capitulo 29

1017 Palavras

Marta me olhava como se eu fosse um completo estranho, um monstro que tinha acabado de brotar do chão daquela sala de jantar que antes exalava apenas jantares caros. O pavor nos olhos dela era palpável, e por um segundo de lucidez, eu vi a dúvida cruzando aquela mente de aristocrata do crime. Ela percebeu que o "bom menino", o caçula injustiçado, tinha dentes de serra, e que eles estavam prontos para morder quem quer que estivesse por perto. — Do que você está falando, Breno? — ela sussurrou, a voz falhando, quase inaudível. — Você está falando em... em assassinar o seu próprio irmão? O sangue do seu sangue? O homem que, mesmo sendo frio, manteve essa casa de pé por dois anos? Eu senti o peso do que eu tinha acabado de falar. Mesmo para um psicopata em potencial como eu, declarar uma sen

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