Capítulo 7: O fim de semana

1034 Words
A sexta-feira chegou e, com ela, a ansiedade e a excitação de Isabela. Ela se certificou de que havia levado tudo que precisava para a viagem: roupas, produtos de higiene pessoal e, claro, uma boa dose de esperança. Enquanto arrumava a mala, não conseguia deixar de pensar sobre o que poderia acontecer. Lucas estava de volta em sua vida, e o que isso significava? Quando finalmente chegou ao ponto de encontro, Lucas já estava lá, encostado no carro dele, um sorriso animado no rosto. Ele a cumprimentou com um abraço caloroso que a fez sentir um misto de segurança e nervosismo. — Pronta para a aventura? — ele perguntou, a empolgação evidente em sua voz. — Pronta, ou pelo menos espero que sim! — Isabela respondeu, tentando esconder a ansiedade. A viagem começou tranquila, com eles conversando sobre tudo e nada ao mesmo tempo. A música tocava ao fundo, e Isabela se permitiu relaxar enquanto as paisagens da cidade pequena se transformavam em campos verdes e árvores que passavam rapidamente pela janela. — Eu estou tão feliz que você aceitou essa viagem — Lucas disse, olhando para ela enquanto dirigia. — Senti que precisava de um tempo só nós dois, sem as distrações da cidade. Isabela sorriu, sentindo um calor no peito. — Também estou feliz. Uma mudança de ares faz bem. Depois de algumas horas, eles chegaram ao pequeno vilarejo, que era charmoso e cheio de vida. O ar era fresco e limpo, e a energia do lugar fazia com que Isabela se sentisse viva. Assim que estacionaram, decidiram explorar a cidade. Caminharam pelas ruas de paralelepípedos, admirando as lojas locais e as artesanatos. Lucas parecia à vontade, e Isabela notou que, a cada risada compartilhada, as barreiras entre eles iam se desvanecendo. A conexão que antes parecia frágil agora se tornava mais forte. — Que tal um sorvete? — sugeriu Lucas, apontando para uma sorveteria charmosa. — Claro! — Isabela concordou, sem hesitar. Enquanto saboreavam os sorvetes, Lucas começou a contar histórias engraçadas de sua infância, provocando risadas em Isabela. Aqueles momentos leves eram exatamente o que ela precisava, uma lembrança de que, apesar de tudo, eles ainda eram capazes de se divertir juntos. — Você sempre foi o palhaço da turma, não foi? — Isabela comentou, com um sorriso malicioso. — Era mais fácil fazer as pessoas rirem do que encarar meus medos — ele admitiu, um pouco sério. As palavras de Lucas a atingiram como um eco. Ela conhecia bem essa luta interna. O medo, a insegurança… eram sentimentos que ela também carregava. E, ao mesmo tempo que se divertia, sentia uma necessidade de abordar esses sentimentos mais profundos. — O que você realmente espera dessa viagem? — ela perguntou, com um tom de curiosidade. Lucas a olhou nos olhos, e ela viu ali uma mistura de determinação e vulnerabilidade. — Eu espero que possamos nos reconectar, e que eu possa mostrar a você que sou diferente. Que estou aqui para ficar e para fazer as coisas certo dessa vez. As palavras dele penetraram fundo. Isabela queria acreditar, mas a incerteza ainda estava presente. — E se as coisas não derem certo? — perguntou ela, sua voz baixa, mas cheia de sinceridade. — Então vamos lidar com isso juntos — Lucas respondeu, sem hesitar. — Eu não quero que você se sinta pressionada. Podemos ir devagar, mas preciso que você saiba que estou aqui. A sinceridade dele a fez sentir uma onda de conforto, mas também um frio na barriga. O que exatamente isso significava para eles? Era um novo começo ou apenas um prolongamento de um ciclo que poderia se repetir? Enquanto caminhavam, Isabela percebeu que, independentemente do que acontecesse, a viagem seria um marco importante em sua vida. Estava disposta a explorar não apenas a nova cidade, mas também seus sentimentos. Capítulo 8: Novos Horizontes Depois de explorar o vilarejo, eles decidiram se dirigir a um pequeno lago nas proximidades, onde planejavam fazer um piquenique. A vista era deslumbrante, com a água cristalina refletindo as cores do pôr do sol. Isabela e Lucas se acomodaram em uma toalha xadrez que trouxeram, cercados por um cenário de paz e beleza. Enquanto desfrutavam de sanduíches e frutas, Isabela observou Lucas. Ele parecia mais relaxado ali, longe da pressão da cidade. Ela se lembrou das inseguranças dele e do que havia falado no lago na cidade. Era como se aquele lugar tivesse lhe dado novas perspectivas. — O que você acha que vai acontecer quando voltarmos? — Isabela perguntou, quebrando o silêncio entre eles. Lucas pensou por um momento, olhando para o lago antes de responder. — Sinceramente? Espero que possamos continuar de onde paramos, mas sem o peso do passado. Quero ter a chance de construir algo novo. Ela mordeu a fruta, pensando nas palavras dele. O desejo de criar algo novo era forte, mas a sombra do passado sempre parecia rondar. — E se a pressão for muito grande? — perguntou Isabela, ainda com uma pitada de medo. — Então vamos falar sobre isso. A comunicação é fundamental. Não quero que você sinta que precisa carregar isso sozinha — ele respondeu, os olhos dele cheios de intenção. Aquelas palavras a acalmaram. Era verdade que, em um relacionamento, a comunicação poderia fazer toda a diferença. Ela decidiu que, independentemente do que viesse a seguir, não iria se calar. — Ok, se você realmente quer tentar, eu também quero. Mas precisamos ser honestos sobre o que estamos sentindo, mesmo que isso signifique falar sobre coisas difíceis — Isabela disse, com determinação. Lucas sorriu, uma expressão de alívio e esperança. — Combinado! Agora, vamos fazer o nosso piquenique e curtir o momento. Podemos deixar os pensamentos complicados para depois. E assim eles fizeram. Sentaram-se à beira do lago, desfrutando do que a natureza tinha a oferecer. Riram, conversaram e até se permitiram momentos de silêncio confortável, enquanto o sol se punha lentamente no horizonte. O dia terminou com um calor acolhedor e a sensação de que, apesar dos medos e incertezas, algo especial estava florescendo entre eles. Isabela olhou para Lucas e percebeu que, independentemente do que acontecesse no futuro, havia algo inegavelmente bonito em reconstruir um relacionamento que nunca realmente morreu.
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