Kayle se viu a vagar na frágil extensão entre o sonho e a realidade, escondido nas dobras aveludadas do meio-termo. Ela entrou e saiu da consciência como ondas batendo na praia; água avançando em direção ao sólido, apenas para depois recuar novamente, um ciclo sem fim. O balançar do carro trazia certo conforto para si, junto com as vozes baixas que entravam no seu ouvido, mas ela estava tão cansada que não conseguia compreender o que falavam. Ela acabou a perceber que o seu semi-sonho era os de casacos quentes e olhos de ônix e covinhas, ela estava sonhando com alguém, mas não sabia quem, a pessoa trazia um conforto para si. Algo tão bom quanto o seu chá de limão com mel. Alguém estava dizendo o nome dela. Kayle. Uma e outra vez. Kayle não estava acostumada a ser chamada pelo seu nome, s

