Plantas, Plantões e Promessas

1352 Palavras

A vida não desacelerou depois do noivado. Ela mudou de ritmo. Antes, tudo parecia girar em torno de encontros pontuais, viagens intensas, momentos roubados entre agendas cheias. Agora, o cotidiano começou a se impor — e, curiosamente, foi ali que eu percebi o quanto aquilo era real. Não era só paixão. Era construção. Minhas manhãs continuavam começando cedo demais. O despertador tocava antes do sol nascer, e por alguns segundos eu ficava parado, encarando o teto do quarto da mansão, ainda me acostumando com a ideia de que aquele espaço enorme, silencioso e elegante agora também era meu. Manuela ainda dormia ao meu lado, sempre de lado, uma perna jogada sobre a minha, como se mesmo inconsciente precisasse ter certeza de que eu estava ali. Eu evitava acordá-la. Levantava devagar, tomav

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