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A Herdeira do CEO

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os opostos se atraem
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Sinopse

Lis nunca quis ser mãe — pelo menos, não agora, não sozinha e, definitivamente, não por engano. O que deveria ser um simples procedimento de inseminação artificial para ajudar outra mulher, torna-se um pesadelo quando ela acorda com um teste de gravidez positivo… e um nome que muda tudo: Dante Lucchesi.

Frio. Racional. Implacável. CEO de um império bilionário, Dante congelou seu sêmen antes de uma vasectomia definitiva — uma garantia de que nunca teria herdeiros. Nunca. Mas um erro médico rompe o contrato com o destino. Agora, uma estranha carrega seu filho.

Lis e Dante jamais deveriam ter se cruzado. Mas quando ele descobre que alguém ousou violar seu desejo mais sagrado, sua reação é devastadora. Ele quer o controle. Quer a criança. Quer Lis fora de qualquer decisão.

Só que ele não contava com a força dela. Com a ternura que desarma sua frieza. Com o caos que Lis e aquela vida em formação trariam ao seu mundo perfeitamente calculado.

O que começa como uma guerra entre duas vontades opostas se transforma em um turbilhão de segredos, promessas quebradas, instintos de proteção… e um desejo incontrolável.

Mas quando tudo estiver prestes a ruir, será o amor suficiente para reconstruir?

