Celleney Peny. O olhar esverdeado é tão intenso que parece penetrar a minha alma, os seus cabelos escuros estão levemente desarrumados, e o fumo do charuto sai da sua boca para o ar gelado da madrugada e eu encaro-o paralisada. - Que susto! - eu exclamo levando a minha mão para o meu peito como se isso fosse acalmar a intensidade dos meus batimentos e o seu olhar permanece em mim me fazendo sentir o meu rosto aquecer. Eu não estava fazendo nada demais. Se acalme, Celleney. - Eu… - que susto. - Eu estava apenas caminhando. - eu me explico e ele continua me observando e eu suspiro fundo tentando recuperar a minha postura. - Estava a correr. - ele afirma ainda me observando. - Eu ouvi galopes de cavalo e quis ver quem era, achei que pudesse encontrar alguém que me pudesse responder.

