“Às vezes, o reencontro não é sobre m***r a saudade, é sobre descobrir o que ainda dói.” O Azure parecia o mesmo, mas não era. Talvez porque eu não era mais. Fazia semanas desde que eu tinha voltado da fazenda. Semanas desde que eu tinha conseguido, pela primeira vez, respirar sem sentir que o ar pesava dentro do peito. E mesmo assim eu voltei ali. Sozinha. O terraço estava quase vazio. Algumas mesas ocupadas mais ao fundo, um casal rindo baixo perto da varanda, e o som distante da cidade começando a acender suas luzes. O entardecer caía devagar, exatamente como antes. Sempre igual, e ainda assim completamente diferente. Caminhei até a beira e apoiei as mãos no muro baixo. O vento bateu leve no meu rosto. Por um segundo eu fechei os olhos tudo voltou. A barraca improvisada, a risada, o

