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O Bilionário e os Quatro Homens Que Nunca Desistiram Dela

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tempos depois...

O jardim da casa estava cheio de risadas e alegria.

Miguel, com oito anos, corria pelo gramado tentando alcançar Vitória, agora com cinco anos, que ria sem parar. Josué, com dois aninhos, corria rapidamente, tentando acompanhar os irmãos, tropeçando de vez em quando, mas sempre sorridente.

O sol da tarde iluminava os cabelos das crianças, e o som de risadas preenchia a casa inteira.

Cristiano estava ao lado de Patrícia, observando a cena com os olhos cheios de orgulho e amor. Ele a abraçou, sentindo o calor do corpo dela junto ao seu.

— Obrigado, meu amor… — disse ele, a voz carregada de emoção — por essa vida incrível que construímos juntos.

Patrícia sorriu, apoiando a cabeça no peito dele, os olhos brilhando de felicidade.

— Eu te agradeço, meu marido maravilhoso, e pelo pai incrível que você é… — respondeu, com a voz suave — a vida não poderia ter me dado um homem melhor. Eu sou muito feliz ao seu lado, Cristiano.

Cristiano beijou sua testa, segurando sua mão com firmeza.

— E eu sou feliz todos os dias… por vocês, por nossa família, por cada momento que temos juntos. Nada mais importa além disso.

As crianças continuavam correndo e brincando, Miguel ajudando Josué a dar os primeiros passinhos mais firmes, e Vitória rindo a cada tropeço do irmãozinho.

Patrícia olhou para eles, sentindo o coração transbordar.

— Olha só… nossa família… depois de tudo que passamos… conseguimos. — disse, emocionada.

Cristiano sorriu, olhando para o céu por um instante, depois para Patrícia novamente.

— Conseguimos, sim… — disse ele — e nada, nem ninguém, jamais vai nos separar.

E naquele fim de tarde, com os risos das crianças ecoando pelo jardim, abraçados no amor e na paz conquistada, Cristiano e Patrícia sabiam que finalmente tinham encontrado a felicidade completa: juntos, com Miguel, Vitória e Josué, construindo uma família segura, cheia de amor e esperança para o futuro.

A noite havia caído sobre a casa, trazendo silêncio e calmaria após mais um dia cheio de risadas e brincadeiras das crianças.

Miguel, Vitória e Josué dormiam profundamente, exaustos, cada um em sua caminha, protegidos e seguros, sob o olhar atento de quem os amava mais que tudo.

Cristiano e Patrícia estavam sozinhos no quarto, a luz suave do abajur iluminando o rosto dela, agora sereno e relaxado. Ele se aproximou devagar, abraçando-a por trás, sentindo o calor do corpo dela junto ao seu.

— É incrível… — murmurou Cristiano, beijando o ombro dela — depois de tudo que passamos… agora somos só nós, nosso amor e nossa família.

Patrícia sorriu, virando-se para ele e apoiando a cabeça no peito dele.

— Eu te amo tanto… — disse, a voz suave — e me sinto completa, segura, feliz… do seu lado, Cristiano.

Ele segurou seu rosto com delicadeza, olhando profundamente nos olhos dela.

— E eu te amo mais que tudo… — respondeu, com a voz firme e emocionada — você é minha vida, meu porto seguro, minha razão de lutar.

Seus lábios se encontraram em um beijo terno, cheio de promessas silenciosas e de cumplicidade. Logo, o beijo se tornou mais intenso, mais quente, refletindo toda a paixão contida de anos de amor, medo, luta e superação.

Cristiano a envolveu nos braços, e Patrícia, sem reservas, se entregou a ele, sentindo-se protegida, desejada e finalmente livre de todo perigo que os perseguira por tanto tempo.

A noite avançava, e a casa estava em silêncio, exceto pelo som da respiração dos dois e da paixão contida que finalmente podia se expressar plenamente. Cada toque, cada abraço, cada beijo reforçava a certeza de que eles pertenciam um ao outro, e que nada jamais os separaria.

Naquela noite, entre suspiros, risos baixos e carícias, Cristiano e Patrícia celebraram o amor que sobreviveu a tudo, sentindo que a vida finalmente lhes oferecia a paz, a segurança e a felicidade que sempre mereceram.

