Impulso

1407 คำ
***Vanessa*** — Como assim não tem o que ser feito, Rick? E se eu simplesmente for embora? — Perguntei ao meu ex-chefe e também amigo. — Você está amarrada em um contrato desvantajoso, mas esse é o menor dos seus problemas. A questão é que se o Fernando quiser, nunca mais você advoga no Brasil. Todas as portas vão ser fechadas para você e sua vida profissional vai estar acabada. — Eu posso arrumar outro trabalho. Prefiro ser faxineira e ter paz do que viver nesse inferno. — Vanessa, acho que você não entendeu — ele respirou fundo, tentando não demonstrar que também estava abalado com toda essa situação — se você abandonar o trabalho e o Fernando executar o contrato, você vai ter que pagar uma multa tão alta, que nem que você venda esse lindo corpinho, vai ter dinheiro para pagar. — Você quer dizer que, em pleno século XXI eu vou ter que trabalhar obrigada? — Perguntei sem esconder a minha irritação. — Exatamente isso — o Rick respondeu. — E agora, o que eu faço? — Olhei para o Rick com a esperança de que ele possa ter alguma solução. — Eu vou ver o que posso fazer por você, mas vai ser difícil que um dos acionistas tente passar por cima de uma das primeiras decisões do novo CEO, mas garanto que vou tentar algo. Enquanto isso, tente mostrar para o Fernando que você não é quem ele pensa que é. — Ele está com raiva e ferido. O ódio cegou ele e nem que a verdade esteja na frente dele, piscando com luzes de neon ele é capaz de perceber — abaixei a minha cabeça, a deitei na mesa e sussurrei — mas eu vou tentar. Depois de sair da sala do Rick, voltei para o meu setor e logo encontrei a Sabrina. — O Fernando falou que você vai ser a nova assistente dele e que é para você organizar suas coisas e depois está liberada por hoje. Eu assenti com a cabeça e continuei andando, mas ela me parou novamente. — Você é uma boa funcionária, gosto de você, mas acho que deveria ser menos put4 no trabalho. Tudo bem se envolver com o chefe, mas pegar pai e filho? — Sabrina, estou tendo um dia de merda. Não me faça perder a linha com você. Se por acaso está com ciúmes do Fernando, fique tranquila, ele só me quer ao lado dele para me torturar — disse tentando estender uma bandeira de paz entre nós. — O Fernando não é meu — pelo menos não ainda — não acho que você tenha capacidade de disputar homem comigo, só disse isso porque estou achando a sua atitude ridícula. Você deveria se valorizar. Eu estava tão cansada, tão estressada, que não aguentei e explodi: — Ah, não fode, Sabrina! Não era eu que estava chupando ele no elevador ontem. Me erra! — Gritei sem me importar que as pessoas estivessem olhando e depois peguei a minha bolsa e fui embora. Já que eu ia ter que trabalhar obrigada, não ia mais me preocupar em cumprir o meu horário. Por sorte eu seria demitida. Desci até o estacionamento, peguei o meu carro e fui para casa. Durante o percurso, coloquei pra tocar smell like teen spirit no último volume e deixei ela repetindo até chegar em casa, o que confesso ter me acalmado e me feito esquecer um pouco do que aconteceu. Eu precisava relaxar, mas ter uma noite de bebedeira e sex.o casual estava fora de cogitação, por isso resolvi pedir delivery de um monte de comida gostosa. Eu ia me entupir de carboidrato e gordura enquanto revia meus filmes favoritos e depois ia dormir. Uma noite perfeita. Olhei no celular e vi que o tempo para a entrega do meu pedido era de aproximadamente 50 minutos, então decidi tomar um banho relaxante. Eu ainda estava debaixo da água quente e relaxante quando ouvi a campainha tocar e para ter subido até o meu apartamento, com certeza era o delivery. Na minha cabeça, eu não tinha passado de 15 minutos ali, estava tentando me