As coisas saíram totalmente fora do controle.
Certo que faz anos que não toco nem tenho contato assim com ninguém, mas eu me controlo muito bem e não sou um adolescente cheio de hormônios que precisa usar o p.au a todo o tempo.
Claro que eu sinto falta as vezes, mas estou suficientemente bem acostumado. É uma preocupação e um risco que eu não gostaria de correr, não por uma buc.eta.
Mas Marian me faz perder todo o trabalho de cinco anos. Essa pele macia, pálida, a boca agora rosada e cheia de vida, os cabelos vermelhos como um vulcão, o corpo magro mas com as formas bem definidas e peit.os grandes e cheios, não é algo que eu fui preparado para lidar.
Ela chegou do nada, e po.rra, é demais para o meu p.au.
Eu sou homem, po.rra.
Fiamma, ou “chama”, em italiano, é isso que ela é.
— Por que, Fiamma? Gostaria de tocar?
Eu não pensei antes de segura-la tão perto enquanto estou n.u, apenas fiz, tentando impedi-la de se machucar. Mas não tenho certeza se foi uma boa ideia – nenhuma das minhas ideias desde que ela chegou tem sido muito boas.
Meu pa.u que estava meia bomba, mas controlado, mandou tudo a merda e subiu, cheio, carregado de veias, pulsando. Chega a doer pelo inchaço, a cabeça robusta e quente.
Sinto o calor do corpo dela, posso sentir até seu coração bater. Os olhos azuis me encarando cheio de desejo, um desejo que ela não consegue esconder. Eu sei que se eu tentasse, ela cederia, e por.ra, é isso que meu pa.u pede.
Mas não posso fazer isso.
Marian está frágil tanto fisicamente quanto psicologicamente, ela acabou de acordar e se encontrar sem nenhuma lembrança, se sente sozinha, confusa, eu não posso me aproveitar desse momento.
— Solte-me, cara.lho! — Tenta forçar uma aparência firme, e eu me divirto com ela jurando que consegue se soltar. Mas não quero que ela se esforce tanto e arrisque abrir os pontos, então a solto, observando-a sair do quarto o mais rápido que pode.
— VOCE NÃO RESPONDEU! — Grito, me divertindo.
De volta a minha privacidade, termino de me secar e visto a roupa. Penteio meus cabelos com os dedos e volto a prende-los em um coque. Coloco perfume e me pergunto porque estou fazendo isso, levando o frasco de volta ao guarda roupa.
Só depois de pronto que lembro que tem uma sopa no fogo, e vou rápido até a cozinha, encontrando Marian mexendo a panela já desligada. Acabo ficando em silêncio, assistindo-a, ela ainda veste minha camisa, que fica mais curta quando movimenta a mão. Ela fez um coque bagunçado em seus fios ruivos, usando o próprio cabelo também e pode ser impressão minha mas ela parece ainda mais bonita.
Seu rosto fino e delicado está corado nas maçãs, assim como os lábios rosados. Uma ruga está em sua testa, ela concentrada encarando a panela e nem percebeu que eu estou aqui. Sorrio quando ela fecha os olhos e puxa o aroma da sopa que diga-se de passagem, está muito bom.
— Você deve estar com fome, vou pegar os pratos. — Ela salta no lugar, e eu finjo não notar.
— Bom... é... estou. — Gagueja. — O cheiro está ótimo.
— Espero que o gosto esteja ainda melhor que o cheiro. — Só tenho dois pratos, e são eles que pego, junto com duas colheres.
— Eu faço isso, pode deixar. Você já teve todo o trabalho.
— Não é trabalho algum, eu já faria para mim mesmo. Além disso, você ainda está machucada, é melhor não ficar muito tempo em pé. Sente numa poltrona, eu já levo.
— Mas...
— Sente, Marian. — Falo firme, mostrando que não há negociação. Ela acaba cedendo e faz como eu pedi.
Sirvo a sopa nos dois pratos, coloco uma torrada na lateral de cada um e levo para a sala. Levo primeiro o prato de Marian que espera ansiosa sentada na poltrona, e depois sento na que fica ao lado da dela. Noto que a lareira está precisando de mais lenha.
— Obrigada. — Acena, antes de provar. Eu a assisto, esperando a reação, e o sorrisinho em seus lábios me faz curvar os lábios também, disfarçando a empolgação. — Está deliciosa. Não me lembro de ter comido algo tão bom assim.
