No Limite da Sobrevivência

1440 Palavras

A manhã nasceu cinzenta no Chapadão, carregando consigo o peso da noite anterior. O cheiro de pólvora ainda impregnava as vielas, lembrança do confronto que quase havia custado vidas. Cada morador se movia com cautela, os passos medidos, os olhares desconfiados. O morro era uma entidade viva, e qualquer ruído fora do lugar poderia desencadear caos. A.S. percorria as ruas, fuzil nas mãos, atento a cada sombra, cada movimento suspeito. O ataque de Braga na noite passada havia deixado marcas profundas: não apenas nos corpos, mas na confiança. Agora, a prioridade era manter a disciplina entre os homens e garantir que nenhum novo traidor se manifestasse. — Chefe… — Zóio apareceu correndo ao seu lado, rosto tenso. — Recebi informações de que alguns homens ainda estão conversando com Braga. Ele

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