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A FERA

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Sinopse

Daemon vive há anos escondido em sua cabana na floresta. Decidido a viver afastado dos humanos, até que um dia, por acidente, Marian Stuart encontra sua cabana enquanto tentava encontrar ajuda depois de sofrer um ataque. A mulher peculiar, tanto de beleza quanto de alma, faz Daemon se lembrar do que ele tanto tentou esquecer, ele ainda é humano. Marian poderá descobrir o segredo que está por trás da fera? Bem vinda a caça, nessa história cheia de mistério, segredos, revelações e muito... desejo.

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PRÓLOGO — MARIAN STUART
De todas as formas possíveis, eu sinto que morri hoje. Na verdade, talvez a morte doesse menos. Faz quase um ano que eu comecei a trabalhar como estagiária na Lancaster holding. Depois de uma formatura com honras, não esperava menos que o topo. E claro, o estágio era apenas o começo. Mas hoje, a apunhalada que recebi me fez perder a chance pelo qual eu tanto batalhei. Todo o projeto, o esboço, a ideia, a apresentação, absolutamente tudo foi ideia minha. Olhando meu próprio reflexo no espelho, eu vejo minha pele ainda mais pálida, as lágrimas escorrendo pelo meu rosto como se eu não tivesse controle sobre elas nem sobre meu próprio corpo. — Isso não pode estar acontecendo comigo, não pode! — O gosto amargo e ao mesmo tempo ácido em minha boca faz minha garganta arranhar e meu rosto contrair. Eu achei que algo assim era o tipo de coisa que eu nunca passaria, eu era inteligente demais para isso. Mas na verdade eu sou uma bela de uma palhaça. Meu coração arde em meu peito, queimando com o ódio que é muito mais forte que qualquer outra emoção no momento. A tristeza não é nada comparado a como eu o mat.aria por ter me colocado nesse papel de mocinha de coração partido. Mas a culpa foi totalmente dele? Não. A culpa foi toda minha. Foi eu quem confiei, e irei consertar esse erro agora mesmo. Enxugo minhas lágrimas, retoco a maquiagem borrada, incluindo o batom, passo os dedos nos meus fios volumosos e ruivos que definem bem meu estado de espírito agora – pegando fogo. — Você tem dois minutos para... — Minha frase para no meio, a voz fica presa na garganta causando um nó, tudo trava, nem mesmo derramar lágrimas eu consigo mais – e agradeço por não fazer isso da frente dele. O ar falta. — O início da sua reunião por videoconferência, Sr. O’Brien. Tentando não piorar a situação, não ser tão humilhada, eu finjo que não estou vendo o homem que eu entreguei meu coração e minha confiança, com a secretária sentada em seu colo, semin.ua. Era a última coisa que faltava para arrancar de mim o meu último batimento. — Na verdade não há nenhuma reunião para hoje, Lucas, eu verifiquei. — Lucas? Cerro os punhos, vendo no rosto dela o sorrisinho se formando. — Espere lá fora, querida, a Srta. Stuart deve estar insatisfeita com o resultado da reunião e tem algo importante a compartilhar. — Ele a ajuda a se levantar, e ela começa a erguer o vestido para cobrir os s.eios grandes e siliconados. Viro o rosto para o lado, como se não vê-los fosse me impedir de me sentir como me sinto agora, sangrando até a morte, com dor em cada fibra do meu ser. A raiva intensifica tudo. Lucas beija o topo da testa dela, que se derrete e volta a dar o mesmo sorriso vitorioso ao passar por mim. Ela sabe de tudo? Com certeza sim, eu sou a única i****a da história. — O que você quer, Marian? — Mostra sua verdadeira face para mim, acredito que pele primeira vez. — É por isso que sempre há vagas de estágio na Lancaster holding, não é? Não é porque vocês são dispostos a oferecer oportunidade, mas porque todas se demitem. — Afirmo, com um sorriso incrédulo no rosto. — Do que está falando, mulher? — Que p***a aconteceu naquela sala, Lucas? Meu projeto, minhas ideias, tudo. Como pode apresentar como de fossem suas? — Ah, então é isso... — Enche a voz de ironia. — Eu confiei em você, nós estávamos juntos e... — Nós nunca estivemos juntos, Marian, eu te co.mi e apenas isso. Você foi uma boa tra.nsa, eu gosto da sua bo.ceta até, mas não pense que passaríamos disso. — Não vou mentir que ouvir isso não mexe comigo, não me faz sentir um objeto exposto em uma prateleira de loja barata, mas não vou deixar que ele veja. Não vou permitir mais uma humilhação. — E o projeto não era seu, era da Lancaster holding. Não importa de quem foi a ideia, tudo que importa é que será muito bem aproveitado pela empresa, e por mim, é claro. — Então era pelo se.xo para você? — Sorrio, me aproximando dele e