Vergonha

1080 Palavras

Eu continuei exatamente ali, parado no meio daquele jardim que agora parecia pequeno demais para comportar o estrago que eu tinha acabado de causar. Manuela não me deu espaço para pensar. Ela segurou meu braço com força, não como quem pede, mas como quem arranca alguém de um incêndio. — Vamos embora. Agora. — a voz dela saiu baixa, dura, sem margem para discussão. Ela virou o rosto para Sophia em seguida. — Você também. Agora. Sophia hesitou por um segundo, os olhos ainda vermelhos, o corpo tenso, mas assentiu. Veio na nossa direção em silêncio, como alguém que sabe que qualquer palavra naquele momento só pioraria tudo. Atrás de nós, Rafael riu. Aquele riso atravessou minhas costas como um tapa. — Isso não acabou, Leonardo! — ele gritou, alto o suficiente para que os fotógrafos re

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