O silêncio que ficou na sala depois que o Kael subiu era pior que o som dos socos dele. Era um silêncio de derrota, de fim de linha, e eu sentia o gosto de bile misturado com o sangue na minha boca, um sabor metálico que me lembrava a cada segundo da humilhação que eu tinha acabado de sofrer. Olhei para baixo, para a Marta, que continuava encolhida no meio daquele mármore todo, chorando como se o mundo tivesse acabado. E para ela, tinha acabado mesmo. O "filho perfeito", o pilar de gelo que ela sempre defendeu como o salvador da nossa linhagem, tinha acabado de chutar o pedestal dela com a ponta de uma bota de couro importada. Desci as escadas devagar, sentindo cada músculo do meu corpo gritar, as costelas latejando a cada respiração curta. Mas o ódio era o combustível de alta octanagem q

