Prólogo
⚠️ Aviso de Conteúdo ⚠️
Este livro é um romance de ficção com temática de máfia e contém cenas de violência, crueldade, tortura, sexo explícito e personagens moralmente questionáveis.
Fernan não é um herói. Ele é um homem c***l, sádico e implacável com seus inimigos. Algumas de suas atitudes podem causar desconforto em determinados leitores.
Além da violência presente na trama, a obra contém diversas cenas de sexo explícito, descritas de forma aberta e destinadas ao público adulto.
Apesar do ambiente sombrio da história, esta obra não contém cenas de estupro ou violência s****l. Como em todos os meus livros, esse não é um elemento presente na trama.
Se você procura protagonistas gentis, romances leves ou histórias com temas mais suaves, esta obra talvez não seja para você.
Leia com consciência dos temas abordados e aproveite a jornada de ficção proposta pela autora.
Caso tenha dúvidas sobre o conteúdo da obra, fique à vontade para perguntar nos comentários. Terei prazer em responder.
🖤 Leitura recomendada para maiores de 18 anos.
Evangeline
O silêncio da capela particular da fazenda era pesado, quebrado apenas pelo estalo da cera derretendo das velas e pelo sussurro apressado das minhas orações. Eu estava de joelhos, com a testa colada no chão de madeira fria, os dedos apertando o terço com tanta força que as contas de plástico marcavam minha pele. Eu pedia perdão. Implorava por purificação. Porque, mesmo ali, diante do altar, a imagem dele não saía da minha mente, a imagem da sua boca, das suas mãos autoritárias e da forma como ele me olhava, como se eu fosse sua propriedade privada.
Até que o som ecoou.
Passos lentos. Firmes. O couro pesado das botas dele contra a madeira velha da capela. Eu não precisei abrir os olhos para saber quem era. O cheiro inconfundível de fumo, uísque caro e a aura de perigo que ele carregava inundou o ambiente sagrado, sufocando o aroma de incenso. O ar ficou denso, carregado de uma eletricidade quase palpável.
A presença dele atrás de mim fez cada pelo do meu corpo arrepiar. O calor que ele exalava era um convite direto ao pecado.
— Acha que Deus irá te salvar de mim, ovelhinha? — A voz de Fernan ecoou, um sussurro grave, rouco e carregado de um deboche sombrio que vibrou na minha nuca.
Meu coração saltou na boca. Abri os olhos, o pânico e um desejo visceral colidindo dentro do meu peito como uma tempestade incontrolável. Virei a cabeça devagar, encontrando aqueles olhos negros que pareceram zombar da minha devoção e da minha tentativa patética de buscar refúgio no divino.
— Padrinho? — Minha voz saiu trêmula, um fio de som desesperado. — Por que você está aqui novamente no meio da noite?
Ele não respondeu com palavras.
Fernan avançou como um predador encurralando a presa. Em um movimento rápido e bruto, ele me puxou pelo quadril, arrancando-me do chão com uma facilidade humilhante. Minhas costas colaram contra o peito rígido dele, enquanto uma de suas mãos grandes e tatuadas envolveu meu pescoço, pressionando levemente a pele, não para sufocar, mas para me imobilizar e me submeter à sua vontade.
— Você sabe muito bem o porquê, Evangeline — ele rosnou contra o meu ouvido, os lábios roçando na minha pele sensível, cada hálito quente sendo uma carícia c***l que me fazia arfar.
Antes que eu pudesse formular um pedido de misericórdia, a outra mão dele desceu com pressa, o tecido grosso do meu hábito sendo erguido com violência, sem qualquer delicadeza. A frieza do ar da noite atingiu minhas coxas nuas, mas o choque térmico durou apenas um segundo.
Os dedos compridos e calejados dele subiram pela minha pele interna, possessivos, traçando um caminho sem volta até alcançarem o centro do meu desejo. Ele não usou barreiras, não houve preliminares. Seus dedos deslizaram direto para a minha i********e, encontrando-me completamente entregue, rendida, em carne viva pela expectativa.
Eu estava encharcada. Meu próprio corpo me traía da forma mais escandelosa e profana possível, vertendo um lubrificante espesso e quente que banhava seus dedos antes mesmo que ele fizesse qualquer movimento. A umidade abundante que escorria por entre minhas pernas implorava pelo toque daquele homem c***l que deveria me guiar, mas que preferia me corromper.
Um riso baixo, gutural e vitorioso vibrou no peito dele contra as minhas costas ao sentir como meu c******s estava intumescido, pulsando desesperado por atenção. Ele não apenas tocou; ele invadiu, empurrando dois dedos fundo, esticando minhas paredes apertadas que se contraíram imediatamente ao redor da intrusão. O movimento era forte, em um ritmo lascivo de vai e vem que forçou um gemido agudo, sôfrego e desesperado de mim, um som que ecoou pelas paredes da capela, profanando o altar e ignorando qualquer santidade que restava ali.
— Olha só para isso... — Fernan sussurrou, a voz destilando uma malícia que me deixava tonta, enquanto girava os dedos lá dentro, pressionando meu ponto mais sensível de forma implacável. O som úmido e obsceno de sua mão me tirava os sentidos preenchia o silêncio sagrado. Ele se movia dentro de mim com precisão cirúrgica, bombeando com força crescente, transformando cada uma das minhas preces em delírio e luxúria pura. — Está vendo, minha ovelha? Olha como você me aperta, como se chupa meus dedos. Não negue. Você foi feita para mim, feita para sentir o prazer que só a minha crueldade pode te dar. Você nunca pertenceu a Ele.
Minhas pernas fraquejaram, sustentadas apenas pelo aperto bruto dele em meu quadril, enquanto as ondas de um orgasmo violento e profano começavam a estourar dentro de mim, me fazendo contrair em espasmos famintos ao redor de sua mão. Fechei os olhos, apertando o crucifixo contra o peito enquanto ele ditava o ritmo c***l da minha entrega, sabendo que, a partir daquela noite, o meu único céu seria o inferno que Fernan criava entre as minhas pernas.