Mais tarde naquela noite, Samael subiu as escadas na direção do quarto que Amara havia escolhido. Ele parou na porta por um instante antes de bater duas vezes, com firmeza, mas sem ser rude. – Entre. — A voz dela veio abafada. Ele abriu a porta e a encontrou sentada na beira da cama, descalça e com os cabelos soltos caindo pelos ombros. Ela o olhou de relance, antes de voltar a atenção para o livro que segurava, tentando parecer desinteressada com a presença dele. —Algum motivo especial para a visita? — Amara perguntou, sem tirar os olhos do livro. Samael se encostou no batente da porta, cruzando os braços. — Achei que era necessário discutir sobre o... espetáculo de mais cedo. Ela fechou o livro com um estalo, colocando-o ao lado, e levantou o olhar para ele. — Espetáculo? Você que

