmente de Scott, as poucas peças femininas eram pequenas para a idade dela. Ele tentou entrar no quarto de Dave, mas a porta estava trancada. Ele desceu e Dapheny estava tentando se levantar. — Daphe, o que acha que está fazendo? — Eu ia na cozinha procurar alguma coisa... — Está com fome? Ela balançou a cabeça que sim. — Seu pai vai demorar e sei que seus irmãos estão na escola. Acho que podemos sair e comer fora, vou aproveitar e comprar roupas para você. — Tio não precisa. — Daphe, não tente me enganar, sei que seu pai não lhe trata bem, mas não posso simplesmente tirar você dele, o meu pai está aposentado na organização, mas as ordens que deu ainda vigoram. O que posso fazer é cuidar de você, darei um jeito para que tenha pelo menos um pouco de dinheiro para coisas femininas. — Podemos comprar roupas para o Scott também? — De quem são aquelas roupas no armário de vocês? — O senhor não dirá a meu pai que contei? — Prometo, fica entre nós. — São as que o Dave não usa mais, acabam ficando para o Scott. Luke praguejou mentalmente o pai, ele não permitiu a união com a prima, agora ela estava morta e seus filhos maltratados. Luke só não entendia o porquê Dave era tratado diferente, os três são filhos da mesma mulher, Scott por ser filho de outro homem podia até compreender a indiferença, mas Dapheny era sangue dele e Drake a desprezava. Eles saíram, foram até um shopping requintado de Nova York, Luke pedia as vendedoras que tratassem Dapheny como uma filha, dessem a ela roupas apropriadas para a idade dela e também para quando estivesse um pouco maior, a menina tinha apenas 9 anos, mas algumas roupas era para uma menina de 12 ou 13. — Precisa de algo para escola? — Ele perguntou. — Não. — Tem certeza? — Tenho. Luke não insistiu, mas se tivesse insistido saberia que Dapheny não ia a escola desde o ano anterior, Drake a deixava em casa para cuidar dos afazeres domésticos. Eles almoçaram no shopping, Dapheny andava na cadeira de rodas do shopping e Luke a empurrava, atrás deles um segurança carregava a imensidão de sacolas. Ela de repente segurou a roda fazendo a cadeira parar, Luke olhou para onde Dapheny olhava. — Gostou? Dapheny ficou vermelha, ela balançou a cabeça que sim, nunca havia ganhado algo assim, nem mesmo da mãe. Luke analisou a menina viu que nem mesmo brincos ela usava. — Tem alguma joia? — Ele perguntou. — Nunca tive... Luke praguejou o pai novamente em sua mente, ele pensava que se as coisas fossem diferentes Dapheny seria sua filha, estaria sendo bem cuidada e viveria coberta de luxos. — Venha... Ele entrou e pediu a vendedora a pulseira infantil, o item era algo delicado e com detalhes na cor rosa, ele percebeu que a maioria das roupas escolhidas por ela eram dessa tonalidade. Ele achou o valor da pulseira ridiculamente barato, o almoço pagou por ele havia sido 10 vezes mais caro que a pulseira e mesmo assim o pai de Dapheny nunca deu algo assim a ela. Depois de comprar o item ele pediu a vendedora que escolhesse uma caixa e colocasse ali alguns colares e brincos, tudo devia ser de modelos apropriado para uma criança usar, enquanto isso ele entrou com ela em uma farmácia e lá ela furou as orelhas. Ela ficou um pouco triste nessa parte, não era muito resistente a dor. Eles voltaram a joalheria e a vendedora entregou a ela uma caixa, lá haviam todos os tipos de enfeites, desde laços para o cabelo até colares, Dapheny esqueceu da pequena dor de furar as orelhas quando viu o presente. Quando chegou em casa Drake já estava de volta, ele viu a menina passar com um vestido bonito, ela havia saído da loja com a peça. — Onde arrumou isso menina? — Drake perguntou ao vê-la entrar com dificuldade, ela se apoiava na porta. — Fomos dar uma volta, acho que nunca fez isso com ela... Drake não havia visto Luke chegando, ele engoliu seco, sua filha podia não ter dito nada, mas apenas de olhar qualquer um saberia que ela não recebia muitos cuidados. — Não tive tempo, mas pretendia fazer isso. — Sei... Meu irmão lhe pagou bem para que ela fosse cuidada, eu chego e encontro ela numa situação deplorável, Daphe não é tratada como sua filha. — Senhor Wilson, lhe garanto que não falta nada a ela, a menina apenas é rebelde. Luke riu da cara de p@u de Drake, ainda investigaria o por quê dele tratar m@l a própria filha. Antes de ir Luke deixou Dapheny e tudo que comprou para ela no quarto, ele fez uma anotação mental que deveria ver a menina mais vezes e voltaria com móveis para que ela tivesse um quarto decente. Dapheny se levantou da cama e pegou a caixa com pequenas joias, ela colocou embaixo da cama, temia que o pai tomasse o presente que tanto gostou. Drake entrou e a encontrou organizando as roupas no armário. Era difícil para ela ficar em pé, mas estava tentando deixar tudo em ordem antes do pai subir. — O que pensou que aconteceria? Como pôde trair seu pai assim? — Pai eu não disse nada, o tio subiu e olhou a casa, eu não pude fazer nada. — Desça! Vou me livrar dessas coisas... — Mas pai... — Já mandei descer! — Drake gritou e ela saiu do quarto se apoiando na parede. Dapheny viu o pai descer com uma sacola grande, quando voltou ao quarto, apenas algumas roupas estavam ainda ali, das peças escolhidas para o irmão então não sobrou nenhuma, seu ódio por Scott era pior do que por ela. Dapheny chorou, trancou a porta e olhou embaixo da cama, conseguiu dar um pequeno sorriso, seu presente mais precioso ainda estava lá. . A HISTÓRIA DE DAPHENY FICARÁ PARA OUTUBRO, ATÉ LÁ CURTAM MEGAN!
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD