Nenhuma Brecha

1593 Palavras

Eu fiquei ali parado por alguns segundos depois que a porta do quarto dela se fechou. O clique da fechadura soou mais alto do que deveria naquele corredor escuro. Não era só o barulho de uma porta. Era o som de algo que nunca deveria ter acontecido… e que, ainda assim, tinha acontecido. Passei a mão no rosto devagar, como se pudesse apagar o momento só esfregando a pele. Meu coração ainda estava acelerado, não de desejo, mas de susto. De consciência. De medo. Aquilo tinha sido um erro. Um erro que não podia se repetir. Voltei para a sala em silêncio. Manuela continuava dormindo no sofá, o corpo encolhido, o filme passando sem som na televisão. Ela parecia tão tranquila… tão alheia a tudo que tinha acontecido a poucos metros dali. Foi ali que a culpa bateu de verdade. Eu não subi pro q

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