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Vendidas aos Quatros Dalton

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drama
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Sinopse

Duas irmãs.

Uma dívida.

Quatro homens que ninguém ousa desafiar.

Tiffany e Tuane jamais imaginaram que a própria família seria capaz de entregá-las para pagar uma dívida antiga.

Arrancadas da vida que conheciam e levadas para o território dos irmãos Dalton, elas descobrem que aqueles quatro homens não são apenas ricos, poderosos ou perigosos.

Eles são o tipo de homens que fazem o mundo inteiro abaixar a cabeça.

Ethan. Adrian. Dante. Damon.

Quatro irmãos. Quatro personalidades diferentes. Um único império construído sobre medo, dinheiro e sangue.

Tiffany se recusa a baixar a cabeça.

Marrenta, provocadora e disposta a enfrentar qualquer um para proteger a irmã, ela rapidamente se torna um problema que os Dalton não sabem como controlar.

Tuane, mais sensível e delicada, tenta sobreviver naquele mundo enquanto descobre que nem tudo é exatamente como parece.

Entre ameaças, segredos, provocações e uma convivência que nenhum deles escolheu, sentimentos começam a surgir onde deveriam existir apenas regras.

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O início
Faltavam apenas cinco dias para o meu aniversário de vinte e três anos. Eu deveria estar feliz. Na verdade, eu estava. Só que, naquela época, eu ainda não fazia ideia de que os dias que antecediam o meu aniversário seriam os últimos em que eu poderia dizer que a minha vida me pertencia. Eu era Tiffany. Vinte e dois anos quase completos, cabelos cacheados e volumosos, olhos cor de mel, pele morena e uma personalidade que, segundo meu pai, precisava de "freio". Segundo o bairro, eu tinha marra. Segundo minha irmã, eu simplesmente não levava desaforo para casa. E, sinceramente? Eu concordava com minha irmã. — Tiffany! — Tuane gritou do quarto. — Você vai demorar muito? — Já estou indo! Peguei minha bolsa e desci as escadas. Tuane estava parada perto da porta, segurando uma sacola de compras. Ela tinha vinte e dois anos e era completamente diferente de mim. Também era morena, tinha os cabelos cacheados e um corpo delicado. Mas Tuane era quieta. Muito quieta. Enquanto eu entrava em qualquer lugar como se fosse dona do ambiente, ela preferia ficar no meu lado. Enquanto eu respondia, ela abaixava os olhos. Enquanto eu enfrentava alguém, ela segurava meu braço e murmurava: — Irmã, deixa isso para lá. E talvez fosse exatamente por isso que eu sentia que precisava protegê-la. — Vamos — falei. Ela sorriu. — Você não esqueceu que temos que passar na padaria? — Não. — E depois precisamos comprar algumas coisas para o seu aniversário. Parei na frente dela. — Meu aniversário ainda nem chegou. — Justamente. Quero escolher alguma coisa para você. — Tuane... — O quê? Passei o braço pelos ombros dela. — Você é a melhor irmã do mundo. Ela riu baixinho. — E você é a mais exagerada. — Eu? Jamais. Saímos de casa. Assim que colocamos os pés na rua, os olhares começaram. Eu já estava acostumada. Nosso bairro tinha dessas coisas. Todo mundo conhecia todo mundo. E, principalmente, todo mundo conhecia a filha do homem que fazia parte do clube de motoqueiros. Meu pai não era um homem comum. Ele vivia cercado por motocicletas, homens tatuados, jaquetas de couro e negócios dos quais eu preferia não saber detalhes. Corridas ilegais. Contrabando. Cobranças. Coisas que aconteciam nos bairros e que ninguém comentava em voz alta. Eu e Tuane crescemos no meio daquela realidade. Por isso aprendi cedo que, se alguém mexesse com minha irmã, teria que passar por mim primeiro. — Olha lá... Um grupo de rapazes estava encostado em algumas motos. Um deles assobiou. — Lá vem a Bombom. Ignorei. Continuei andando. — Bombom, olha pra cá! Continuei andando. Tuane apertou meu braço. — Não liga. — Eu não estou ligando. — Está sim. — Estou ignorando. É diferente. Outro rapaz gritou: — Eita, musa da minha vida! Virei lentamente. O grupo ficou em silêncio por um segundo. Cruzei os braços. — Vocês não têm mais nada para fazer? Um deles abriu um sorriso. — Tenho. Ficar olhando para você. — Então olha para o chão. Pelo menos não passa vergonha. Os outros começaram a rir. — Essa é a Bombom! — um deles falou. — Tem marra! — Não é marra — respondi. — É personalidade. Aprendam a diferença. Tuane puxou minha mão. — Vamos, Tiffany. — Estou indo. Quando voltamos a caminhar, ouvi atrás de mim: — Por isso que eu gosto dela! Essa tem personalidade! Revirei os olhos. — Ridículos. Tuane começou a rir. — Você adora provocar. — Eu não provoco ninguém. — Tiffany. — O quê? — Você acabou de parar no meio da rua para discutir com quatro homens. — Eles falaram de você também. Ela ficou quieta. Foi então que percebi. Um dos rapazes tinha comentado sobre ela. — Essa aí também é bonita... Outro respondeu: — É. Mas nunca fala nada. — Parece que nem língua tem. Parei. Tuane imediatamente segurou meu braço. — Não. — Solta. — Tiffany, por favor. Olhei para trás. — Quem falou isso? Os rapazes se entreolharam. Um deles levantou as mãos. — Foi brincadeira. — Então brinca comigo. — Tiffany... — Você tem coragem de falar da minha irmã quando ela está passando, mas agora está com medo de repetir? Ninguém respondeu. Aproximei-me apenas alguns passos. — Minha irmã não precisa falar para ser respeitada. E vocês não têm i********e nenhuma com ela para ficar comentando sobre o jeito dela. Um dos rapazes baixou a cabeça. — Foi m*l. — Ótimo. Voltei para Tuane. Ela estava com os olhos marejados. — Você não precisava fazer isso. — Precisava. — Eu consigo me defender. Segurei o rosto dela delicadamente. — Eu sei. Mas você não precisa fazer tudo sozinha. Ela sorriu. — Eu te amo. — Eu também te amo. Seguimos nosso caminho. Naquele momento, eu ainda acreditava que meu maior problema seria escolher o vestido do meu aniversário. Eu queria uma festa simples. Talvez um bolo. Talvez algumas pessoas. E, no fundo, eu tinha um sonho que nunca contava para ninguém. Eu queria me casar. Não com qualquer homem. Eu queria um homem bonito, alto, inteligente, bem-sucedido. Um médico, talvez. Alguém que olhasse para mim e enxergasse mais do que a garota de personalidade forte que todos chamavam de Bombom. Queria alguém que me escolhesse. Que me amasse. Que respeitasse minha irmã. E que entendesse que, se quisesse entrar na minha vida, Tuane viria junto. Eu ainda não sabia que, dentro de poucos dias, meu pai destruiria aquele sonho com uma única frase. "Vocês vão ganhar maridos." E muito menos imaginava que esses maridos seriam os quatro homens mais temidos daquela região. Os irmãos Dalton. Os quatro homens que comandavam o bairro. Os quatro homens diante dos quais até os mais corajosos pensavam duas vezes antes de desafiar. Mas, naquele dia, eu ainda era apenas Tiffany. A Bombom. A garota que não abaixava a cabeça para ninguém. E eu estava prestes a descobrir que até a personalidade mais forte pode ser colocada à prova.

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