Lâmia ficou em silêncio pela casa. O cheiro de bebida ainda pairava no ar. Caminhou devagar até os fundos e, ao passar por uma das portas entreabertas, reconheceu que era o quarto do pai. O que viu ali, tirou o ar dos pulmões. Havia roupas femininas jogadas sobre a cama, algumas rasgadas, outras sujas. Vestidos amassados, peças íntimas espalhadas , tinha um cheiro diferente, ela suspeitou que fosse cheiro de s£xo ou esperm@.... A coberta revirada, o travesseiro com manchas de bebida. Ela não sabia de quem eram aquelas roupas. Mas algo dentro dela dizia que era de Cora ou de Penélope? Lembrava-se da voz doce ao telefone. Crescera achando que aquela mulher dele era Penélope. Sempre que falava com o pai, ele dizia que a mulher era jovem, bonita, obediente — perfeita. Mas agora, ali, com o

