Quando o filme finalmente acabou, a sala ficou mergulhada num silêncio meio pesado, até que Kelly, com aquele sorriso travesso, resolveu quebrar o clima:
— E aí, o que vocês acham da gente jogar esse jogo do tabuleiro? — perguntou, com um olhar de provocação.
Na mesma hora, todos os amigos pularam de seus lugares, em uma só voz:
— Cê tá maluca? Cê não viu o que aconteceu no filme? Eu não tô a fim de morrer, não!
Marco, sempre o brincalhão, deu um passo à frente, posou com orgulho e falou:
— Eu tô no auge da minha lindeza, olha só aqui! — e fez uma pose exagerada que arrancou gargalhadas de todas as meninas.
Carla, sorrindo, concordou animada:
— Realmente, cê tá lindo demais pra morrer agora, meu bem!
Otávio, com um sorriso divertido, virou-se para Kelly e falou:
— Ai, meu Deus, amor, você é demais, você não existe!
E aí, o grupo inteiro caiu na risada, aliviando a tensão do momento, como se aquele clima de medo tivesse sido varrido pela alegria e pelo carinho que eles compartilhavam.
Então Isadora se levantou animada, pegou o controle e falou:
— Bom, gente... bora pro novo filme!
Ela navegou na lista e deu play em Verdade ou Desafio. Assim que começou, o clima tenso voltou na mesma hora. A sala, que antes estava cheia de risadas, agora ficou mais contida, com olhos atentos na tela.
— Caraca, esse jogo não é de Deus! — disse Caio, se encolhendo no sofá.
— Como é que eles ainda têm coragem de jogar isso? — completou Marcos.
— Que isso, isso não existe... — comentou Leandro, já abraçando a almofada como escudo.
Cada cena intensa, cada morte que aparecia, deixava todos com os olhos arregalados e a respiração presa. Até que, no meio do filme, bem na hora de uma cena tensa, Isadora pausou tudo.
— Gente, calma aí... — disse ela, se virando com um sorrisinho maroto.
Foi então que Renata, cheia de energia, se virou pro João e lançou:
— Verdade ou Desafio?
Ele arregalou os olhos, deu um passo pra trás fingindo pavor e falou:
— Mulher, não brinca assim! Sai pra lá! Eu hein... — disse, se afastando com as mãos erguidas, fazendo todo mundo gargalhar.
Kelly entrou na brincadeira também, olhando pra Otávio:
— Verdade ou Desafio?
Ele cruzou os braços, sacudiu a cabeça e disse:
— Tá amarrado! Sai pra lá! Eu hein... Mas vai, manda aí... Verdade ou Desafio?
Luísa olhou para Leandro, que já estava se escondendo atrás da almofada:
— Verdade ou Desafio?
— Não! Não! Eu tô em paz com a vida, para com isso! — berrava Leandro, arrancando mais risadas de todos.
As brincadeiras seguiram por alguns minutos, com todos se divertindo e rindo alto, até que Isadora deu play novamente e o filme continuou.
E mais uma vez, o silêncio voltou... olhos colados na tela... e o medo no ar.
Puta que pariu não, cara! — gritou João
— Só não fala desafio, não, c****e! Fala verdade! Que merda.
Pronto! Morreu, desgraçado! Quem mandou escolher desafio?
Aí na hora que a outra menina no filme foi desafiada pra quebrar a mão da outra, eles colocaram a mão na cara.
— p**a que pariu, que dor!
— Deus me livre, disse Luiza.
Na outra cena, o menino foi obrigado a escolher desafio, e ele tinha que mandar o pai implorar pela vida dele.
— Ai não... — disse Renata.
Todos ficaram apreensivos.
— p***a, que merda, hein? O cara não vai implorar... — falou Otávio.
Dito e feito: a polícia matou o menino.
— Poxa... — disse Isadora.
Na cena que a menina teve que dormir com o namorado da outra pra não morrer, todos ficaram agressivos.
Na hora que a menina ficou com a maldição na cara segurando o pescoço dele, Leandro falou para Luiza:
— Gata, se você faz isso comigo, eu sumo! Deus me livre!
Todos gargalharam.
Aí, na hora que ele foi obrigado a falar que quem ele ama é a outra, enquanto a menina sentava nele,
Kelly soltou:
— p***a, que merda, hein?!
Eles continuaram assistindo o filme com a atenção no ar.
Quando chega na parte que a menina tem que cortar a própria língua pra selar a maldição, Otávio falou:
— p***a, que cara mole! Corta logo!
