Perigo à Vista

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***Vanessa*** Eu ainda estou aérea com o que ele falou. Nunca pensei que o meu truque ia se virar contra mim. Assim que peguei a agenda de compromissos dele, imaginei que ficaria como uma espécie de secretária que faz tudo e não como a assistente pessoal. Por isso, marquei um mundo de reuniões e até viagens — meu Deus! Viagens — achando que teria um tempo longe do CEO arrogante que vive tirando a minha paz. Agora eu estou aqui, sentada na garupa da moto dele, sentindo o vento fresco e o perfume intenso dele se misturarem em meu nariz, enquanto controlo a vontade de agarrar na sua cintura e esquecer dos meus problemas. AH! MAS NEM EM SONHO, ACORDA! — A voz da minha consciência falou tão alto que sou capaz de jurar que se alguém estivesse do meu lado, escutaria. Assim que chegamos à cliente, diga-se de passagem, em cima da hora, mas sem atrasar um segundo, o vi tirar o seu capacete e simplesmente estar impecável, enquanto eu parecia ter sido atropelada por uma manada de elefantes. — Preciso ir ao banheiro me ajeitar, estou uma bagunça — disse para o homem que me olhou de cima a baixo. — Não temos mais tempo e você fica linda de qualquer jeito — disse e percebi o seu maxilar travar na mesma hora. Tenho certeza de que ele não queria ter dito aquilo, já que tem que manter a postura de filho traído que vai se vingar da amante do pai — se ele soubesse que não tenho nada com aquele asqueroso... não importa. Não quero nada com ele e nem com a família dele. — Tudo bem, acho que dá para ir — disse ajeitando a minha roupa e ignorando o que ele tinha acabado de falar. Assim que chegamos à recepção, anunciei a nossa chegada e a Kelly veio nos receber pessoalmente. Confesso que achei que ela era mais velha, talvez por causa da voz um pouco grave e arranhada, mas eu estava diante de uma loba sex.y e ousada, que por sinal, gostou bastante do Fernando, pois estava comendo ele com os olhos. — Finalmente conheci o novo CEO da Costa — dá dois beijos em seu rosto enquanto fala. Percebi que o Fernando não esperava essa aproximação tão ín.tima e repentina, mas ele não se deixou abalar e abriu um sorriso. — Não deixaria de conhecer uma das clientes mais importantes da nossa empresa. — Se quiser, pode tomar um café no refeitório, não vou demorar com o seu chefe — diz para mim e sei que, apesar da educação, aquilo não é um pedido. — Ótimo, vou adorar. Se precisarem de mim é só chamar — respondi com um sorriso e me virei para deixa-los a sós. — Espere! — O Fernando disse com aquela voz grossa, enquanto me segurou pelo punho, e apesar de estarmos trabalhando, achei aquilo extremamente eró.tico — Você toma café depois. Preciso que atualize o cadastro da senhora Kelly enquanto a gente conversa e anote as demandas da empresa dela. Eu não era boba e apesar de saber que a Kelly estava desesperada para ficar um minuto à sós com o meu chefe, entendi que se eu o deixasse ia sofrer as consequências da minha desobediência. Eu jamais faria algo para irritar o meu chefe. Eu dava o sangue por aquela empresa e sonhava com o meu nome escrito em dourado em uma daquelas portas. Mas essa era a antiga Vanessa. Eu não me importava mais. — Desculpe, Dr. Costa — chamei-o pelo sobrenome, pois sabia que ele se irritava, acho que é por causa do pai, já que chamamos o Otávio assim também — mas não posso fazer uma desfeita com a nossa cliente — com licença. Eu me afrouxei do seu aperto e vi o olhar raivoso dele em minha direção, mas eu não estava me importando, na verdade, acho que até me diverti. Depois que os dois entraram na sala, aliás, depois que o Fernando foi arrastado para a sala da Kelly, a loba fogosa, decidi pegar uma xícara de café na recepção e esperar por ali mesmo. Quero ver a cara do Fernando assim que ele sair daquela sala. Enquanto apreciava o meu café sem açúcar, começo a olhar as notícias da semana. Um bom advogado tem que estar por dentro de tudo que acontece no país, apesar de que acho que essa carreira acabou para mim. “Eu te mato” Aparece na minha tela essa mensagem. Eu não tenho o número na minha agenda e por isso não vejo a foto, mas não preciso nem ver para saber que é o Fernando. “Você sobrevive. Seja simpático” — respondi e recebi um emoji com os olhos revirados como resposta. Eu não consegui não rir. Acho que se não fossem as circunstâncias, eu ia me dar bem com o meu chefe. Depois de pouco menos de meia hora, o bonitão sai sozinho e agora quem parecia ter sido atropelado por uma manada de elefantes era ele. — Nem uma palavra — ele disse rosnando enquanto saíamos rumo ao estacionamento. Subimos na moto e ele acelerou com toda a força, me obrigando a agarrar na cintura dele. — Seu louco! Vai nos matar — gritei, mas fui completamente ignorada. Eu estava realmente assustada, mas por sorte a nossa aventura durou pouquíssimos minutos, pois paramos em frente a um hotel. — Por que parou aqui? O que pretende? — Perguntei assustada. Será que ele está pensando que podemos repetir a nossa noite de se.xo? — Não. — Hã? — disse confusa. — Eu só quero tomar café e trocar de roupa antes da próxima reunião que é em menos de uma hora. Já mandei um funcionário da minha casa trazer uma camisa limpa para mim — não pense besteiras. Minha cara corada me entregava, pois eu pensei. Com certeza pensei. Entramos no hotel e quando notei o que estava prestes a fazer, falei um pouco acelerada demais. — Eu vou te esperar aqui. Pode se trocar com calma. — Não seja estúp.ida, não somos crianças, além do mais, preciso que você anote algumas coisas para mim. — Mas no quarto? — Você está certa, vou tomar banho aqui mesmo, no saguão do hotel. O que acha? — Bab@ca! — Respondi sem me importar com a altura que a palavra saiu da minha boca. — Ótimo. Prefiro você assim — agora vamos, não temos tempo a perder.
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