Anu
Acabamos de chegar à tal boate que Elena falou. Tenho que dizer, ela é incrível! E está bem cheia. Ela me puxa para o balcão, estou encantada olhando para a boate e as pessoas. Quando nos sentamos no balcão a minha amiga pede duas doses de vodca para o barman. Que não tira os olhos dela. Assim que ele traz as nossas bebidas ela se vira para mim.
— E aí, Anu? Está gostando? — pergunta, enquanto sorve sua vodca.
— É bem legal… — digo, encolhendo os ombros. Estou me sentindo estranha. Como se eu estivesse fazendo algo errado? Por que será?
— Legal? Por favor, né? Isso aqui é maravilhoso! Sem contar o que tem de gato, dá muito bem você esquecer o Alexandre. — Ela coloca o copo no balcão depois de dar um belo gole.
— Eu não sei… m*l o expulsei e já vou sair para conhecer outro cara? E sem contar que os caras daqui…
— Primeiro, ele mentiu para você, de novo. E ele sempre faz isso, te enrola e começa te controlar como se fosse um objeto dele. Lembra, que ele pediu, não, te proibiu de abrir o seu negócio porque queria que você cuidasse da casa. Como ele falava… — Leva a mão com o dedo para sua boca, para lembrar de algo. — Ah, sim, que você não precisa trabalhar, isso é trabalho do homem. Lembra?
— Você pode estar certa. — Elena me lança um olhar tipo "sério , Anu? ". Ela se vira para chamar o barman gato e pede mais uma dose de vodca, depois vira em minha direção.
— Mas o convenci de abrir a minha cafeteria… — comento, depois de tomar um gole da minha bebida.
— Anu, você precisa de um cara para dar uma sacudida na sua vida, te tratar como você merece, só assim você vai esquecer do Alexandre — Elena acrescenta. Noto que se aproxima um grupo de homens, bom, garotos numa faixa de vinte ou vinte e um anos. A Elena repara que estou olhando na direção do grupo que acabou de chegar e se vira, discretamente, olha para os rapazes. — Só tem gatos. E aquele moreno de olhos claros não para de olhar pra você.
— Que bobagem. — Viro-me para o balcão e bebo a minha vodca que o barman deixou. Sem demora, ele aparece deixando uma taça de bebida vermelha que nunca vi na minha vida. Eu e minha amiga nos entreolhamos, depois volto a olhar para ele. — Eu não pedi isso.
— Foi um presente. Veio daquele grupo de rapazes — explica o barman apontando para o lado direito do balcão. Olho naquela direção e o tal moreno de olhos claros acena e sorri para mim. Levanto minha sobrancelha surpresa com aquela atitude.
Beto
Finalmente chegamos à boate. Depois que o carro do Roberto, o novato, – que acabou de entrar no time – , ter acabado a gasolina. E o Luiz, teve que andar mais ou menos uns cinco quilômetros, ele foi escolhido na sorte do palitinho. Mas, estamos aqui. Agora é só comemorarmos e bebermos todas. O local está bem lotado, m*l dá para ver o balcão de tanta gente dançando na pista de dança. O Rodrigo se aproxima de mim, tocando em meu ombro.
― Isso aqui é demais ― ele comenta, todo deslumbrado. Olho para ele sem entender. Até parece que nunca saiu? Que estranho? Vou deixar pra lá. Chamo todos para irmos até o balcão. Todos concordam e seguimos. Assim que chegamos, sentamos e chamo o barman, quer dizer, estou paquerando uma morena bonita que está acompanhada por uma ruiva. Percebo que essa mesma ruiva está olhando em minha direção, devolvo o olhar, ela muda de direção. E olhando melhor… Reparo que ela é linda, não! É a mulher mais linda que já vi. Escuto alguém me chamar, porém, ignoro e continuo olhando para ela. Até que, sinto uma cutucada no meu braço, que sinto uma dor me fazendo tirar a minha atenção dali.
― O que é, merda! ― questiono.
― Desculpa…. Chamei e você não me ouviu ― explica o Roberto me fitando. ― E também o barman quer saber o que vai querer? ― Olho para frente, e ele está me encarando.
― O que deseja? Tenho mais o que fazer! ― ele diz, brusco. Levanto-me apoiando minhas mãos no balcão. Dou uma olhada rápida para o lado, depois volto olhando para ele.
