Era madrugada. O silêncio reinava na casa, mas dentro de Otávio, o caos gritava. Ele acordou ofegante, o rosto molhado de suor, o coração batendo descompassado. Sentou-se na cama de um salto e olhou em volta, confuso. Os olhos vasculharam o quarto, e então caiu em si: o guarda-roupa estava vazio. O cheiro dela… sumido. O perfume que ele costumava sentir no travesseiro… desaparecido. Foi quando ele gritou, com a voz carregada de desespero: — NÃO! NÃO! VOCÊS NÃO ERAM PRA TER ENTREGADO AS COISAS DELA! Se levantou e começou a abrir as portas do guarda-roupa com violência, como se esperasse encontrar algo ali. Mas só o vazio o encarava. — AGORA ELA NÃO VAI VOLTAR! ELA NÃO VAI VOLTAR! EU PRECISO DELA! EU PRECISO SENTIR O CHEIRO DELA AQUI! Os gritos ecoaram pela casa. Elisa, Rogério e Helen

