Capítulo 3

1120 Words
Manu narrando:  Ontem meu pai me impôs várias regras que devo cumprir ao pé da letra para minha segurança, como vezes acho que é exagero dele, mas ele tem seus motivos, e eu não quero ele surtando, e quero ter liberdade pra ir para onde eu quiser, porém, ele disse que para todas as pessoas que eu conhecer para um do morro, eu moro em um apartamento em Copacabana , e nunca dizer que sou filha dele para quem não ria, e nunca, por motivo algum, ir em outra favela, porque são muito perigosos, e eu prometi a ele, caso contrário hoje eu pegaria o primeiro voo para Portugal. [...]  Acordei cedo e disposta, esse clima do Rio me agrada muito, minha mãe ficou de me levar na faculdade para que eu pudesse fazer o vestibular, então me ajeitei e fui fazer a bendita prova. Minha mãe pediu para que eu ligasse para ela quando a prova acabasse que ela viria me buscar. Me encaminhei para a recepção e estava tudo certo, apresentei minha documentação e entrei para a sala, que já tinha algumas pessoas presentes.  Larissa Narrando: Hoje era o dia da bendita prova e eu acordei, atrasada sair catando as coisas, porque que pariu, eu sou muito desorganizada, mas a make e o look não pode faltar. Cheguei na faculdade às pressas, apresentei minha documentação e fui direto para a sala, me sentei e peguei minha pochete, e pro meu azar não tinha uma caneta azul ou preta. - Cara, é muito azar.   #: Está tudo bem?  - Esqueci a caneta.  #: Tenho um extra, pega aí. Uma moça muito simpática me deu a caneta com um sorriso.  - Obrigado, não daria tempo ir comprar outro lá para a! #: Por nada!  Estendi minha mão pra ela.  - Prazer meu nome é Larissa!  Ela apertou minha mão...  #: Prazer o meu é Manuelly.  Sorrimos uma para outra e a aplicadora da prova entrou na sala. [...]  Ela saiu da sala e eu sair logo atrás dela.  - Manuelly?  Chamei ela, e ela virou para mim...  - Sua caneta! Obrigado, Obrigado. Não por isso, boa sorte na prova! - Pra você também!  Obrigado! Bom eu preciso ir, vou ligar pra minha mãe pra ela vim me buscar. - Eu te levo menina! Onde você mora?  Manu: Em Copacabana.  - Te deixo lá se quiser, estou indo pro shopping comer e comprar.  Compras? Sim, sim! Quer ir? Eu vou sozinho mesmo, depois te deixar em casa, estou de carro! Manu: Então está bem.  Ela ligou pra mãe e avisou que iria ao shopping e partimos para o rolê.   [...]  Conversas sobre tantas coisas, e na verdade parecia que a gente se conhecia há anos, ela me contorno que sempre amorosa em Portugal, que tinha chegado ontem, foi ontem tantos assuntos, marcamos até de dia ir para Portugal juntas, ela é muito legal, pelo jeito é bem refinado, mas tem uma simplicidade incrível, acho que o fato de eu morar em morro não vai ser um problema , eu ainda não toquei nesse assunto, acho que é um cedo pouco, mas acho que será boas amigas. Deixei-a no condomínio que ela mora e voltei pro morro quase 18:00 horas da tarde. Manu narrando:  A Larissa é ótima, eu nunca sorriu tanto como sorrir na companhia dela, na verdade eu nunca tive muitas amizades, mas com ela, parece que eu conheço ela a uma vida inteira, mas segui as ordens do meu pai, falei que morava em Copacabana e foi lá que ela me deixou, no condomínio que nós temos um apartamento e de lá euliguei para mim buscar , apesar que eu acho ela super inofensiva, parece ser uma boa pessoa, mas é melhor seguir as regras que o meu pai me passou. Alguns minutos depois da minha mãe chegou, eu entrei no carro e seguimos para o morro. Paola: Se divertiu?   - Muito mãe.   Paola: Eu fico feliz que tenha feito amizade com uma moça de bem, e que possivelmente estudará com você.   - Eu também mãe! O que meu pai falou a respeito do meu sumiço?  Paola: Falei que não estava comprando com um colega do vestibular. - Ele não surtou?  Paola: Eu disse que você precisava de amizades, e que essa menina possivelmente séria sua colega de turma e isso já era um bom começo para você e aí ele parou de encher linguiça.  - O que seria de mim sem ti?  Paola: Nada, nada, nada!  2 meses depois...  Nesse período eu me encontrei com a Larissa várias vezes, eu já tinha levado ela lá no apartamento em Copacabana, para conhecer minha mãe, e elas super se gostaram, e nós estamos muito ligadas, inclusive, ela me fez o convite para ir em um churrasco na casa dela,  que é no Complexo do Alemão, na minha mente veio a regra do meu pai sobre não ir em nenhuma favela, mas eu queria muito ir conhecer a família dela, eu não quero enganar meus pais,  mas eu não vou mentir em tudo, eu só vou mentir sobre a localidade que a Lari mora, então fechei com ela de ir no sábado pra casa dela e voltar no domingo, foi uma guerra mundial para o meu pai deixar eu ir, mas com a ajuda da minha mãe eu conseguir.  Sábado pela manhã:  Whats:  Best : Morena da minha vida, estou indo te buscar!  Eu: Estou prontinha a sua espera minha loira!  Best: Marca 30 que chego aí.  Eu: ❤  Whats off...  Minha mãe já tinha me trazido para o condomínio e estava comigo esperando a Lari chegar.  Paola: Manuelly, pelo amor de Deus, amanhã 19:00 horas você esteja em casa, pelo amor de Deus. Foi uma luta pro teu pai deixar tu ir pra casa da Larissa, você não me apronta não viu.  - Relaxa mãe!  Depois de um tempo a Lari chegou e eu desci muito animada, afinal, tudo isso pra mim era muito novo. Acenei para minha mãe antes de entra no carro e partimos, rumo ao Complexo do Alemão.   Lary: Amiga, eu preciso te falar algo!  - Fala, amiga!  Lary: Sobre minha família, eu não quero que se assuste, mas meu irmão é envolvido com o tráfico, e você vai ver muita gente armada na minha casa, mas somos pessoas boas, mas...  - Eu entendo e também preciso te falar algo...  Lary: Fala!  - Minha família também é envolvida com o tráfico, por isso vivi toda minha vida longe do Brasil, para minha proteção, e eu sou proibida de falar sobre isso pelo meu pai, ele não me permite falar sobre isso...  Lary: Então não vamos falar, será nosso segredo!  - Isso, nosso segredo.   E seguimos nosso caminho. 
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