― Sei que tem muito que fazer, né? ― Sorrio. Que abaixa a cabeça em sinal que ficou sem graça. ― Quero que trag… ― Viro-me e olho para os meus colegas de time, e começo contar quantas pessoas tem e volto olhar para o barman. ― Vou querer seis Budweiser para os meus amigos. Ah… ― Ergo a mão antes de ele sair, que volta a prestar atenção em mim. ― Quero mandar uma bebida para aquela ruiva que está sentada logo ali? Qual bebida você indica? — Pergunto.
— Que tal um Cosmopolitan. Toda garota pede essa bebida. Acho que ela vai gostar — ele diz com suavidade.
— Hmm… Gostei da ideia. Manda esse mesmo. — O barman se afasta e faz o que pedi. Prontamente ele traz as cervejas e noto que ele leva a bebida para ruiva em meu nome, que depois ela olha para mim que aceno para ela. Agora, ela pede um guardanapo para o barman e coloca o seu número de telefone. Bom, sempre vi isso nos filmes, pode dar certo, não? Ele está vindo na minha direção com a bebida que mandei para ela. ― Que merda é essa? ― digo bravo para ele. Que diz que ela pediu para devolver, que não poderia aceitar. Ele deixa a taça no balcão e sai.
― Acho que ela não gostou da sua escolha? ― Um dos caras me zoa e o resto começa a rir de mim. Viro-me e olho para a ruiva. Noto que a morena que estava do seu lado, não está mais. Essa é a minha chance! Vou lá agora, ela não resistirá ao meu charme.
― Oi, gata! Trouxe isso aqui. ― Sento-me ao seu lado, que leva um susto quando me vê.
— Quem é você? Só um momento… Você é cara que me mandou essa bebida?
— Isso mesmo. Tenho que dizer que fiquei triste. — Aproximo-me, e ela ergue a mão me fazendo ficar longe. Droga! Acho que passei do ponto. Calma, Beto. Vai devagar. — Desculpe, mas você é muito linda. Não pude resistir.
— Mas se controle. Não dei essa liberdade, aliás, nem te conheço? — ela diz, séria, olhando nos meus olhos.
— Deixe-me que eu me apresente, me chamo Beto. — Pego em sua mão e dou um beijo, dou uma olhada rápida e noto que ficou arrepiada. Ela rapidamente puxa sua mão. Dou um sorriso de canto de boca. Isso! Está indo muito bem, Beto! — Qual seu nome? — Pergunto.
— Olha, acho melhor você ir embora… Nem deveria ter vindo aqui… — Se vira e olha para os lados, como se estivesse procurando alguém.
— É só uma bebida. Não vou te morder, a não ser que você queira. — Dou um sorriso malicioso e ela desvia o olhar.
— Agradeço, mas não vou aceitar. Na verdade, vou embora. — Ela se levanta, ajeitando a bolsa e sai. Pego no seu braço e olho nos seus olhos. Fico encantado. Olhando ela de perto, noto o quão linda ela é. Sua respiração está bem ofegante. Aproximo-me um pouco e ela não dá nenhum sinal me pedindo para parar, continuo e sem pensar em mais nada, a beijo. Com as mãos no peito tentando sair, mas acaba cedendo e continuo beijando-a, esses lábios quentes e molhados. E de repente ela consegue e me empurra, afastando-me, quando ia falar algo, ela dá um tapa no meu rosto.
— Seu descarado! — a ruiva protesta, limpando o meu beijo com as costas da mão. — Seu i****a! Não encosta em mim de novo!
— Bem que gostou — digo, sorrindo. Mas estou com a mão no meu rosto. Sinto arder pelo tapa. Nesse momento a morena que estava com ela volta, nos olha sem entender o que está acontecendo. Puxa a amiga para explicar e depois elas saem. — ADOREI O BEIJO, QUERO MAIS. — Grito, ela olha para trás e depois volta olhar para frente. Encosto-me no balcão com o braço sobre ele. Depois pego a taça da bebida que era pra ela e dou um gole. A ruiva, amei seu beijo, preciso… Quer dizer, necessito mais. Hoje você me rejeitou, porém, isso não fará com que eu desista de você. Eu vou levá-la para cama. Sou paciente.