Capítulo 8 Lorde

1135 Palabras
Por causa do baile, o dia foi agitado. Muita correria, ligando o tempo todo para DJ, bebidas e drogas. Eram 17:30hs quando finalmente consegui deixar tudo pronto. Os vapores correndo para cada lado para deixar a quadra bem arrumada e pronta pro baile. — p***a, parceiro, tô cansado pra c****e. Bora pra casa descansar? — Falo para o sombra, que está entrando na minha sala. — Partiu, também tô podre. Só quero dormir pra poder chegar inteiro no baile hoje. O pai quer várias novinhas sentando pra mim. A gente fala rindo, cada um subindo na moto e dando partida. Chego em casa, jogo as coisas de qualquer jeito e subo pra dormir. Deixo o banho pra depois, porque, p***a… tô cansado pra c****e, mesmo. Acordo assustado, com batidas na porta. Com uma baita canseira, abro a porta e já vejo minha irmã pronta. Está linda, por sinal. — Desistiu de ir pro baile? — Ela pergunta. — Tá de caô? — Falo um pouco perdido, encarando ela. — Não, tô perguntando sério, já são 22:00hs e você nem tomou banho. — p**a que pariu! Perdi a hora, conta até dez, que eu já desço. Corro pro banho, faço a barba, visto uma beca da Armani, coloco uma calça e blusa preta, um Balenciaga nos pés, minhas correntes, relógio, a arma na cintura não pode faltar e passo um perfume. Olho no espelho, o pai tá lindão. Desço as escadas e minha irmã está lá com cara de tédio. Saio de casa com estilo, a noite está prometendo. Entro no carro, um possante turbinado, o som no talo. Fazia tempo que eu não via minha irmã tão animada. Assim que chegamos na quadra, parei na minha vaga preferencial. Olho para minha irmã. — Só não vai passar vexame, senão eu mando te trazerem para casa, hein. — Aviso novamente. — Ei, relaxa, confia em mim, prometo me comportar. — Ela diz com um sorrisinho no canto da boca. Entramos no baile e a atmosfera está eletrizante. As luzes piscam no ritmo da música, a pista de dança está repleta de gente dançando. Minha irmã se solta, curtindo o momento. — Vai na moral, tá tudo tranquilo. — ela me diz, notando minha expressão cautelosa. Observo de longe, confiando que ela se divirta. Os manos da quebrada cumprimentam, a energia da festa contagiante. Enquanto isso, minha irmã dança como se não houvesse amanhã. A noite avança e percebo que ela está mantendo a palavra. Sorrio, relaxando e aproveitando a festa ao lado dela. Subo para o camarote, mas deixo três caras aqui embaixo com ela. Assim que chego, Larissa e Talita vêm correndo para me cumprimentar, deslizando as mãos pelos meus braços. — Oi, amorzinho, você demorou! Achei que não viria mais. — Diz Larissa com uma voz irritante. — Amor de cu é rola, para de me chamar de amor que eu não sou seu amor. Antes que ela fale mais alguma coisa, deixo elas lá plantadas, vou para o meu canto e uma ruivinha gostosa para caramba vem perto de mim, começando a dançar na minha frente. Ela passa a mão pelo próprio corpo, com cara de safada, mordendo o beiço. A música está pulsante e eu sigo o ritmo com a ruivinha. Entre olhares intensos e movimentos provocativos, a energia da noite esquenta. O clima no camarote é de luxúria, risos e drinks. No entanto, lá embaixo, percebi minha irmã curtindo a vibe com os vapores que deixei. Minha atenção volta para a ruivinha e a dança se intensifica, criando um jogo de sedução. Quando volto meu olhar para ela, a mesma vem sentando no meu colo e rebolando. Ela coloca a mão no meu pescoço e quando ela vai me beijar, vejo todos os vapores e donos de morro olhando para baixo. Por um momento, sinto um bagulho r**m. Levanto sem me importar com a ruiva que está no meu colo e vejo que a mesma cai no chão, mas eu vou para a grade. Quando eu olho para baixo, paralisei. Maitê está linda! Toda patty. Mas linda. Certeza que é a mulher mais linda que tinha no baile, tanto é que todos provavelmente estavam pensando a mesma coisa. Ela estava com um conjunto todo preto, a saia colava perfeitamente no seu corpo e o cropped deixava marcado seus lindos s***s, que não eram nem tão grandes, mas nem tão pequenos. Estava de salto alto, cabelo ondulado. Diferente das meninas do morro, sua maquiagem era neutra, com um delineado perfeito. Pelo menos era o que parecia. Um batom vermelho, marcando seus lábios perfeitos. Por um momento, nossos olhos se encontram, mas em questão de segundos, a mesma revira os olhos e começa a dançar. Perplexo, observo Maitê dominar a pista de dança com sua presença magnética. A música embala seus movimentos e cada passo parece coreografado. Ela irradia confiança, enquanto os olhares seguem cada movimento seu. O clima ao redor fica tenso e percebo que sua presença desperta uma mistura de admiração e inveja. Entre murmúrios e cochichos, é evidente que Maitê é o centro das atenções. Algum tempo depois, ela finalmente aceita subir para o camarote e segue o Fumaça como uma sombra. Querendo ou não, percebo como ela olha para todos os lados, como se estivesse procurando alguém. Isso é estranho para caramba, mas deixo isso quieto quando vejo minha irmã subir também. Levo uma bebida para minha irmã, que está perto da diaba e acabo conseguindo ouvir a conversa dela com o Fumaça. A mina parece ser f**a, estava incentivando o seu segurança a ficar com uma garota que viu que ele estava de olho. Enquanto ele sai, já fico em alerta, pois mesmo que pareça que o King não se importa com ela como se importa com as outras filhas, eu fico de olho para que nada aconteça. — Você está estranho. — Diz a Bubu, quebrando o silêncio. — Tô nada, pô. Tô tranquilo. — Eu também acho, será que alguém conseguiu quebrar a barreira do seu coração? — Pergunta o Sombra, surgindo do nada. — Para de loucura, com o pai é só pente e rala. — Quando falo isso, vejo ela revirar os olhos. Vou para o outro canto com o Sombra, mas sempre mantendo o foco na diaba e na minha irmã. A mesma ruiva de agora pouco vem passando a mão em mim novamente. — Olha como você me deixou suja. — Diz com uma voz parecendo magoada. — E, oh la, Sombra… agora p*** fica ressentida? — Começamos a rir da cara dela e ela sai toda brava. Vejo de longe quando a Bubu puxa assunto com Maitê e as risadas delas mostram que estão se dando bem. Ouço quando ela pergunta onde é o banheiro e segue em direção ao mesmo.
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