O mundo lá fora poderia esperar; naquela casa, naquele quarto, eles eram apenas eles dois — apaixonados, livres e completos.

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O clima ficou estranho na sala como se o ar tivesse ficado mais pesado depois daquela conversa. Roberto tentou disfarçar, puxando assunto alto, abrindo cerveja, rindo sem vontade. Mas ninguém acompanhou. Naquele grupo, cada um tinha uma energia muito marcada — e nenhum deles era de engolir silêncio . Henrique (28): advogado, frio na lógica, observador, fala pouco mas quando fala corta. É o mais direto. Caio (27): engenheiro, impulsivo, protetor com quem ama, não tem filtro. Davi (29): fotógrafo, sensível, percebe tudo, parece tranquilo mas é o que mais sente. Matheus “Mats” (30): empresário, sarcástico, brincalhão, mas quando fica sério ninguém brinca de volta. Caio foi o primeiro a quebrar o silêncio. — Mano… na moral mesmo. Isso aí não foi normal não. Roberto riu de canto, forçado. — Lá vem moralismo. Vocês vieram aqui comer ou fiscalizar minha vida? Henrique encostou na cadeira, olhando direto pra ele. — A gente veio comer. Mas a gente também viu você tratar sua namorada como se ela fosse… descartável dentro da própria casa. Davi ficou quieto, mas não desviou o olhar de Roberto. Mats soltou um riso baixo, sem humor nenhum. — Descartável é leve, hein — ele murmurou. Roberto passou a mão no rosto, já irritado. — Vocês tão exagerando. A Melinda não liga pra essas coisas. Na mesma hora, o silêncio mudou. Caio soltou uma risada curta, indignada. — “Ela não liga”? Você perguntou pra ela? Henrique completou, mais firme: — Ou você só decidiu por ela? Roberto levantou o tom. — Vocês tão na minha casa, p***a. Mats inclinou levemente pra frente, ainda calmo, mas agora sério de verdade. — E ela também tá. E foi você quem mandou ela pro quarto como se fosse… visita inconveniente. Davi finalmente falou, baixo, mas pesado: — Ela tava te esperando. Cantando. Fazendo jantar. E você nem olhou pra ela. Essas palavras bateram diferente. Porque não tinha julgamento alto. Tinha constatação. Roberto ficou em silêncio por um segundo. Depois riu, desconfortável. — Vocês tão emocionados demais. Isso é relacionamento meu. Henrique se levantou devagar, pegando o prato. — Então tá. É seu relacionamento. Só não confunde isso com direito de apagar alguém dentro dele. Caio já tava de pé também. — Eu gosto de você, mano. Mas isso aí foi feio. Mats pegou a bebida, mas não bebeu. — Feio não. Foi desrespeito mesmo. Davi olhou na direção do corredor, onde Melinda tinha ido. — E ela nem falou nada… isso é o pior. O silêncio voltou — mas agora não era vazio. Era pressão. E, pela primeira vez naquela noite, Roberto percebeu que o problema não era o jantar. Era a forma como todos tinham visto a mesma coisa… e ele tinha sido o único que achou normal. mais tarde Melinda já tinha voltado pro quarto uma vez naquela noite, mas parecia que a casa não respeitava o descanso dela. Ela saiu de novo, agora com o cabelo um pouco preso, passos leves, como se tentasse não atrapalhar o ambiente. Foi direto pra cozinha. A pia ainda estava cheia. Sem pensar muito, começou a lavar a louça. O som da água correndo preencheu o silêncio da sala. Roberto levantou o olhar do sofá e soltou, já irritado: — Melinda, deixa pra lavar essa louça mais tarde. Tô com os meninos aqui, p***a. Um dos amigos bufou na hora, passando a mão no cabelo, incrédulo. Outro soltou baixo, quase entre os dentes: — Você tá de s*******m… Melinda parou por um segundo, segurando um prato. Olhou de lado, calma demais pra situação. — Roberto… amanhã eu saio cinco horas da manhã pra pegar o trem. Eu preciso adiantar isso aqui. Ele nem hesitou. — Então deixa pra lavar quando você acordar. O silêncio que veio depois foi pesado. Caio soltou uma risada sem humor. — c*****o… mais alguma regra? Roberto olhou pra ele, fingiu