112 - Cazuza-2

659 Palavras

No dia que essa pörra toda vai ser minha. E nesse dia, ninguém mais vai abrir a boca pra me questionar. Terminei de raspar o prato, mesmo sendo Miojo de novo. Empurrei a cadeira pra trás, limpei a boca com a mão e fiquei uns segundos olhando pro nada. A Evelyn já tava recolhendo as coisas na pia, quieta, sem falar mais nada depois do que eu disse. Melhor assim. Peguei a chave da moto e saí de casa sem falar mais nada. O ar da noite tava pesado, aquele cheiro de morro misturado com fritura, maconha e terra molhada. Liguei a moto e desci devagar pelas vielas. Mas eu não tava indo pra boca. Nem pro corre. Eu tava indo pra casa da Tamara. Sempre que a irmã dela tá na casa do Romano, eu colo lá. A casa fica vazia e nós dois ficamos tranquilos, sem ninguém enchendo o saco. E quando isso

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