Arcanjo O dia amanheceu pesado no Vidigal. O céu cinza parecia refletir a tensão que pairava sobre o morro, e Arcanjo já estava de pé desde cedo, tomando café rápido na cozinha enquanto a mente trabalhava sem parar. Cada passo, cada movimento precisava ser calculado. A Serpente do Norte não era qualquer ameaça — era alguém meticuloso, silencioso, inteligente, que se escondia nas sombras do tráfico, esperando apenas o momento certo para atacar. Netuno, Samurai e Tocha já estavam na boca, reunidos na sala de operações improvisada, frente a um quadro cheio de mapas, fotos, relatórios e linhas traçadas indicando rotas de fuga e pontos estratégicos. Arcanjo entrou, e o silêncio que se instalou era pesado, carregado de tensão. — Certo — começou ele, a voz firme, cortando o silêncio. — A Serp