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A Vida Interrompida
O som do relógio era a única coisa que preenchia o silêncio opressivo daquela sala. Tic-tac. Tic-tac. Lis apertava o pedaço de papel nas mãos com força suficiente para rasgar. A enfermeira saíra havia minutos, mas ela continuava ali, sentada na poltrona acolchoada, como se o chão tivesse sumido sob seus pés. "Positivo." A palavra ainda pulsava nos seus ouvidos como uma sirene. Ela havia lido o resultado pelo menos dez vezes, mas aquilo não fazia sentido. Não fazia sentido. Não podia fazer sentido. Ela não estava tentando engravidar. Aquela inseminação artificial não era para ela. Era para outra mulher. Ela apenas havia ido à clínica acompanhar uma amiga — ou melhor, uma conhecida — que estava muito nervosa com o procedimento. Mas por um erro de organização, por um caos que ela ainda não conseguia entender, ela foi levada para a sala errada, preenchido papéis errados, sedada, e… feita a inseminação. Ela só soube dias depois, quando começou a se sentir estranha. Primeiro foram os enjoos, depois a sensibilidade, e então, o atraso menstrual. Ela ignorou, achando que o estresse estava lhe pregando peças. Mas agora, ali, com o resultado positivo nas mãos e o mundo rodando ao seu redor, não havia mais como negar. Ela estava grávida. E não fazia ideia de quem era o pai. Ou melhor… sabia que não era dela aquela escolha. — Não pode ser... não pode ser... — sussurrou, em choque, levando as mãos à barriga ainda lisa, onde uma vida começava a se formar. Naquela tarde, voltou à clínica exigindo explicações. Foi atendida com rostos pálidos, olhos assustados e respostas evasivas. A médica responsável, uma mulher de cabelo preso e jaleco impecável, pediu que Lis entrasse numa sala reservada. Sentou-se diante dela com a gravidade de quem carrega um segredo explosivo. — Aconteceu um erro, Lis. Um erro muito grave. Lis sentiu o estômago revirar. — Que tipo de erro? — A amostra… a que foi utilizada no seu procedimento… não era destinada a você. Houve uma troca de prontuários. — Eu nunca autorizei esse procedimento! Eu estava aqui por outra pessoa. Eu não assinei nada! A médica engoliu seco. — Na verdade… você assinou. Mas, sim, havia sedação. O que você assinou não condiz com a verdade do seu prontuário. Alguém cometeu um erro muito grave na triagem. E o doador… Lis se inclinou para frente, a pele fria, o coração aos saltos. — Quem é o doador? A médica hesitou. Abriu um envelope e empurrou um papel timbrado sobre a mesa. Lis reconheceu imediatamente o nome. Dante Lucchesi. As letras pareciam gritar. Lis piscou várias vezes, sem entender. Aquele nome não era estranho. Na verdade, ele vivia estampado em revistas, sites financeiros, matérias sobre os magnatas do país. Dante Lucchesi era o bilionário implacável que comandava um império multinacional de tecnologia e energia. Um homem famoso por dois motivos: seu sucesso nos negócios e seu desprezo por qualquer laço familiar. Ela leu novamente, em voz baixa: — Dante Lucchesi… — Ele congelou material genético anos atrás, antes de realizar uma vasectomia definitiva. O contrato dele com a clínica era rigoroso. A amostra não deveria ser usada — a não ser com autorização judicial. Lis se levantou. — Então por que foi? A médica empalideceu. — Nós não sabemos. Estamos investigando. Mas… o que importa agora é o seu estado, Lis. A gestação está em estágio inicial. Há tempo, se você… — Se eu quiser interromper? — Eu preciso apresentar todas as opções. Ela riu com amargura. — Vocês invadiram meu corpo, me inseminaram sem consentimento, e agora me oferecem “opções”? Vocês não têm ideia do que fizeram. Saiu da clínica sem ouvir mais nada. Caminhou pelas ruas como um fantasma, ignorando os carros, as buzinas, as pessoas. A cidade fervilhava ao seu redor, mas dentro dela só havia silêncio. E medo. Nos dias seguintes, Lis se isolou. Tinha apenas 27 anos, uma carreira estável como revisora editorial, uma vida simples, controlada, limpa. E agora… agora havia uma vida crescendo dentro dela. Uma vida que não pediu. Uma vida que alguém implantou. E uma identidade que pesava toneladas: filha — ou filho — de Dante Lucchesi. Ela vasculhou tudo o que podia sobre ele. Os sites mostravam um homem impiedoso, sem qualquer laço emocional, conhecido por comprar empresas só para destruí-las. Um homem que desprezava relacionamentos duradouros, que deixara claro em entrevistas que “herdeiros são fraquezas emocionais disfarçadas de continuidade.” Ela sabia que não podia contar para ele. Não agora. Talvez nunca. Mas não estava preparada para a ligação que recebeu na semana seguinte. — Lis Pires? — perguntou uma voz fria ao telefone. — Sim. Quem é? — Escritório Lucchesi. O senhor Dante Lucchesi gostaria de encontrá-la. Ela sentiu o corpo inteiro gelar. — Eu… eu não sei do que estão falando. — Ele sabe quem você é. E quer respostas. Lis desligou o telefone sem dizer mais nada. Chorou por horas. Depois vomitou. O medo era uma sombra grudada à sua pele. Mas não adiantava fugir. Porque no dia seguinte, ao sair de casa, encontrou dois seguranças esperando na porta. Um deles entregou um envelope. Dentro, uma carta escrita em fonte serifada: “Você tem algo que me pertence. Tem até amanhã para comparecer ao endereço abaixo. Não gosto de repetir convites.” — Dante. — ela murmurou, a voz tremendo. — Ele sabe. Naquela noite, Lis olhou para o teto por horas. A gravidez começava a mostrar sinais mais intensos: cansaço, náuseas, insônia. Mas o pior era o peso emocional. Ela estava sendo engolida por algo muito maior do que imaginava. No fundo, sabia que, ao cruzar aquela porta no dia seguinte, sua vida mudaria para sempre. Mas não sabia o quanto. Nem que perderia a filha antes mesmo de tê-la nos braços. Lis chegou ao endereço indicado às oito da manhã em ponto. Uma torre espelhada, de cinquenta andares, cortava o céu como uma lâmina de aço. No alto, reluzia o nome Lucchesi Enterprises, imponente como uma sentença. O hall de entrada era silencioso e minimalista, com paredes de mármore branco e iluminação indireta que mais parecia uma galeria de arte do que uma empresa.

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