que não ouviu. Ignorou. Melinda respirou fundo, tentando manter a leveza. — Mas eu vou ter que acordar umas três horas da manhã pra arrumar tudo… Roberto respondeu seco, sem paciência: — E qual é o problema disso? Ela ficou quieta por um instante. Aquela resposta não pedia diálogo. Pedia submissão. Mesmo assim, ela forçou um sorriso pequeno, tentando não quebrar o clima. — Bom… eu fiz sobremesa. Vocês querem sobremesa, gente? A mudança foi imediata. Davi levantou a cabeça. — Eu quero. Mats assentiu. — Eu também. Henrique não disse nada, mas não recusou. Melinda soltou um “tá bom” suave e começou a preparar tudo sem demora. Minutos depois, voltou com os potinhos organizados, entregando um por um com cuidado, como se estivesse cuidando do próprio humor da casa. Quando chegou em Roberto, ele pegou o potinho, olhou pra ela por um segundo e disse, mais neutro do que carinhoso: — A comida tava boa. Ela segurou o sorriso no rosto, mas os olhos dela suavizaram um pouco. — Fico feliz que gostou. Houve uma pausa. Ela limpou as mãos no pano de prato, deu um passo pra trás. — Bom… eu vou me retirar e vou deixar vocês a sós novamente. Tenham uma boa noite, gente. E antes que alguém respondesse, ela já tinha virado para o corredor. O silêncio que veio depois foi diferente de todos os outros. Não era só desconforto. Era confronto direto. Roberto ficou alguns segundos olhando pro amigo como se tivesse tentando processar se aquilo era brincadeira ou não. Mas ninguém na mesa sorria. Caio foi o primeiro a se inclinar pra frente, a voz mais firme do que antes: — Sabe, na moral… para pra pensar, mano. Você não valoriza sua mulher não? Roberto soltou um riso curto, irritado. — Ah pronto. Virou palestra agora? Caio não recuou. — Não. Virou realidade. Ele apontou levemente em direção ao corredor, como se Melinda ainda estivesse ali. — Você ouviu o que ela falou? Três da manhã, Roberto. TRÊS. Ela vai dormir que horas? Vai viver quando? Davi balançou a cabeça, desaprovando, mas calmo: — E amanhã ela sai cinco da manhã pra trabalhar. Enquanto você tem dois carros na garagem. Roberto já estava ficando vermelho. — Eu não consegui comprar carro pra ela ainda, e eu não gosto que ela dirija o meu. Qual o problema disso? Henrique soltou um suspiro, como se aquilo fosse óbvio demais pra precisar explicar. — O problema não é o carro. É o padrão. Mats completou, sarcástico, mas sério: — O padrão é você facilitar tudo pra você e dificultar tudo pra ela. Roberto levantou a voz: — c*****o, vocês tão querendo me ensinar a tratar minha mulher agora? E foi aí que Caio respondeu sem hesitar: — Estamos, p***a. O tom subiu de vez. — Estamos porque isso aqui não é normal, Roberto. Isso não é relacionamento saudável. Isso aí tá virando… rotina de desgaste. Davi respirou fundo antes de falar, mais baixo, mas pesado: — Você tá tratando ela como se fosse alguém que existe só pra te servir. Silêncio. Roberto abriu a boca, mas Mats entrou na frente: — E antes que você fale merda: não é ataque pessoal. É o que a gente tá vendo. Henrique cruzou os braços, olhar firme: — Ela não tá sendo respeitada dentro da própria casa. Caio não segurou: — Você tá chamando isso de relacionamento, mas parece mais obrigação unilateral. Roberto bateu a mão na mesa. — Vocês não sabem como é meu relacionamento! E então Caio respondeu, direto, sem levantar mais a voz — o que deixou tudo ainda mais pesado: — A gente sabe como ela tá sendo tratada hoje. A frase ficou no ar. Davi olhou pro corredor outra vez. — E se continuar assim… ela vai cansar. Mats completou, sem humor: — E quando cansar, não vai faltar gente vendo o que você não viu. Roberto ficou parado. Pela primeira vez naquela noite, não tinha resposta pronta. Só a sensação desconfortável de que, talvez, a forma como ele sempre viu tudo… não fosse a única possível.

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