— Até parece que é fácil, né? Imagina a dor! — disse Luiza encolhida.
— Ué, ele que fez merda! — respondeu Otávio.
E todos gargalharam.
E no final do filme, que eles lançam uma maldição pra qualquer um que estivesse assistindo, João falou:
— Desliga! Desliga! Que p***a de maldição o quê!
— Ó, quem vier com papinho de "verdade ou desafio" com essa cara aí, eu vou trancar do lado de fora da casa!
E todos gargalharam.
Kelly falou:
— Não esquece do celular!
João então completou:
— E bora! Todos me entregam os celulares!
E todos gargalharam ainda mais.
O filme começou a fluir, e eles já foram montando a equipe na sala.
Kelly comentou animada:
— p***a, os caras são brabos, na moral!
Luiza concordou:
— p***a, é verdade, igual eles não!
Todo mundo continuava vidrado no filme, até que chegou a cena em que Dominic Toretto abriu os braços e falou, com aquela autoridade:
— Aqui é o Brasil!
Otávio não segurou a empolgação:
— p***a, mandou! Na moral!
E todos começaram a vibrar junto com a cena, gritando e aplaudindo como se estivessem ali.
Quando chegou o final, e eles finalmente conseguiram pegar o cofre, apareceu Hobbs abrindo o cofre e gargalhando alto.
Kelly não resistiu:
— Eu amo essa cena! A cara do Hobbs é demais!
E todos olharam para a tela e começaram a brincar:
— Como assim? Se eu tava aqui, p***a!
E caíram na gargalhada geral.
Na hora de abrir o cofre, e ver aquele punhado de dinheiro, todo mundo ficou assim, meio descrente:
— Porra...
Foi aí que Isadora falou:
— Só um punhadinho. Só um punhadinho, eu não precisava de tudo isso não.
Kelly gargalhou e respondeu:
— Né, amiga? A gente é humilde... Até essa mala que o Dom deixou pro Nick já é demais pra gente! Pode ser só um punhadinho, só um negocinho de nada.
E todo mundo riu ainda mais, curtindo aquele momento leve depois da adrenalina do filme.
Depois daquela cena final, o grupo já queria mais ação. Marcos levantou e disse:
— Galera, bora pro segundo filme, Velozes e Furiosa 6!
A tela mudou, e começou a sequência onde o Dom faz de tudo para resgatar a Letty, arriscando tudo por ela.
Otávio, todo confiante, comentou:
— Eu não faria menos do que isso, meu amor.
Kelly não perdeu a chance de brincar:
— Aaaah, meu Deus, eu tenho o Dominic Toretto versão 2, é?
E a sala explodiu em gargalhadas, enquanto o filme seguia com toda aquela adrenalina e emoção.
No meio do filme, chegou a cena em que o Rob aparece e a assistente dele pergunta:
— “Eles são bons?”
Os caras da turma começaram a analisar
— “Só pelo som do carro que eles ouviram , já dá pra saber do onde era o motor e várias outras coisas."
Otávio completou, todo empolgado:
— “É, os caras são brabos mesmo, na moral.”
E todo mundo ficou ali, vibrando com a cena, já imaginando o que ia rolar na sequência.
Na parte final do filme com o churrasco, a galera estava toda reunida quando o Robs chegou acompanhado da Helena uma loira brasileira linda, e Letty, a morena latina igualmente deslumbrante, ficaram frente a frente. As duas se encaravam e trocavam palavras. Letty, com um sorriso sincero, agradeceu a Helena:
— “Obrigada por ter cuidado do Dom.”
Theje e Roman, de canto, cochicharam juntos:
— “Beleza de saia justa, hein?”
João, imitando o jeito dos dois, falou com Leandro:
— “Beleza de saia justa!”
Renata, entrando na brincadeira, virou para João e disse:
— “É mesmo, seu João?”
E Luiza fez a mesma pergunta para Leandro:
— “Beleza de saia justa, é?”
A galera inteira caiu na gargalhada.
Kelly, entre risadas, avisou:
— “João, Leandro, se eu fosse vocês, ficaria caladinho... Vai se ferrar!”
Todos riram ainda mais.
Otávio, com aquele jeito maroto, disse:
— “É, cara faz que nem eu.”
Kelly logo rebateu:
— “Faz que nem você? Como assim, Otávio? Não te entendi.”
Ele agarrou ela de leve e brincou:
— “Tô zuando, minha ciumenta. Você dá dez a zero nelas.”
E aí os outros simplesmente se acabaram de rir, a zoeira e o clima de amizade durante o filme.