Acordei com a luz do sol entrando timidamente pelas frestas da cortina. O quarto estava silencioso, exceto pelo respirar tranquilo de Manuela ao meu lado. O cheiro de café recém-passado flutuava de algum lugar da casa — provavelmente Sophia já havia se levantado para preparar algo. Olhei para o lado e Manuela ainda dormia profundamente, a expressão serena que sempre me acalmava. Por um instante, quis ficar ali e fingir que o mundo não existia, que nada do que aconteceu na noite anterior havia realmente acontecido, mas sabia que não podia fugir da realidade. Sophia estava em algum lugar da casa, provavelmente na cozinha, fingindo normalidade como eu teria. O peso do que havia acontecido entre nós ainda estava ali, silencioso, rondando minha mente. Mas a rotina precisava continuar. Respirei

