― O quê? ― Perguntei, voltando-me para ela. ― É um assassino, tal como nos anteriores da lista. ― Como pode ter tanta certeza? ― Perguntei, tentando disfarçar as minhas próprias emoções. ― Pedi fotos do cadáver ao chefe da polícia e parecia exatamente um afogamento, à exceção… da cor dele. ― Não percebi. ― Devolvi, esperando mais detalhes. ― Se tivesse sofrido algum tipo de ataque cardíaco, cãibra ou ataque de um animal, estaria tudo refletido nas fotos do seu cadáver e não tinha nada. ― E isso significa o quê? ― Que o afogaram noutro lugar e depois o arrastaram até ali. Aliás, atrever-me-ia a afirmar que foi numa piscina ou numa banheira. ― Então tinha razão, há um caça espiões ― comentei. ― Caça espiões? De onde tirou essa expressão? Caça suspeitos a espiões seria mais correto.

