Onde a Verdade Dói

1111 Palavras

O corredor do hospital parecia mais silencioso do que deveria. O som dos monitores cardíacos, os passos apressados dos enfermeiros e os sussurros abafados entre médicos se tornavam pano de fundo para o turbilhão que se instalava dentro de Lis. Aurora dormia. Pela primeira vez em semanas, Lis pôde observá-la de perto por mais do que minutos roubados entre olhares vigiados. Os cílios longos, a pele pálida demais, os pequenos dedos enfaixados após o acesso venoso… Tudo nela parecia frágil, quebradiço. E, ao mesmo tempo, irredutivelmente forte. Lis não sabia se chorava por finalmente estar ali ou se engolia o choro por medo de desmoronar na frente da filha. Dante estava do outro lado do vidro. As mãos no bolso, o semblante carregado de algo que beirava o arrependimento. Mas ainda era difíc

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