Momentos com os amigos

1116 Palavras
Depois da noite intensa de reconciliação, Kelly e Otávio acordaram abraçados, envoltos por um silêncio calmo e cheio de significado. O sol filtrava pela cortina, banhando o quarto com uma luz suave, e os sorrisos nos rostos dos dois eram leves, verdadeiros, cheios de uma paz que há dias não sentiam. Otávio deslizou os dedos pela cintura de Kelly, que ainda de olhos fechados sorriu e sussurrou: — Bom dia, meu amor... — Bom dia, minha vida... — ele respondeu, beijando o ombro dela com carinho. Eles ficaram mais alguns minutos juntos, sentindo o calor um do outro, trocando beijos preguiçosos e carinhos lentos. Era como se a felicidade tivesse voltado a reinar entre eles, como se cada gesto de amor daquela manhã confirmasse que o pior havia passado. Pouco depois, se levantaram e se prepararam para mais um dia na faculdade. No caminho, os sorrisos se mantinham, as mãos permaneciam entrelaçadas, os olhares eram cúmplices. Quem visse de fora, veria dois jovens intensamente apaixonados e, mais que isso, profundamente conectados. Ao chegarem no campus, foram recebidos com empolgação pelos amigos. Renata, Luísa, Isadora e Carla correram até eles com abraços e gritinhos contidos. — Olha esse casal! Agora sim, tá com cara de final feliz! — disse Renata, apertando a mão de Kelly com carinho. — Estava na cara que vocês iam se acertar — comentou Luísa, piscando para Otávio. João, Caio e Leandro chegaram logo em seguida, e o clima ficou ainda mais animado. — A vibe hoje tá diferente, hein? Tá até dando gosto de ver — falou João, com um sorriso satisfeito. — E a Kelly tá rindo de verdade, finalmente — disse Caio. — Isso é vitória, meu irmão! Otávio abraçou Kelly de lado e sorriu para os amigos. Todos começaram a conversar, brincar, trocar piadas sobre professores, trabalhos e situações do dia a dia da faculdade. O clima era leve, como se tudo tivesse voltado ao seu devido lugar. Mas de longe, Rafael observava tudo, os olhos apertados, a expressão amarga. O sangue fervia ao ver Kelly sorrindo daquele jeito para Otávio. Era como se ela tivesse voltado completamente para ele — e isso era o que mais o deixava fora de si. A raiva silenciosa se acumulava no fundo de seus olhos, mas ele não podia fazer nada. Ela não o via mais. Era como se ele sequer existisse. No meio da conversa, Leandro lançou uma ideia: — Galera... que tal a gente pegar um cinema mais tarde? Acho que vai ser legal. A gente vai no shopping, vê um filme, dá uma volta, come alguma coisa... Otávio logo respondeu, animado: — Vai ser ótimo mesmo. Tem um filme novo de terror que lançou, e eu tava doido pra levar a Kelly. Vai ser perfeito. Kelly sorriu e assentiu, entrelaçando os dedos com os dele. — Eu topo. Mas só se você segurar minha mão o filme inteiro, hein? Todos riram, e Renata falou: — Então é isso! Fechou. Mais tarde a gente se encontra lá. — Bora! — disseram Isadora e Carla, empolgadas. — Finalmente um rolê com a galera toda junta de novo — comentou Caio. E assim ficou combinado. Mais tarde, o grupo seguiria junto para uma noite divertida, cheia de leveza, sorrisos e a certeza de que, apesar dos dias difíceis, o amor — verdadeiro, maduro e renovado — estava mais forte do que nunca. À noite, todos se encontraram no shopping, bem na entrada do cinema. Otávio chegou de mãos dadas com Kelly, e logo encontraram Renata, Luísa, Isadora e Carla, já todas animadas e fofocando na porta. — Até que enfim vocês chegaram! — brincou Carla, puxando Kelly para um abraço. — Adivinha quem se atrasou porque ficou escolhendo roupa? — provocou Otávio, rindo. — Mentira! Eu estava esperando ele tomar banho pela terceira vez — Kelly rebateu, rindo também. Logo depois, João, Caio e Leandro chegaram com os ingressos em mãos. — Tá tudo certo. Sala 5, filme de terror confirmado! — disse Leandro, levantando os bilhetes como se fossem ingressos de show. — Quero só ver quem vai gritar primeiro — comentou Isadora, olhando diretamente para Otávio. — Ah, isso é fácil. É o Otávio, certeza — disse João, já entrando na zoeira. — Cês tão achando que eu sou frouxo? — Otávio respondeu, indignado de brincadeira. Dentro da sala, o grupo ocupou quase uma fileira inteira. Kelly se aconchegou no ombro de Otávio, que, mesmo tentando parecer corajoso, deu uns pulinhos com os primeiros sustos do filme. Os amigos não perdoavam. Toda vez que alguém pulava ou gritava, a zoeira era garantida. Quando o filme acabou, todos saíram ainda comentando as cenas. — Mano, aquele bicho saindo do armário! Eu quase joguei minha pipoca em alguém! — Caio dizia, dramatizando o susto. — Eu só ouvi o Otávio dizendo “meu Deus do céu” umas três vezes — riu Renata. — Ah, mas ele segurou firme minha mão, então passou no teste — Kelly falou, dando um beijo rápido na bochecha dele. Eles riram e foram andando até a praça de alimentação, onde encontraram uma mesa grande, bem no canto. Leandro e João já estavam decididos: — Tábua de carne com batata! E uma rodada de chopp. Alguém mais topa? — Todos, né! — disse Luísa. — Já tô sentindo o cheiro só de imaginar. Pouco depois, chegaram as porções enormes, com carne suculenta, batatas crocantes, farofa e molhos. Copos de chopp gelado começaram a circular entre todos. — Aí sim, agora virou o rolê oficial da amizade — comentou Carla, pegando um pedaço da batata direto do prato de Renata, que fingiu brigar. — Meu Deus, como eu tava precisando disso. Um dia leve, com risada e com vocês — disse Kelly, olhando ao redor com um sorriso sincero. Otávio segurou a mão dela embaixo da mesa e a olhou com carinho. — E eu tava precisando ver você feliz de novo. Com seus amigos, com a gente. Assim. Enquanto isso, Rafael passava pelo shopping e, ao longe, viu a mesa animada, risadas, toques, beijos, cumplicidade. Ele apertou os lábios, envenenado por dentro, e seguiu andando sem ser notado. Na mesa, tudo era festa. Caio fazia piada de professor, João imitava o diretor da faculdade, Leandro contava histórias malucas do estágio. Renata gravava vídeos com filtros, Isadora tirava fotos do grupo e Carla já pensava em marcar outro rolê. — Próxima missão: praia no fim de semana! — disse Luísa, animada. — Aí sim! — gritaram todos ao mesmo tempo. E entre garfadas, brindes, piadas e olhares apaixonados, aquela noite foi selada como um novo começo — de amizade, de amor e de muitas memórias felizes por vir.
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