— Obrigado, eu acho. — Franzo o centro, mesmo percebendo o tom de brincadeira dela com o trocadilho da memória.
Começo a comer também e concordo com ela, está deliciosa mesmo. Desde que eu moro aqui sozinho, acabei aprendendo e fazendo muito bem as coisas na cozinha. Não demora muito e Marian termina sua sopa e a torrada também, aparentemente faminta.
— Obrigada. — Torna a agradecer. Eu reviro os olhos.
— Você não precisa agradecer toda hora, eu já disse que faria a sopa para mim de qualquer maneira. — Não é uma mentira.
— Não agradeço pela sopa, agradeço por estar cuidando e se preocupando tanto comigo. Isso não é só uma refeição, é algo que você não precisava fazer para uma estranha, mas está fazendo. Você não me deu qualquer coisa, isso é um ato de cuidado. — Explica. — Obrigada. E obrigada mais uma vez por me deixar ficar.
— De nada. E é a última vez que quero ouvir você agradecer, por Deus. — Fico de pé e pego seu prato vazio. — Você quer mais um pouco?
— Não, obrigada, estou satisfeita. — Por.ra. Ela cora, percebendo que agradeceu novamente. Finjo não ouvir e vou para a cozinha, onde já lavo os dois pratos e talheres para ela não inventar de vir fazer isso. — Você prefere café ou chocolate quente?
— Bom, eu...
— Perdoe-me. — Percebo ela tentando lembrar, e entendo o que acabei de fazer. — Eu vou fazer os dois.
Deixo a água do café esquentando e tiro a minha camisa, jogando sobre a poltrona. Marian me encara confusa, sem entender porque tirei a roupa, ela novamente não se esforça em disfarçar porque seus olhos admiram meu corpo. Eu finjo não notar, até porque tê-la me olhando com os olhos cheios de luxúria me faz ter muitas dificuldades de me controlar.
— Onde você vai? — Me questiona quando me vê caminhando em direção a porta.
— Preciso cortar mais lenha. — Explico. — Pode desligar a água quando ferver? Eu já volto.
Ela acena com a cabeça, a boca entreaberta, e eu preciso mesmo sair dessa cabana o mais rápido possível. O frio nem me incomoda, porque meu sangue já corre quente em minhas veias e eu preciso mesmo descontar a energia em alguma coisa.
Posiciono a madeira e seguro o machado, acertando em cheio o meio dela e partindo-a em duas usando a força e trabalhando os músculos. Concentrado, vou fazendo isso repetidas vezes, o suor já escorrendo pelo meu corpo.
Sim, eu acabei de jogar o meu banho fora e vou precisar de outro, mas não tinha notado a falta da lenha e com minha ida até a cidade não tive tempo de fazer isso antes. Mas tudo bem, eu realmente não iria aguentar ficar muito tempo dentro daquela cabana com Marian, vestida naquela camisa minha, com as coxas de fora, aqueles olhos carregados de desejo e aquela boca cheia e convidativa.
Não é apenas os meus músculos que estão duros, há outra coisa também.
Continuo tentando manter minha atenção na lenha, cortando vários pedaços de madeira. Com o movimento, meu cabelo solta e as mechas despencam pelos meus ombros, cheias e compridas. No ritmo que estou terei lenha por uma semana, pois não quero parar, mesmo que já esteja ficando escuro demais.
É quando a luz de fora da cabana é ligada, e eu olho em direção a varanda, encontrando Marian de pé, me encarando. Meus olhos encontram os dela, suas coxas apertando uma outra e eu me pergunto se ela está com frio, ou se é te.são.
Meu pa.u incha, apertado no jeans.
Droga de mulher!
Desço o machado uma última vez, terminando de cortar a madeira que já estava posicionada, e passo o dorso da mão em minha testa, enxugando um pouco do suor e tirando meus cabelos do rosto. Então, caminho até ela, parando bem em sua frente.
A diferença de altura fica evidente, e também do tamanho dos corpos. Olho para baixo, ela olha pra cima. Estou ofegante, os músculos saltados, suor escorrendo pelo corpo. Ela me encara, é como se eu pudesse ouvir seu coração bater.
— Há quanto tempo está aqui?
— O suficiente. — Engulo seco, usando até a última gota do meu autocontrole.
— Não devia estar aqui fora, está frio e está usando apenas uma camisa. — Aviso.
— Não estou sentindo frio. — Filha da pu.ta. Eu cerro a mandíbula.
— Eu preciso de um banho. — E não é apenas pelo suor.