policiar para estar pronta antes do meu pedido chegar, pois costumo buscá-lo na portaria, mas devo ter me perdido na hora. Sem ter muito o que fazer, enrolei o meu cabelo na toalha e vesti o meu roupão, que nitidamente está muito curto e fui correndo até a porta. Porém, quando eu vejo que é o Otávio e não a minha entrega de comida, tento fechar a porta na mesma hora, mas ele me impede ao colocar o pé na porta. — A gente precisa conversar. — Eu não tenho nada para falar com você! Vai embora. Ele não me ouviu e forçou a porta até conseguir entrar. — Que merda, Otávio! Você está ficando louco? Eu vou chamar a polícia se você não sair daqui agora mesmo. — Eu disse que quero conversar. Assim que acabar, prometo que vou embora. Será que posso me sentar? — Não, você não pode — respondi enquanto via ele se sentar. — Eu nunca recebi um não — começou a dizer o óbvio — mas você não pensou duas vezes antes de me rejeitar. — E pelo jeito o senhor ainda não entendeu a minha resposta. — Eu sei que você não me quer, mas sinceramente não me importo. Eu tenho muitas mulheres que inflam o meu ego dizendo que me ama. Eu quero outra coisa de você. — O que o senhor quer então? Eu vejo ele encarar o meu corpo enquanto os seus olhos se escurecem de desejo, o que faz eu me arrepender de ter perguntado. — Eu quero você. Ao menos uma vez. — Desculpa, mas não posso aceitar — disse convicta. — Qual o seu preço? — Eu não estou à venda. — Querida, todo mundo tem um preço. Sei que o meu filho vai acabar com a sua vida profissional, mas eu posso garantir que você tenha o melhor emprego e ainda te dou uma ótima mesada. Sei que sua família é humilde e ter um bom pé de meia não ia ser rui.m, não acha? — Otávio, você está me irritando com essa conversa. Pode sair da minha casa? — Tudo bem — disse enquanto se levantava e ia em minha direção. Eu achei que ele estava indo embora, mas ele era estüpido demais para isso. — Antes de ir eu quero um beijo. Aquelas palavras m.al entraram nos meus ouvidos e já vi o Otávio vindo em minha direção tentando me beijar. — Você está louco? — Respondi irada, mas ele prendeu o meu corpo contra a parede, de forma que eu não conseguia me mexer. — Eu nunca precisei fazer isso, mas não saio daqui sem antes experimentar o seu gosto. Não complique as coisas. Ele conseguiu ficar com uma mão livre e abriu um pouco a parte de cima do meu roupão, quase dando a visão completa dos meus s***s e foi com a mão até o meu rosto, tocando nele com delicadeza. — Você me enfeitiçou e a única forma de me libertar é ver você sentando pra mim. — O que você vai fazer comigo, seu asqueroso? — Perguntei cuspindo nele. Ele então passou a mão pela minha coxa, subindo bem próximo da minha calcinha e parou. — Por enquanto eu quero um beijo e depois você pensa no que quer para eu ter tudo o que tenho direito. Não quero uma ratinha acuada na minha cama. Eu estava com tanto nojo e tanta raiva, que sem pensar nas consequências da minha atitude, dei uma joelhada muito forte na região int.ima dele, assim que percebi que ele ia me beijar. — Que porr.a! Você é louca? — Disse caído no chão e percebi que algo estava estranho porque o volume em sua calça estava muito alto. — Acho que você quebrou meu påu, Vanessa! — Não viaja. Isso foi só um aviso. Nunca mais chega perto de mim. Agora sai da minha casa. — Como eu vou sair se não consigo me mexer? — Ele me respondeu com o semblante assustado e comecei a pensar que ele estava falando sério. — Vou chamar uma ambulância então — falei tentando ajudar. — Cala a boca e pega gelo, vou mandar meu motorista me buscar e me levar em uma clínica particular. Não quero ser motivo pra mais fofoca.
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