escurecendo meus olhos. Não importa o quão apaixonada eu esteja por ele, não vou mais dar a Lucas O’Brien a bala para me m.atar. — Para mim realmente não foi, afinal, você e seu pequeno companheiro nunca foram bons nisso. Meu erro foi achar que um homem que nem mesmo é capaz de fazer uma mulher go.zar, seria capaz de fazer alguma coisa certa. Você é apenas a po.rra de um inútil, não é? Não serve para gerir essa empresa, para ter suas próprias ideias, para desenhar projetos, para se relacionar, nem mesmo para fo.der. Tem algo de verdadeiro ou que pode ser aproveitado em você, Lucas? Eu acho que não . — Sua pira... — Ergue a mão para mim, e dou um passo a frente. — Bate. — Sorrio, provocando-o, me forçando a esconder a dor que sinto. — Ou nem isso você consegue? Francamente, Lucas, você é mesmo a po.rra de um covarde. Eu dei a ele seis meses da minha vida, minha confiança, meu coração, uma parte minha que nunca foi de ninguém, e até minha alma está pisoteada por sua traição agora – ou suas traições. Dou as costas para ele, reunindo tudo que restou de mim e caminho para fora. Isso aqui acabou, tudo. — Onde você pensa que vai? — Eu o ignoro, até o som dos estilhaços do vaso de vidro jogado na parede ao meu lado me fazerem saltar no lugar. — MARIAN! — Era eu quem deveria estar histérica, ou não? Mas tudo bem, se precisa que eu diga claramente, eu me demito. — Explico. — Você não pode fazer isso, você tem um contrato com a empresa de pelo menos um ano. E mesmo assim, precisa de uma carta formal. Em silêncio, caminho até a mesa dele. Ainda bem que eu escolhi um vestido vermelho hoje, a cor da vingança. Pego um pedaço de papel e caneta e escrevo em letras bem grandes e legíveis, apenas o essencial, e deixo na mesa mesmo. — Aí está a sua carta, acho que será o suficiente. Lucas pega o papel enquanto volto a caminhar em direção a saída, sentindo o mínimo de alívio que alguém pode sentir na minha situação. — “Vá se f***r!” — Ele lê em você alta, incrédulo. — Uma última coisa... — Chamo sua atenção, com a porta entreaberta. — Uma loira? Que clichê. Nada contra as loiras, mas eu não poderia perder a oportunidade. Lucas é um esnobe com complexo da mulher hiper sexualizada e totalmente disponível para ele. A mulher que vive em prol dele. Aquela montada, de beleza produzida em uma clínica. Eu preciso deixar claro que eu sou bem diferente disso. Eu sou autêntica demais para alguém como ele. Dou de ombros e o deixo, saindo definitivamente de sua sala e batendo a porta atrás de mim. Mamãe teria orgulho. A menininha dentro de mim teria orgulho. Mas como adulta eu sei, não há nada pelo que devo me orgulhar. Eu sou a po.rra de um fracasso. Reúno minhas coisas junto com o pouco de dignidade que me resta e deixo a empresa, sem vontade de me despedir de ninguém. Não criei muitos laços aqui dentro – não além dele. Não tenho inimigos, me dou bem com todos, mas não tenho relacionamento íntimo com ninguém. Jogo a caixa com minhas coisas no banco de trás do meu pequeno carro e dirijo para fora. Perdida, é assim que me sinto. Eu não tinha um plano B. A Lancaster holding era onde estava toda minha energia e eu tinha grandes apostas, e grandes chances, se o CEO não me quisesse apenas como seu banco de ideias particular. O dia inteiro se passa enquanto dirijo, sem rumo, apenas passeando pelas ruas da cidade até notar a escuridão. Respiro fundo, vendo as ligações no meu celular, de meu pai, da Taylor que deve estar estranhando meu sumiço. Decido evita-los mais um pouco, minha bateria está prestes a acabar e eu preciso de mais um pouco de paz. Minha mente estava inerte, mergulhada em tantos pensamentos que estava alheia a realidade e eu nem percebi onde vim parar. Pistas paralelas, nada além de mata ao redor, escuridão e muitas árvores. A lua está cheia, brilhando, e é nela que me concentrava antes de tudo acontecer muito rápido, em um piscar de olhos. Não sei se foi a chuva, algum buraco, a pista molhada ou o para-brisa tão coberto de água que eu não consegui ver nada. Eu não estava mais conseguindo controlar o carro, os pneus estavam fora da pista, eu sinto meus ossos quebrando, doendo, partindo, o sangue abandonando minhas veias quando o carro é jogado para o lado de fora da pista, despencando para a lateral, capotando por vezes demais até eu não conseguir mais pensar. Sou arremessada para fora pela falta do cinto. Não sinto meu coração bater, não consigo me mexer. Abro os olhos pesados com dificuldade, meu corpo imóvel, fraco, ensanguentado e quebrado, vendo botas pretas se aproximando de mim.

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