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Ana narrando Saí do hospital com a sensação de que meu corpo ainda não era totalmente meu. Cada movimento doía. Cada passo precisava de ajuda. Mesmo assim… estar saindo dali já parecia uma vitória enorme. Miguel praticamente não deixou ninguém tocar em mim. Ele mesmo me ajudou a levantar da cadeira de rodas. Com cuidado. Com uma delicadeza que pouca gente imaginaria que ele era capaz de ter. — Calma… devagar. A voz dele estava baixa. Séria. Ele segurava minha cintura enquanto me ajudava a entrar no carro. — Consegue? Eu fiz uma careta. — Acho que sim… Ele me acomodou no banco com todo cuidado. Arrumou o cinto. Depois colocou uma almofada nas minhas pernas. — Assim? Eu sorri. — Você está parecendo uma enfermeira. Ele fez uma cara feia. — Não enche. Mas mesmo assim aj

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