A Reação da Serpente O chão era frio e úmido o serpente do Norte despertou devagar, com a cabeça latejando e o gosto metálico na boca. Tentou se mexer e sentiu os pulsos presos atrás do corpo, os tornozelos amarrados. Respirou fundo, sentindo o ar pesado do lugar. Escuro demais pra saber onde estava. Claro demais pra saber que não estava em casa. O primeiro pensamento foi simples e aterrador: Ele me pegou. A Serpente sempre se achou inteligente. Calculista. Nunca agia por impulso. Sempre observava antes de atacar. Mas ali, sentado no chão, ele percebeu o erro fatal: subestimou Arcanjo. — Eu avisei… — murmurou sozinho, rindo sem humor. — Eu avisei pra mim mesmo… O silêncio foi quebrado por passos. Não eram apressados. Não eram pesados. Eram tranquilos. Confiantes. O tipo de passo de

