DIEGO NARRANDO Chegar naquela igreja pela primeira vez foi como pisar em outro mundo. A fachada antiga, o piso rachado, as paredes com manchas de mofo e promessas m*l cumpridas. A escadaria de cimento parecia carregar nas pedras o peso de todas as orações que já foram feitas ali — e das que não foram respondidas também. O portão de ferro gemeu quando abri. No banco da frente, uma senhora me olhou e cochichou com outra Xxx — É ele? Xxxx— Deve ser… o pastorzinho novo. O olhar delas não era exatamente de boas-vindas. Era mais como quem vê um médico novo quando o antigo morreu sem salvar ninguém. Respirei fundo, olhei pro teto e pensei: “Deus, não me deixa afundar nesse lugar. Nem nessa gente.” No primeiro culto, tinha pouca gente. Dez, no máximo. Uma mãe com três crianças inquietas

