No dia seguinte, Liam chega na empresa e começa com a humilhação. Como um sádico, joga no chão os relatórios que Dapnhe ficou horas fazendo e diz para todos ouvirem que eles eram pior que lixo. Que ela era extremamente incompetente. Era possível ver uma certa expressão de alegria em sua face. Dapnhe por sua vez, não se rendeu. Pediu desculpas e abaixou para pegar os relatórios do chão. Liam ficou em pé com Dapnhe aos seu pés. Ela segurava as lágrimas, nunca tinha se sentido tão humilhada. O que aconteceu com aquele Liam que ela havia conhecido?
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A semana passou e as humilhações só aumentavam, mas Dapnhe não se importava, para ela o Liam que ela conhecia morreu. Aquele era só um b****a que trabalhava com ela.
Dapnhe era assistente pessoal de Liam. Ela cuidava de sua agenda 24 horas por dia, incluindo os assuntos pessoais. Tinha que mandar flores para mulheres que ele m*l lembrava o nome. Ele não fazia questão de escrever um cartão, Dapnhe que fazia tudo. Era nítido como ele desprezava as mulheres e só as usava para benefício. Elas eram objetos, itens de decoração que ele mostrava a sociedade, usava e depois jogava fora.
Ao completar dois meses de pura humilhação, Liam que já não aguentava mais olhar para Dapnhe, pois ela reavivava um passado que ele havia enterrado, pediu a seu tio permissão para demiti-la, mas novamente fora negado por ele. Nesse ponto Liam, apesar de não revelar, concordava com seu tio. Nunca havia passado uma assistente tão competente por aquela empresa. Apesar de m*l arrumada e apática, como se não tivesse vida ou personalidade, Dapnhe era importante para a empresa e Carl não iria a dispensar. Claro que o fato dela incomodar Liam divertir Carl, sendo esse mais um motivo para a permanência dela na empresa.